Tião Viana depõe na Operação Santinhos, da PF
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Tião Viana depõe na Operação Santinhos, da PF

21:50 | 11/12/2018
O governador do Acre, Tião Viana (PT), prestou depoimento nesta terça-feira, 11, à Polícia Federal. O petista foi convocado pela Operação Santinhos, que prendeu dois deputados eleitos no Estado, Pastor Manuel Marcos e Doutora Juliana, ambos do PRB, e o operador de um suposto esquema de desvios de R$ 1,5 milhão do fundo partidário e do fundo especial de financiamentos de campanha Thaisson de Souza Maciel, comissionado do Estado.

"Nós convocamos para prestar depoimento os secretários de Pequenos Negócios e o de Saúde além do governador para esclarecer qual o motivo da nomeação por parte do governador no dia 8 de agosto deste ano de Thaisson de Souza Maciel para ocupar um cargo em comissão na Secretaria de Pequenos Negócios. Nós queremos entender qual foi o motivo dessa nomeação de Thaisson de Souza Maciel, que é o operador desse sistema, dessa empresa de fachada, que desviou ilicitamente mais de R$ 1,5 milhão, por que ele teria sido nomeado conforme Diário Oficial", afirmou o delegado Eduardo Augusto Maneta, da Polícia Federal.

"Gostaríamos de esclarecer por que a esposa dele também foi nomeada para um cargo em comissão, conforme o Diário Oficial do Acre, na Secretaria de Saúde. Esse seria o motivo da intimação dessas pessoas."

Em nota, Tião Viana afirmou que "esteve na Polícia Federal, colaborando com a investigação da Operação Santinhos, e foi recebido de maneira muito profissional em consonância com a missão constitucional do órgão, sendo tratado com respeito e dignidade".

"A equipe da Polícia Federal agradeceu a pronta colaboração do governador que, mesmo diante de sua prerrogativa, se propôs a ir de imediato à instituição. Para não atrapalhar a investigação, que segue em segredo de justiça, ele se reserva a não se manifestar", declarou o petista.

O delegado relatou que "a Polícia Federal constatou que mais de R$ 1,5 milhão do fundo partidário e do fundo eleitoral foram desviados ilicitamente para uma empresa de fachada que estava em nome de um laranja".

O real operador da empresa, segundo o policial, é Thaisson de Souza Maciel, "um operador financeiro que agia em nome e no interesse de integrantes do Partido Republicano Brasileiro, o PRB no Estado do Acre".

"Essa empresa de fachada, para justificar esses recursos, mais de R$ 1,5 milhão, desviados do fundo eleitoral, ela emitia diversas notas frias de prestação de serviços, fictícias, que não ocorreram. Em um determinado caso, ela chegou a emitir uma nota fiscal como se tivesse confeccionado mais de 18 milhões de santinhos dos principais candidatos do PRB no Acre. Como a gente sabe, o número de eleitores no Estado é de apenas 500 mil", narrou o delegado.

"Esse valor seria 34 vezes maior que o número de eleitores aqui do Estado do Acre. Nós constatamos que essa empresa declarava como principal finalidade a construção civil. Outras atividades sem qualquer pertinência entre si: declarava que fazia pintura, manutenção de ar condicionado, manutenção de rodovia e até mesmo comércio de balas e bombons."

Mais de 100 policiais federais de vários Estados auxiliaram no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em residências e gabinetes de investigados, em órgãos públicos, na Câmara de vereadores e na Assembleia Legislativa do Acre.

Também foram cumpridos 8 mandados de prisão expedidos pela Justiça Eleitoral do Acre.

Defesas

Em nota, o governo do Acre afirmou: "O governador Tião Viana já esteve na Polícia Federal, colaborando com a investigação da Operação Santinhos, e foi recebido de maneira muito profissional em consonância com a missão constitucional do órgão, sendo tratado com respeito e dignidade.

A equipe da Polícia Federal agradeceu a pronta colaboração do governador que, mesmo diante de sua prerrogativa, se propôs a ir de imediato à instituição. Para não atrapalhar a investigação, que segue em segredo de justiça, ele se reserva a não se manifestar.

Durante o processo eleitoral deste ano, o governador Tião Viana por várias vezes procurou a Polícia Federal para falar de indícios de uma violenta compra de votos que estaria ocorrendo no Acre".

A reportagem fez contato com a presidência da Câmara de Vereadores de Rio Branco e com o gabinete da deputada Dra Juliana por meio da Assembleia Legislativa, mas ainda não obteve retorno.

Agência Estado

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