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Ação esclarece sobre o uso da anestesia

Embora o risco de ocorrer um acidente anestésico ser de um a cada 250 mil no mundo, o medo é comum entre pacientes

20:46 | 28/09/2016

As linhas, números e sons do monitor dos aparelhos de anestesia, utilizados em procedimentos médicos, geralmente assustam quem está prestes a se submeter a uma cirurgia. O risco de ocorrer um acidente anestésico, no entanto, é de um a cada 250 mil no mundo, de acordo com a Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Ceará (Coopanest-CE). A formação do profissional que realiza a aplicação, as complicações que podem ocorrer durante o processo e os tipos de anestesia são dúvidas recorrentes entre pacientes.


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“O anestesiologista é um médico com curso de especialização e treinamento na área. São, no mínimo, nove anos de estudo”, frisa Adriana Pinheiro, 29, residente do Instituto José Frota (IJF). Segundo ela, o objetivo da anestesia é retirar a sensação de dor e impedir a movimentação, além de reduzir a ansiedade e o estresse relacionados a esses eventos.


Um minicentro cirúrgico foi instalado no Shopping Del Paseo para informar sobre alguns dos recursos disponíveis para monitorização dos pacientes durante uma cirurgia. O equipamento permaneceu no local terça e quarta desta semana. Realizada pela Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Ceará (Coopanest-CE), a ação contou com médicos especialistas da área, que tiraram dúvidas acerca do assunto.


Itens como ventilador mecânico (respirador artificial), manequim de intubação traqueal, modelos de coluna vertebral e de inervação do pescoço também foram apresentados para facilitar a compreensão dos visitantes sobre os procedimentos anestésicos.


Casemiro Dutra, diretor tesoureiro do Coopanest-CE, explica que o procedimento anestésico é composto por três momentos — a hipnose, na qual o paciente dorme; a analgesia, quando o paciente passa a não sentir dor; e o relaxamento muscular. A cada fase, grupos de drogas são ministrados no paciente, de acordo com o procedimento cirúrgico e do histórico clínico.


Os fatores de risco são associados diretamente à cirurgia e às condições do paciente. A consulta pré-anestésica é o primeiro passo para uma anestesia segura. É importante que seja informado ao doenças anteriores como asma, diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca ou infarto do miocárdio, além de alergias e hábitos, como tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.


Também é importante pedir informações sobre o tipo de anestesia que será utilizada. “Muitas pessoas têm medo porque não conhecem. É preciso mudar a relação dos pacientes com os anestesiologistas”, conclui.

Redação O POVO Online

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