Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

PT subestimou poder do WhatsApp na campanha, admite Gleisi Hoffmann

20:50 | Out. 17, 2018 Autor - Tipo Notícia

A cerca de dez dias do segundo turno das eleições, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, admitiu que o partido subestimou o poder do WhatsApp na campanha presidencial. Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira, 17, a petista disse que o partido não se preparou para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) neste segmento da comunicação, no qual o adversário construiu uma relação "direta" com a população, de acordo com avaliação da senadora paranaense.

"Ele (Bolsonaro) utilizou de outros instrumentos para se comunicar direto com o povo, essa coisa das redes sociais e principalmente o WhatsApp, o levou a se comunicar (direto). Eu diria que a comunicação popular do Bolsonaro é organizada, orquestrada e construída, diferente do Lula que é um líder popular nato. O Bolsonaro construiu isso", disse. "A gente já tinha isso mais ou menos no radar, por conta da campanha do (Donald) Trump, mas não nos preparamos devidamente. Aí tem um erro do PT, de termos subestimado - não as forças das redes sociais tradicionais, nós disputamos bem (nesse campo). Não nos preparamos para esta questão do WhatsApp", explicou.

Apesar de admitir essa fraqueza da campanha de Fernando Haddad (PT), Gleisi ainda mantém o discurso de que é possível ganhar no segundo turno. Ela afirmou também que, passado o pleito, as forças progressistas precisam se reunir para avaliar como resistir aos retrocessos que serão apresentados no Congresso Nacional.

"Nós temos que voltar a conversa (forças progressistas). Já tinha um fórum de conversa entre os partidos, isso tem continuado. Fizemos a reunião lá no PSB (na segunda-feira). Passada a eleição, temos que fazer avaliação das forças no Congresso Nacional, das forças que estão aqui. Teve uma bancada conservadora grande que foi eleita, isso vai ter impacto nas decisões da Casa. Acho que a bancada mais popular e progressista tem que se organizar, para poder resistir e fazer enfrentamento", argumentou.

Uma das preocupações da senadora petista é com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado no âmbito da Operação Lava Jato. Gleisi admite que quanto mais forças os "conservadores" tiverem, mais difícil será a libertação do petista.

"Não quero contar com essa hipótese (Bolsonaro vencer), mas obviamente que as forças do atraso vão fazer de tudo para que Lula não seja solto. E quanto mais poder essas forças tiverem, mais difícil vai ser Lula ter liberdade porque é quase um troféu para as forças conservadoras. Se eles têm como proposta programática destruir o PT, obviamente vão dificultar o máximo (a soltura de Lula) e vão para cima do Poder Judiciário", disse.

Sobre o episódio envolvendo os irmãos Ciro e Cid Gomes, Gleisi refuta qualquer culpa petista no episódio que tirou do PDT as chances de aliança com o PSB, ainda no início da campanha presidencial. O caso é tido como o epicentro da rusgas entre PT e a campanha de Ciro Gomes (PDT). Na época, os petistas retiraram candidaturas próprias em Estados estratégicos para beneficiar os socialistas. Em troca, se comprometeram a não apoiar Ciro nacionalmente e ficaram neutros. No último capítulo desse ressentimento entre as duas legendas, o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) criticou o PT publicamente por não "reconhecer erros".

"Querido, o PT disputa eleição, tem um projeto. E a disputa eleitoral pressupõe você estabelecer maiorias através do voto. Se nós temos maioria, nós temos que exercer essa prerrogativa. Não nos cabe pedir desculpas por termos ido ao segundo turno, por termos feito articulações políticas que nos levaram ao segundo turno. Isso é da natureza dos partidos políticos. Fizemos as articulações que achávamos corretas para disputar o processo eleitoral. O povo entendeu essas articulações como corretas e nos colocou no segundo turno", rebateu a senadora.

Agência Estado

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Eleições em Missão Velha, Martinópole e Pedra Branca; tire todas as suas dúvidas

SERVIÇO
2021-07-30 16:05:34 Autor Filipe Pereira Tipo Noticia

Eleitores das cidades de Missão Velha, Martinópole e Pedra Branca vão voltar às urnas no próximo domingo, 1º de agosto para votar para prefeito e vice-prefeito. Os municípios vão passar por eleições suplementares, tipo de eleição que ocorre em algumas situações. Neste caso, quando a Justiça Eleitoral anula o registro de alguma candidatura ou cassa o diploma ou o próprio mandato de candidato eleito.

O horário de votação será o mesmo das eleições de 2020, das 7h às 17h. Segundo a coordenadora de Eleições do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), Edna Sabóia, a orientação é que, de 7h às 10h, eleitores com mais de 60 anos compareçam às suas seções eleitorais. Ela afirma que instituição trabalha para que as eleições suplementares nesses municípios ocorram de forma organizada e segura, principalmente no contexto da pandemia. 

"O maior cuidado da justiça eleitoral é com o cenário da pandemia, para evitar aglomerações. Estamos cuidando para fornecer ao eleitor toda essa segurança, como fornecimento de EPIs e todo o cuidado. A regra que foi adotada em 2020 também está sendo aplicada na eleição suplementar nos três municípios, onde é proibida a realização de eventos, caminhadas, carreatas e drive-thru", afirmou Edna em entrevista à rádio O POVO CBN. 

Além de poder recorrer ao Disque Eleitor 148 para eventuais dúvidas, a coordenadora orienta a utilização do aplicativo e-Título. "Ele serva para ele verificar onde ele vota e onde está situada a sua sessão. A orientação é se organizar, procurar o seu candidato e não demorar no local de votação. Isso garante não só a sua segurança, mas a de todos", destaca. A plataforma também é útil para justificar o voto caso necessário. 

Além disso, devido a ausência da identificação por biometria, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve sua caneta para assinar o caderno de votação. 

Ao todo, devem votar um total 69.012 eleitoras e eleitores nas urnas eletrônicas das 254 seções eleitorais, distribuídas nos 116 locais de votação dos municípios de Martinópole, Missão Velha e Pedra Branca. 

• Martinópole – 9.347 eleitores(as), que votarão em 33 seções, distribuídas em 9 locais;
• Missão Velha – 27.602 eleitores(as), que votarão em 92 seções, distribuídas em 36 locais; e
• Pedra Branca – 32.063 eleitores(as), que votarão em 129 seções, distribuídas em 71 locais.

A apuração dos votos nos três municípios será realizada nas sedes das respectivas Zonas Eleitorais. A totalização de Martinópole, Missão Velha e Pedra Branca será realizada pelas Zonas Eleitorais respectivas e os resultados serão divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa é que os resultados sejam publicados até às 22h. 

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Colômbia: BC mantém taxa de juros em 1,75%

ECONOMIA
2021-07-30 16:04:48 Autor Agência Estado Tipo Notícia

O Banco Central da Colômbia decidiu nesta sexta-feira, 30, manter a taxa básica de juros em 1,75%. Em comunicado, a instituição informa que a decisão não foi adotada por unanimidade, como a anterior, com cinco integrantes do comitê votando de forma favorável à manutenção e dois apoiando um incremento de 25 pontos-base.
O BC afirma que a decisão foi tomada tendo em vista que a tendência de crescimento voltou, após a queda da atividade econômica causada por bloqueios de estradas e problemas de ordem pública. Ao revisar os impactos, "a equipe técnica elevou sua projeção de crescimento para 2021 de 6,5% para 7,5%", segundo o comunicado.
A inflação no país passou de um nível abaixo de 2,0% no primeiro trimestre para 3,3% em maio e 3,63% em junho. "As pressões sobre os preços tiveram origem interna e externa", de acordo com o BC. "Algumas dessas pressões inflacionárias podem persistir em um contexto de economia que continua se recuperando e reduzindo seu excesso de capacidade", afetando as expectativas para os preços, avalia a autoridade.
A autoridade monetária colombiana também espera por um aumento do déficit na conta corrente do país. Por sua vez, o BC avalia que a "moderação do déficit" a partir de 2022 "seria consistente com a implementação da reforma fiscal recentemente apresentada pelo Governo".
Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Com apoio de Ceará e Fortaleza, TJCE lança campanha "Justiça pela Mulher" em Clássico-Rei

Brasileirão
2021-07-30 15:57:10 Autor Afonso Ribeiro Tipo Noticia

Atração nacional pela campanha dos clubes e pelo peso do jogo, o primeiro Clássico-Rei da Série A de 2021, no próximo domingo, 1º, às 20h30min, na Arena Castelão, será também o canal da lançamento da campanha "Justiça pela Mulher". Realizada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e apoiada por Ceará e Fortaleza, a ação é em homenagem aos 15 anos da Lei Maria da Penha.

Antes da bola rolar, as duas equipes entrarão em campo com faixas que estamparão a logomarca da campanha e frases de incentivo à denúncia de violência conta a mulher. A iniciativa também é apoiada pela Federação Cearense de Futebol (FCF).

Considerada um marco no Brasil, a Lei Maria da Penha completa 15 anos no próximo dia 7. No decorrer do mês de agosto, o TJCE pretende realizar outras ações, como postagens nas redes sociais para ressaltar as ações do Judiciário e e as inovações sociais promovidas pela lei. Além da campanha "Justiça pela Mulher - O Judiciário e Você contra a Violência Doméstica", também haverá a ação "Justiça pela Paz em Casa".

"Fico muito orgulhosa porque uma lei tão relevante, para erradicação da violência doméstica no Brasil, surgiu a partir da luta de uma cearense, Maria da Penha, que dá nome à lei e tornou-se referência no país. O Tribunal de Justiça do Ceará, ao longo desses anos, vem dando sua contribuição para combater esse crime terrível. E, particularmente na minha Gestão, temos priorizado todas as questões relativas a esse assunto, desde que assumi a Presidência, justamente por se tratar de um problema tão delicado e da maior urgência", frisou a desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, presidente do TJCE.

A campanha destacará uma série de temas relacionados à violência de gênero. Haverá a divulgação de um vídeo nas redes sociais do órgão com participação de artistas cearenses se manifestando sobre o tema. Também está prevista a iniciativa chamada "Cole essa ideia", apadrinhada pelo cantor Waldonys, que participará da colagem de adesivos com mensagens informativos e de apoio às vítimas.

"As campanhas são importantes para incentivar as mulheres vítimas a buscarem ajuda e também para coibir manifestações abusivas nas relações. Têm como pilares a orientação, a informação e a prevenção, enfatizando-se a mudança de valores, em especial no que tange à cultura do silêncio das vítimas e à banalização do problema pela sociedade", explicou a desembargadora Marlúcia de Araújo Bezerra, que preside a Coordenadoria da Mulher do TJCE.

"Essa data é emblemática e carregada de muita simbologia. Por ser um marco normativo importantíssimo, campanhas como essa são de extrema relevância para reforçar o combate à violência doméstica e mostrar a preocupação de todos nós do Judiciário com essa realidade que ainda é alarmante no nosso país", ressalta a juíza Rosa Mendonça, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Fortaleza.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Ministro descarta racionamento, mas diz que 'trabalha para evitar apagão'

ECONOMIA
2021-07-30 15:44:50 Autor Agência Estado Tipo Notícia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, voltou a reafirmar nesta sexta-feira, 30, que o governo não considera a hipótese de racionamento de energia, mas disse que "trabalha para que não haja nenhum risco de apagão". A situação é consequência da pior crise hídrica que o País enfrenta nos últimos 91 anos, com níveis alarmantes nos principais reservatórios de usinas hidrelétricas. O governo adotou medidas para contratar mais usinas termoelétricas, que encarecem a conta de luz. Albuquerque disse, porém, que "temos excesso de oferta de energia".
O ministro afirmou que o sistema elétrico tem sido monitorado 24 horas por dia e que está elaborando medidas para evitar picos de demanda de energia. Com racionamento, o governo determina reduções compulsórias no consumo de energia - como aconteceu em 2001, ainda na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, as indústrias também tiveram de reduzir a produção. Já um apagão é a falta de energia em determinado período do dia. O maior risco é justamente no momento de pico, quando há maior demanda. "Eu diria que racionamento não, e trabalhamos para que não haja nenhum risco de apagão", disse o ministro em entrevista à Rádio CNN.
O ministro disse que o governo tem "governança total" do sistema e "oferta suficiente" de energia para que não haja apagões ou picos de demanda que leve à população a ficar sem energia elétrica. "Temos governança total do sistema e temos oferta suficiente para que não haja apagão, para que não haja um pico de demanda que leve a apagão. Temos excesso de oferta de energia", afirmou. "O que nós estamos trabalhando é do futuro, não sabemos como estará o sistema em outubro, em novembro se não houver chuva. Trabalhamos com todas essas possibilidades de deslocar, de diminuir um pouco a demanda em determinados momentos, para que tenha mais tranquilidade ou para que o Operador [Nacional do Sistema Elétrico] tenha mais flexibilidade na operação", disse.
Entre essas medidas para mitigar os riscos, o ministro citou negociações com as indústrias para que haja um deslocamento de consumo, ou seja, para que a produção seja feita em um horário onde há menos demanda por energia. "Estamos conversando com as indústrias para que, dentro da necessidade delas e da oferta de energia que existe, escolhermos um deslocamento, ou eles mesmo voluntariamente apresentar esse deslocamento, com devidas compensações", explicou.
Albuquerque indicou, porém, que as medidas para evitar a falta de energia tem um custo mais alto para os consumidores. Isso porque a geração em usinas termelétricas, que estão sendo acionadas nos últimos meses, é mais cara. "A geração termelétrica, que é um geração firme, de base, e que impede que haja apagões, tem um custo mais elevado. O consumidor está pagando pelo custo da energia que é gerada para prestar os serviços a ele", disse. O ministro negou, porém, que o governo incentive o consumo de energia, mas que isso é uma consequência natural da retomada da economia.
Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Ministro diz que não há nenhum movimento para retorno do horário de verão no País

ECONOMIA
2021-07-30 15:44:49 Autor Agência Estado Tipo Notícia

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta sexta-feira, 30, que a volta do horário de verão está fora do radar da pasta. Segundo ele, o mecanismo, extinto pelo presidente Jair Bolsonaro em abril de 2019, não traz nenhum benefício para o setor elétrico e para redução do consumo de energia.
"O horário de verão não traz nenhum benefício em termos de economia para o consumo de energia. O pico de energia, que no passado era no final do dia, e aí fazia sentido sim o horário de verão, é por volta de 14h e 15h", disse em entrevista à Rádio CNN. "No aspecto do setor de energia, não há nenhum movimento para que se retorne o horário de verão", afirmou.
A situação dentro do governo, porém, parece ser diferente. Pressionado pela crise hídrica e por diversos setores, o governo decidiu reavaliar os impactos do horário de verão. Segundo o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, o MME pediu ao órgão que atualizasse os estudos sobre os efeitos do mecanismo no consumo de energia.
O horário de verão foi extinto pelo presidente Jair Bolsonaro em abril de 2019. O estudo usado como argumento pelo governo apontava que mudanças nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia reduziram a relevância da economia de energia ao longo dos anos, principalmente pela popularização dos aparelhos de ar condicionado.
O tema voltou a ser debatido após entidades e associações empresariais de diversos setores encaminharem pedido ao governo federal pelo retorno do horário de verão. Especialistas em setor elétrico ouvidos pelo Estadão/Broadcasttambém defendem a volta da medida, que poderia reduzir, mesmo que pouco, o consumo de energia.
Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags