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Estudo vincula falta de vitamina D a risco maior de demência

De acordo com os pesquisadores os resultados não implicam que a deficiência de vitamina D cause demência, mas a existência de um vínculo que ainda precisa ser estudado

18:34 | 06/08/2014

As pessoas com idade avançada que não recebem quantidades suficientes de vitamina D correm mais riscos de sofrer demência ou mal de Alzheimer, revelou um estudo sobre o tema, publicado nesta quarta-feira, 6.

 Os cientistas informaram na revista Neurology que as pessoas com deficiência severa nos níveis de vitamina D no organismo têm mais que o dobro de chances de vir a desenvolver demência e mal de Alzheimer do que aquelas que tiveram acesso a quantidades normais.

 A descoberta se baseia em um estudo, feito com 1.658 adultos com mais de 65 anos, saudáveis e capazes de caminhar sem ajuda.

 Os cientistas acompanharam sua evolução durante seis anos. Após este período, 171 participantes desenvolveram demência e 102, Alzheimer.

 Aqueles que sofriam de demência moderada de vitamina D tinham 53% mais riscos de desenvolver qualquer tipo de demência. mas os que tinham uma deficiência severa viram este risco aumentar 125% com relação aos que apresentavam valores adequados desta vitamina.

 Percentuais similares foram observados no mal de Alzheimer. As pessoas com deficiência moderada de vitamina D tinham 69% mais chances de desenvolver a doença e os que apresentavam deficiência severa, um risco 122% maior.

 Os pesquisadores advertem que estes resultados não implicam que a deficiência de vitamina D cause demência, mas a existência de um vínculo que ainda precisa ser estudado.

 Os seres humanos obtêm a vitamina D com exposição ao sol e a ingestão de peixes como o salmão, o atum e a cavala, assim como leite, ovos e queijo. Ela também está disponível na forma de suplementos.

 No entanto, os cientistas dizem ser necessário estabelecer se o consumo destes alimentos ou de suplementos de vitamina D pode evitar estas doenças.

 Atualmente, 44 milhões de pessoas no mundo sofrem de demência, um número que, se espera, triplique em 2050.

 

AFP

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