Participamos do

Procuradores da Lava Jato chamam para "twitaço" #indultonao

13:00 | Nov. 28, 2018
Autor O POVO
Foto do autor
O POVO Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia
Procuradores da Operação Lava Jato estão convocando internautas para um "twitaço" contra o indulto do presidente Michel Temer às 14h desta quarta-feira, 28. Até às 12h30, a hashtag #indultonao estava entre os três assuntos mais comentados do Brasil no Twitter.

 

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na tarde desta quarta-feira o julgamento da ação que questiona a validade das regras do indulto concedido por Temer em dezembro de 2017. À época, o decreto permitia a concessão do perdão de pena para crimes como peculato, corrupção, tráfico de influência, os praticados contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

 

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Segundo o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, de 39 condenados por corrupção, 21 podem ser perdoados pelo decreto do presidente, caso o Supremo não o derrube.

 

"Isto é, mais de 50% desses condenados por corrupção sairão pela porta da frente da cadeia. Isso seria a ruína da Lava Jato, o fim da linha", afirmou.

 

Também pelo Twitter, a procuradora da República Thaméa Danelon, da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, afirmou que "o indulto é um ato de clemência do Poder Público para com crimes menos graves".

 

"Por isso, corrupção é incompatível com o indulto. #indultonão", escreveu a investigadora. "A corrupção desvia bilhões de reais e mata pessoas em filas de hospitais. É um crime grave contra a humanidade."

 

O procurador Roberson Pozzobon, também da Lava Jato do Paraná, chamou a atenção para o indulto em seu Twitter. "Está na pauta do STF dessa quarta-feira o julgamento do Decreto de #IndultoNatalino de 2017, o qual é muito generoso com criminosos, mas nada bom para o enfrentamento da #corrupção."

Agência Estado

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente