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Após onze transplantes de útero no mundo, nasce primeiro bebê

Segundo pesquisadores, esse nascimento pode abrir a possibilidade para tratamento de muitas mulheres inférteis por fatores uterino em todo o mundo

18:14 | 07/10/2014
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Após a realização de onze transplantes de útero, foi registrado o nascimento do primeiro bebê, em setembro na Suécia.

A mulher de 36 anos, que não teve a identidade revelada, sofre da Síndrome de Rokitansky, caracterizada pela ausência de útero.

Já houve outros transplantes, mas esse é o primeiro nascimento registrado.

O transplante que foi realizado em 2013, deu a mulher, que só poderia ser mãe por meio de barriga de aluguel e adoção, um útero de uma amiga próxima, de 61 anos, mãe de dois filhos e que já estava na menopausa há sete anos.

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A paciente já tinha o funcionamento dos ovários em perfeito estado e, após 43 dias de transplante teve seu primeiro ciclo menstrual. Depois de um ano de cirurgia, a fertilização in vitro foi realizada.

Com todo o sucesso do transplante, o bebê nasceu prematuro, de parto cesárea, com 31 semanas e cinco dias, pesando 1,775 e medindo 40 centímetros.

Os números foram considerados normais em relação ao período gestacional. Após 16 dias no hospital, a criança foi para casa.

Para caso de transplante de útero, é aconselhável que ele seja removido depois de uma ou duas gestações.

Segundo pesquisadores responsáveis, liderados pelo professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Gotemburgo, Matts Brännstörm, o primeiro nascimento após um transplante de útero pode abrir a possibilidade para tratamento de muitas mulheres inférteis por fatores uterinos em todo o mundo.

 

Redação O POVO Online

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