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SUS vai disponibilizar antirretrovirais para pessoas vulneráveis à infecção por HIV

A medida, denominada Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), visa diminuir as chances de contágio do vírus para grupo de maior exposição ao HIV.

18:17 | 20/07/2016
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O Sistema Único de Saúde (SUS) vai disponibilizar antirretrovirais para pessoas mais vulneráveis à infecção do vírus HIV até o fim deste ano. A medida foi anunciada pela diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, na Conferência Internacional de Aids, que aconteceu nesta segunda-feira, 18, na África do Sul. O método determina o uso diário da Profilaxia pré-exposição (PrEP), conhecido como truvada, para diminuir as chances de infecção por HIV.


Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, o medicamento Truvada, que combina dois antirretrovirais tenofovir e emtricitabitina, pode trazer efeitos colaterais quando tomado, como leves disfunções gastrointestinais e renais. A pílula é indicada para pessoas soronegativas com alto risco de contágio e pode diminuir em até 92% o risco de infecção, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Adele garantiu que a PrEP vai estar disponível para mais de dez mil pessoas durante o seu primeiro ano. Travestis, homens que fazem sexo com homens, transexuais e profissionais do sexo serão priorizados na oferta do medicamento.  O protocolo clínico já está sendo preparado pelo departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para ser encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS, responsável por serviços disponibilizados pelo sistema.


O Ministério da Saúde financiou dois estudos de PrEP no Brasil para poder incluir a pílula na lista de medicamentos gratuitos disponibilizados pelo SUS. A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Oswaldo Cruz realizaram as pesquisas. A infectologista do Instituto Emílio Ribas avalia a medida como necessária. “A camisinha sempre foi a única forma de prevenção, mas, claramente, não atende a todos. Tanto não atende que a epidemia não parou de se alastrar. A ideia é que ela seja associada ao uso da camisinha’’, afirmou a médica.

 

Redação O POVO Online

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