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Ex-assessor de Flávio Bolsonaro fala pela 1ª vez sobre movimentações atípicas

21:10 | Dez. 26, 2018
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O ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício Queiroz, falou em público pela primeira vez sobre as movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão em sua conta, apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e que levantaram uma crise em torno do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), pai de Flávio.

Em entrevista ao SBT, ele atribui o dinheiro a seus negócios com venda de carros, diz que não é laranja. Queiroz, contudo, não explica os depósitos feitos em sua conta por funcionários do gabinete e familiares empregados por Flávio e o presidente eleito.

"(Eu ganhava) cerca de R$ 10 mil por mês (como assessor)", disse Queiroz. "Ainda tinha da minha ex-função. Cerca de R$ 10 mil a R$ 11 mil. (por mês), em torno de R$ 23 mil. Sou um cara de negócios. Eu faço dinheiro", disse Queiroz. "Compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim. Gosto muito de comprar carro em seguradora, na minha época lá atrás, eu comprava um carrinho, mandava arrumar, vendia."

Perguntado sobre os depósitos feitos em favor da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, Queiroz disse que "nosso presidente já esclareceu. Tinha um empréstimo de R$ 40 mil. Foram 10 cheques de R$ 4 mil. Nunca depositei R$ 24 mil."

Ele disse que falará apenas ao Ministério Público sobre depósitos feitos em sua conta por familiares e outros funcionários dos gabinetes de Flávio e de seu pai. "Esse mérito do dinheiro, eu quero explicar ao MP. São pessoas da minha família. Eu gero o dinheiro da minha família. Minhas filhas trabalham comigo desde os 15 anos. Quando tinha vaga (nos gabinetes), eu pedia para empregá-las. Minha filha que sempre cuidou da mídia do deputado dará esclarecimento."

Queiroz disse que não é "laranja" de Flávio Bolsonaro e saiu em defesa do senador eleito, com quem diz não ter mais contato. "Não tenho falado com ele. É a coisa mais triste do mundo. Me abati muito. O que ele está passando na rua achando que eu tenho negociata, pelo amor de Deus, isso não existe. No nosso gabinete, não se falava em dinheiro. Toda hora tinha gente pedindo dez reais, mas não se dá dinheiro, não se fala em dinheiro. É covardia atribuir a Flávio o que está acontecendo. Não sou laranja, sou trabalhador."

O ex-assessor afirma não estar "fugindo" e diz que chegou a achar que seria preso. "Em momento algum estou fugindo. Quero depor na frente ao promotor. Agradeço ao promotor por não me prender. Falei: 'vou ser preso'. Pedi exoneração para cuidar da minha reforma e do meu problema de saúde. Foi uma surpresa isso. Caiu como uma bomba para mim e minha família."

Entenda o caso Coaf

Queiroz passou a ser o pivô do principal problema político do presidente eleito Jair Bolsonaro quando o Estado revelou, no dia 6 de dezembro, que um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou movimentações atípicas em suas contas.

Segundo o documento, o ex-assessor do senador eleito, Flávio Bolsonaro, movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Uma das movimentações foi o depósito de um cheque de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro ­- no início de dezembro, Bolsonaro disse que o cheque era o pagamento de um empréstimo. O jornal O Estado de S. Paulo revelou ainda que funcionários do gabinete de Flávio chegaram a depositar 99% do que receberam no período na conta de Queiroz, e que a maioria das transferências foram feitas no dia ou em datas próximas ao pagamento na Alerj.

Esta é a primeira vez que o ex-assessor fala publicamente sobre o assunto. Por duas vezes, Queiroz alegou problema de saúde para não comparecer ao depoimento que seria prestado ao Ministério Público nos dias 19 e 21 deste mês. No dia 7 de dezembro, Flávio Bolsonaro disse ter conversado com Queiroz, e afirmou que ele teria lhe dado "explicações convincentes" para o episódio, mas não disse quais seriam elas. O MPRJ informou que também pedirá para que Flávio Bolsonaro preste esclarecimentos sobre o caso, no dia 10 de janeiro.

De acordo com Queiroz, ele precisará fazer uma cirurgia por conta de um tumor maligno no intestino. "Tenho uma cirurgia pra fazer no ombro (esquerdo). estava com problema na urina, tosse. E foi constatado um câncer. É um câncer maligno, indicado sem nem pegar a biopsia. Vou ser submetido a outros exames e (o médico) me disse que temos que operar o mais rápido possível. É um tumor grande no intestino. As fezes passam fininho. Não estou fugindo do MP. Quero prestar esclarecimento."

Agência Estado

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Martine Grael e Kahena Kunze são bicampeãs olímpicas na classe 49er FX

Esportes
01:48 | Ago. 03, 2021
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A dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze conquistou o bicampeonato olímpico da classe 49er FX da vela no início da madrugada desta terça-feira (3) na Marina de Enoshima. A confirmação do ouro na Olimpíada de Tóquio (Japão), com 76 pontos perdidos, veio com a terceira colocação na regata da medalha.

Saiba quem é Reverendo Amilton Gomes, que depõe nesta terça na CPI da Covid

Política
01:40 | Ago. 03, 2021
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid retoma os trabalhos nesta terça-feira, 3, com o depoimento do Reverendo Amilton Gomes de Paula. Ele é apontado como uma ponte que facilitou o contato de representantes da empresa Davati Medical Supply - que ofereceu 400 milhões doses da vacina AstraZeneca sem o conhecimento da fabricante - com membros do alto escalão do Ministério da Saúde.

Amilton Gomes é fundador da ONG Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah) e foi citado durante o depoimento do representante nacional da Davati, Cristiano Alberto Carneiro, no último dia 15 de julho. Segundo Cristiano, o Reverendo foi quem encaminhou o policial militar Luiz Paulo Dominguetti (que denunciou pedido de propina durante as tratativas) para negociação com o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

Gomes se defende afirmando que seu papel na transação se deu por questões humanitárias. Ele conta que foi atraído a fazer a articulação após receber uma oferta de doações do presidente da Davati, Herman Cárdenas, que seriam destinadas à entidade. Segundo relata, não foram discutidos valores.

No site da ONG, uma nota de esclarecimento pública diz que Gomes é “um religioso que tem várias parcerias com entidades intergovernamental e não-governamental, tanto a nível nacional, como internacional”.

O trecho tenta dar luz a série de questionamentos que se intensificaram após a declaração de Cristiano Carneiro à CPI. O papel do Reverendo na negociação de vacinas, no entanto, já vinha intrigando a comissão, que votou a sua convocação no dia 7 de julho. Seu depoimento estava inicialmente marcado para o dia 14 de julho, mas precisou ser adiado por questões de saúde.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AM), autor do requerimento que mirou o religioso, lembrou que o caso veio à tona no início de julho, quando o Jornal Nacional, da Rede Globo, mostrou e-mails em que o diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Laurício Cruz, autorizava o Reverendo a comprar, por meio da ONG, as 400 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca que estavam sendo oferecidas.

Fotos publicadas em suas redes sociais no dia 4 de março de 2021 mostram que Gomes esteve no Ministério da Saúde. Na postagem, ele afirma que se reuniu com representantes da pasta “para articulação mundial em busca de vacinas”. Também estava presente na ocasião o cabo da PM Luiz Paulo Dominguetti.

No curso das investigações da CPI uma apuração da Agência Pública demonstrou que a organização também articulou a oferta de imunizantes da AstraZeneca e da Johnson para prefeituras e governos estaduais junto à Davati.

A reportagem teve acesso à carta da Senah encaminhada aos prefeitos e governadores, na qual a entidade oferecia doses no valor de US$ 11 a unidade, com prazo de entrega em até 25 dias. O valor seria três vezes maior que o fechado pelo Governo Federal para a mesma vacina da AstraZeneca, produzida junto à Fiocruz. Segundo o portal, a proposta foi endereçada a diversas prefeituras da região Sul do País.

A nota publicada na página da Senah esclarece ainda que a entidade atuou junto ao Governo Federal visando "unicamente" facilitar a compra de vacinas. O documento nega a participação da ONG no suposto esquema fraudulento na negociação dos imunizantes. “Ressaltamos que nossa atuação prendeu-se à apresentação de uma empresa através de uma pessoa que se dizia representante legal e que no momento oportuno apresentaria toda a documentação exigida”, concluiu.

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Olimpíada: Alison dos Santos é bronze nos 400 m com barreiras

Esportes
01:02 | Ago. 03, 2021
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O brasileiro Alison dos Santos conquistou a medalha de bronze na prova dos 400 metros (m) com barreiras da Olimpíada de Tóquio (Japão), na noite desta segunda-feira (2) no Estádio Olímpico.

Olimpíada: Martine Grael e Kahena Kunze trazem ouro para o Brasil na vela

Tóquio 2021
00:58 | Ago. 03, 2021
Autor Bemfica de Oliva
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A dupla de velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze trouxe mais um ouro olímpico para o Brasil. Com terceiro lugar na regata final, a medal race, da categoria 49er, as brasileiras terminaram em primeiro lugar na colocação geral da modalidade.

Com o resultado, a dupla consegue o bicampeonato olímpico da categoria. Martine e Kahena já haviam sido campeãs da vela 49er na Olimpíada do Rio, em 2016.

Nas competições de vela, o ranking é decidido em uma série de regatas, que acontecem no decorrer de vários dias. As dez equipes com melhor posicionamento avançam para a final, que vale pontuação dobrada.

Martine Grael e Kahena Kunze chegaram à medal race em segundo lugar no ranking. A dupla tinha a mesma pontuação que a equipe holandesa, porém perderam no critério de desempate. Na regata final, porém, todas as equipes que poderiam tirar o primeiro lugar do Brasil ficaram em colocações piores.

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Ceará conta com compra direta de 3 milhões de doses da Coronavac para atingir meta de vacinação até agosto

covid-19
00:38 | Ago. 03, 2021
Autor Ana Rute Ramires
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O secretário da Saúde do Ceará, Carlos Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, reiterou que a meta de vacinar todos os adultos do Ceará até o final de agosto está mantida. Para isso, ele conta com a aquisição direta de 3 milhões de doses da Coronavac com a empresa Sinovac. A negociação está sendo realizada por meio do Instituto Butantan, que pertence ao governo de São Paulo.

O secretário comentou sobre o cenário epidemiológico em entrevista no programa Domingo Debate, na rádio Assunção, nesse domingo, 1º. Ele garante que o Estado tem capacidade de vacinação suficiente para atingir a meta prevista.

"O que o Estado está esperando? As previsões do Ministério da Saúde são de que isso vá até final de setembro. O Estado do Ceará tem uma tratativa direta com a Sinovac, a empresa que fornece vacina para o Butantan", detalha.

Nesse acordo, a previsão é de entrega de doses extras em relação ao que é disponibilizado por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI). "Se isso se concretizar agora na segunda quinzena de agosto, a gente espera terminar a vacinação até 18 anos até o final de agosto. É essa a ideia inicial", prospecta.

No mês passado, o governador Camilo Santana (PT) disse que um secretário do governo foi enviado à China para contatos diretos com a companhia do País.

Na semana passada, a secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde do Ceará, Magda Almeida, chegou a alertar para a quantidade insuficientes de doses que o Estado tem recebido, com "grandes chances de a meta de vacinação em agosto não ser atingida no Estado por falta de imunizantes".

Conforme Vacinômetro Estadual, atualizado às 17h desse domingo, 1º, já foram aplicadas 3.855.400 primeiras doses e 148.495 doses únicas de vacinas contra a Covid-19.

Considerando a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Estado tem 6.898.000 pessoas acima de 18 anos. Dessa forma, Ceará ainda precisa aplicar 2.894.105 doses até o final deste mês para atingir a meta estabelecida.

Conforme a assessoria de imprensa da pasta, contudo, a meta se refere apenas aos já previamente cadastrados para a imunização.

"A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informa que, de acordo com o número de pessoas cadastradas no Saúde Digital com idade entre 18 e 59 anos, considerando o recebimento regular de imunizantes distribuídos pelo Ministério da Saúde, existe uma projeção de vacinar a população em geral dessa faixa etária, com primeira dose, até o fim do mês de agosto."

Em meio a discussões sobre a aplicação de terceira dose da vacina contra a Covid-19, o secretário acredita que deve haver revacinação em 2022.

"A gente está fazendo alguns estudos, o próprio Butantan está fazendo, sobre a necessidade de fazer uma revacinação. Os estudos ainda não estão prontos, mas me parece prudente. A gente não tem ainda a ideia de quanto tempo dura a imunidade. Então, acredito sim que vamos revacinar no ano que vem", afirmou.

Dr. Cabeto destacou ainda que a população precisa se vacinar com qualquer uma das vacinas disponíveis. "A realidade é que todas as vacinas são seguras. Dependendo de detalhes da faixa etária e do tipo de doença pré-existente, pode ter alguma mais ou menos eficiente. Mas quando você fala em termos globais, o que é eficiente? Vacinar muito. Quando se vacina muito, diminui-se o número de casos positivos, a chance de transmissão cai, e a carga viral fica pequena", acrescentou.

 

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