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Testes avançam após pílula do câncer ser considerada segura

Estudos mostraram que a substância não é tóxica para humanos. Após essa análise, as pesquisas serão ampliadas para outros pacientes já na próxima segunda-feira, 10

18:16 | 06/10/2016
Os resultados da primeira etapa do teste com fosfoetanolamina sintética, conhecida como pílula do câncer, mostraram que a substância não é tóxica para os humanos. A conclusão permite que os estudos sobre a droga avancem para identificar se ela pode inibir o crescimento de células cancerígenas.
 
A segunda fase da pesquisa clínica será iniciada já na próxima segunda-feira, 10, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), onde a investigação vem sendo realizada.
 
A primeira fase durou dois meses e avaliou a segurança da substância em 10 pacientes. De acordo com o instituto, a análise não apresentou “toxicidade significativa”.
 
Na próxima etapa, serão incluídos no grupo de estudo outros 20 pacientes em cada um dos 10 grupos de análise. Serão pesquisados os efeitos em pessoas com tumores na cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, próstata, melanoma (pele), pâncreas, estômago e fígado.
 
A segunda fase de testes tem duração estimada de 6 meses. Os pacientes, inicialmente, serão acompanhados a cada duas semanas.
 
Novas pessoas serão incluídas nos grupos, desde que se comprove resultados positivos, até atingir o máximo de 1.000 pessoas, sendo 100 para cada tipo de tumor. De acordo com o instituto, essa metodologia permite “melhor compreensão da droga”.
 
Pesquisa
O Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM-UFC) é um dos órgãos que testam os efeitos da fosfoetanolamina em tumores.
 
Em agosto, estudos realizados pelo núcleo em camundongos apontaram a ineficácia da substância no tratamento de um tipo específico de câncer de pele. A comercialização da substância ainda é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Redação O POVO Online 
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