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Ênfase deveria ser acordo de livre comércio com EUA, diz ex-conselheiro de Trump

08:50 | Out. 22, 2018 Autor - Tipo Notícia

A política externa do próximo presidente do Brasil deve incluir a retomada de liderança na região e a tentativa de um acordo comercial com os Estados Unidos, defende o ex-conselheiro da Casa Branca Fernando Cutz. "A ênfase no próximo governo, seja quem for, deveria ser um acordo de livre comércio entre Brasil ou Mercosul com EUA. O (presidente americano Donald) Trump está querendo coisas assim, com um mercado do tamanho do Brasil", afirma Cutz.

Ele diz que Trump e o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, têm semelhanças de estilo e defende que a região discuta uma "ação militar multilateral" para a crise na Venezuela.

Brasileiro, Cutz vive nos EUA desde os 6 anos de idade e fazia pessoalmente o briefing do presidente democrata Barack Obama e depois do republicano Donald Trump sobre assuntos relacionadas à América do Sul. Ele saiu do governo americano em abril deste ano e desde o início de outubro integra o time da consultoria Cohen Group.

No governo americano, Cutz ocupou a posição de diretor para América do Sul para o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos e assessorou a histórica viagem de Obama a Cuba - a primeira de um presidente americano à ilha desde 1928.

O que esperar dos EUA na relação com o próximo governo brasileiro?

O Brasil sempre teve boa relação com os EUA, sempre fomos parceiros. A situação doméstica está complicada desde o fim do governo Dilma. O presidente Temer nunca teve a força política doméstica que desse a ele um mandato forte, então, não temos uma relação tão forte como já tivemos no passado. Todos nós esperamos com a eleição uma mudança para que o Brasil volte a reclamar o seu lugar como líder, não só da região, mas do mundo. Quem for que ganhe, deve estar pronto para começar esse trabalho duro de retomar essa posse e ajudar o Brasil a subir de volta, diplomaticamente.

O que faria o Brasil retomar essa atenção?

Uma das coisas, claro, é uma visita à Casa Branca ou visita do Trump ao Brasil. Isso é o nível político mais básico. Mas, fora isso, tem o nível econômico. Muitas mudanças que o Brasil pode fazer seriam vistas como positivas para países que queiram investir no Brasil. Simplificar impostos, mudar o sistema interno de Previdência e, quando puder, abrir de novo para investimento, para privatização de mais companhias. Se olhar para os países da região que estão recebendo mais atenção em termos econômicos, estão México, Peru e Colômbia. O que eles têm em comum? Os três estão fazendo trabalho possível para trazer investimento do resto do mundo para dentro deles e, enquanto isso, o Brasil cria obstáculos. Os três países agora têm acordo de livre comércio com os EUA. O Brasil nunca quis negociar isso por causa do Mercosul.

A boa relação com Trump depende de qual dos dois candidatos for eleito?

Nem tanto quem for o eleito, mas o que fizer depois. Nenhum dos dois é presidente ainda e poderão fazer o que quiserem quando ganharem. Mas, baseado no que estão falando, parece que Bolsonaro seria mais pró-mercado e pró-Estados Unidos. A ênfase no próximo governo, seja quem for, deveria ser um acordo de livre comércio entre Brasil ou Mercosul com EUA. O Trump está querendo coisas assim, com um mercado do tamanho do Brasil. Seria algo enorme.

Do que os EUA estariam dispostos a abrir mão para costurar esse acordo?

A negociação seria longa e não seria para amanhã. Demoraria anos. Mas começar esse processo levaria não só uma mensagem muito positiva entre os países, mas iria trazer uma nova confiança dos investidores no mercado, por saber que o Brasil e a região estão comprometidos com uma agenda econômica.

O apelido de 'Trump brasileiro' para Bolsonaro, dado por publicações internacionais, faz sentido?

Cada pessoa é individual, mas eles têm coisas parecidas. Os dois falam sem se importar com as consequências. No caso do Trump, muitas vezes fala sem agir. Bolsonaro tem certas políticas que parecem muito com as de Trump: mexer a embaixada para Jerusalém, sair do Acordo de Paris, ser duro contra (o presidente venezuelano, Nicolás) Maduro. Isso, com certeza, iria alinhá-lo com Trump. No nível pessoal, acho que eles iriam se dar muito bem. Agora, mais importante do que o nível pessoal, é o nível de política entre os dois países. O medo que existe nos EUA sobre Bolsonaro é quão longe ele irá nos direitos humanos, na direção do (presidente) Rodrigo Duterte, das Filipinas, ou se seguirá um processo de lei e ordem. Se ele entrar e, como Trump, acabar não agindo como fala, teria tudo para se darem bem.

Trump sabe que há um candidato brasileiro associado à figura dele?

Saí em abril (do governo), ele não sabia ainda. Não sei se ele sabe agora. Ele gosta muito do presidente eleito do México, López Obrador, porque ele é chamado de 'Trump do México', mesmo AMLO sendo bem diferente e de esquerda. Só por ter o mesmo estilo ele já gosta.

E como imagina que seria a relação de Fernando Haddad com a Casa Branca?

Nessa administração do Trump, o Haddad não teria uma linha direta de amizade, não me parece ser o estilo dele. De novo, as políticas que ele iria seguir seriam mais de esquerda, como o PT historicamente segue.

O que os EUA esperam do Brasil na questão da Venezuela?

Imagine quando o Brasil passar de 100 mil para 1 milhão de imigrantes recebidos da Venezuela. O que vai fazer? Então, aqueles que não querem falar de ação militar ou solução prática precisam dizer qual é a solução deles. Não fazer nada tem consequências.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

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Altas temperaturas e incidência de radiação solar marcam atual período no Ceará

segundo semestre do ano
2021-07-30 11:54:00 Autor Levi Aguiar Tipo Noticia

A previsão da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) para o Ceará é de incidência de radiação solar e altas temperaturas neste período do ano. “O segundo semestre é caracterizado pela baixa nebulosidade, isso contribui para aumentar a incidência de radiação solar, daí as temperaturas máximas serem mais altas nessa época do ano”, explica Meiry Sakamoto, gerente de Meteorologia da Funceme. O comunicado foi feita nesta sexta-feira, 30.

A Funceme prevê para hoje, nos período da tarde e à noite, céu com poucas nuvens e temperatura variando entre 33° e 24°. Além disso, o céu deve variar entre parcialmente nublado e claro em todas as regiões com possibilidade de chuva no Litoral Norte e na Ibiapaba.

A gerente de Meteorologia também afirma que a temperatura do ar deve variar ao longo do dia. A média da temperatura máxima em julho no Estado deve chegar a 33 °C em Sobral e 29,5 °C, em Fortaleza. “Os valores mínimos são normalmente registrados em torno das 6 horas da manhã e a temperatura máxima é registrada por volta das 14 horas”.

Em 2021, temos registrado valores de médias da temperatura máxima que ultrapassaram 37 °C em diversas localidades, como Morada Nova, Jaguaruna, Barro, Jaguaribe e Redenção. Esses valores foram acima da média do período, mas a Funceme afirma que foram registros pontuais e não ocorreram de forma contínua.

Já nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, o frio chegou com intensidade. De acordo com os meteorologistas, uma frente fria com características de frente polar é responsável pela onda de frio.

Sakamoto afirma que frente fria é uma zona de transição entre uma massa de ar quente e outra de ar fio, que geralmente se forma em regiões de grande contraste térmico.

Às vezes as frentes frias alcançam o estado da Bahia, provocando a formação de áreas de estabilidade e chuva, inclusive no Ceará. A partir disso, a frente fria tende a se mover para o oceano. "Assim, seu deslocamento mais ao norte, acaba não acontecendo pelas próprias condições meteorológicas da região", finaliza Sakamoto.

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Comunidade Ntu-Noun-Kalunga: a vida na sua plenitude nas cosmopercepções africanas

2021-07-30 11:51:09 Autor Tipo Análise

 

Quero estrear essa minha coluna com um tema que considero como o princípio dos princípios: a origem da Vida ou de Tudo-o-que-existe. Farei isso, como em outros textos que hei de publicar aqui, a partir do paradigma da Filosofia africana. As questões que me colocam para me debruçar nesse tema são: O que é a Vida? Qual é a origem da Vida ou da Existência?

Respondo afirmando que os povos africanos foram os primeiros seres humanos a responder a essas perguntas e outras que abordaremos nas próximas publicações. Nos textos filosófico-cosmológicos dos povos negros do Egito antigo, por exemplo, que datam pelo menos três mil anos antes de Cristo, aprendemos que o Noun é o princípio vital a partir do qual veio à existência Tudo o que existe. Concebiam essa Força como a Água abissal. Trata-se de um princípio que existiu bem antes do Universo que as ciências astrológicas ou a astrofísica, sejam elas africanas ou de outros povos, investigam.

O Noun é tido como a Força-Divina-Ancestral-Primordial, Andrógena e Incriada. Comporta em si os próprios germes de sua Auto-Criação. Só que a sua Força de Auto-gestação lhe impera para uma segunda Força que é a gestação de Tudo-o-que-existe, a Vida-Plena, que denomino de Comunidade-Ntu .

Théophile Obenga , filósofo de Congo Brazza-Ville, disse que o Noun é da “ordem do que é” (Ontologia), ou seja, da Existência, em complementaridade com Maat, Verdade-Justiça, que é da ordem Ética. Uma Ética cósmica, pois participam na sua construção igualmente seres particulares não humanos: Divindades, Ancestrais e todos seres que habitam o Universo-Natureza. Tem um belo texto de Obenga sobre o que ele denomina de “Economia da Natureza” na perspectiva do Egito negro. Eu preferiria chamar de Origem do Ntu ou Vida.

 

"O termo filosófico dos povos Bakongo Kalunga nos leva a compreender ainda quanto é complexo a explicação africana da origem da Comunidade-Ntu, da Ontologia e da Ética africanas."

 

Retiro a palavra Ntu das bibliotecas, entenda-se com isso culturas, dos povos do centro e sul e do continente africano. Para falar da Ontologia Africana dos povos bantu, Alex Kagame fez um belo exercício da filosofia linguística e cultural tratando do sufixo Ntu conjuntamente com os prefixos que lhe acompanham em língua Kinyarwanda (falada pelos povos Tutsi da sua etnia-nação de Rwanda), e chegou nessa conclusão: há quatro categorias que define a Ontologia africana bantu que passo a citar e traduzir:

Ha-Ntu – Princípio que caracteriza o tempo-espaço
Ku-Ntu – Princípio que caracteriza as modalidades
Mu-Ntu – Princípio que caracteriza o gênero humano
Ki-Ntu – Princípio que caracteriza as coisas não humanas

Mogobe Ramose , filosofo sul-africano, argumenta em seus escritos que Kagame teria se esquecido de um quinto princípio que está na base da Ontologia e Ética africana: Ubu-Ntu, que ele traduz por Ser-Sendo. As quatro categorias citadas anteriormente seriam a manifestação particulares do Ser. Disse ele, o prefixo Ubu- é a marcação do Movimento. É isso mesmo: a ideia de que para a Filosofia africana, Tudo o que veio à Existência, a Comunidade-Ntu ou Vida-Plena, está sempre em MovimentAção. Já o sufixo –Ntu, como falamos, significa Força vital, Energia, igual ao Noun dos Egípcios antigos, o Kalunga dos bakongo, ou ainda o Axé entre os povos yorubá.

O termo filosófico dos povos Bakongo Kalunga nos leva a compreender ainda quanto é complexo a explicação africana da origem da Comunidade-Ntu, da Ontologia e da Ética africanas. Pois, Kalunga é termo um plurissêmico também: pode significar o princípio originário da Vida, a Realidade total na sua plena manifestação, a Vida como princípio que contém a vida e a morte, as profundezas do Mar; pode se referir igualmente a Divindade como Força Criadora, Ser Supremo, chamado de Nzambi.

Preciso aqui recorrer aos escritos de Fu-Kiau , Tigana SantÁna, Faik-Nzuji para tratar desse assunto. Acredito que o Cosmograma Bakongo (Diekenga) seja mais pedagógico. Todavia, devo alertar que alguns Dikenga receberam interpretações antropológicas . Vão na mesma linha daquelas que acham que Ubuntu é Humanidade. Tenho defendido que Bo-Muntu seria a Humanidade, Tornar-se-Gente, Devir-Pessoa. Para tanto, recorro a filosofia cosmológica africana. Nesse sentido, Ubuntu ou Kalunga significa Ontologia Africana. Não é Humanidade, nem Deus. Nzambi, Divindade e os Ancestrais são somente uma parte de Kalunga ou Ubuntu.

Faik-Nzuji, congolesa de etnia-nação Kongo e estudiosa da cultura africana, explica o símbolo de Kalunga afirmando que o pequeno signo em cima representa Kalunga, o Criador em si; o pequeno signo abaixo representa o homem; o pequeno círculo à esquerda representa o sol e o semi-círculo à direita representa a lua; os seis signos inscritos na linha vertical central representam as gerações que precedem ao indivíduo e que o ligam ao seu Criador.

 

Primeira figura do artigo (Foto: Acervo Pessoal )
Foto: Acervo Pessoal Primeira figura do artigo

 

Além disso, para Faik-Nzuji, a linha vertical, no centro, marcada de seis pontos, aponta a estrada que leva a Deus. Os pontos inscritos nos pequenos quadros representam as criaturas de todas as espécies que existiram, existem e a porvir. Esses pequenos quadros estão moldados por uma linha continua que as engloba e volta sobre ela mesma. Não tem nem início nem o fim: é o infinito, a eternidade. Os seis pontos inscritos na linha vertical representam as gerações que nos ligam à origem. O desenho do símbolo Kalunga é em geral acompanhado de um recital mítico explicando porque o sol aparece cada dia, porque a lua volta cada vinte e oito dias e porque o ser humano conhece a morte.

A minha crítica às intepretações de Faik-Nzuji, mesmo sendo ela uma mukongo, é a forte influência que ela sofre da Antropologia ocidental e do cristianismo que lhe dificultam nos trazer uma interpretação não generificada e cósmica de Kalunga. Para superar essas limitações interpretativas, proponho recorrer as leituras de Fu-Kiau e Tigana Sant´Ana, dois intelectuais negros, ambos pertencentes à cultura kongo. Sendo o primeiro nascido no território Kongo da RDCongo e o segundo, na Bahia. Não são somente intelectuais negros, mas vivenciam a espiritualidade kongolesa.


Figura 2 do artigo (Foto: Acervo do professor Bas´Elle)
Foto: Acervo do professor Bas´Elle Figura 2 do artigo

 

Interpreto a Figura 2, em parte, a partir dessa afirmação de Tigana: “Os bakongo dizem, principalmente, Kongo Kalunga, Nzambi Ampungo, Nzambi Mpungu, Mpungu Tulendo, para se referir à energia originária que reúne tudo o que existe, surgida a partir de si mesma; energia que completa a si; quintessência da vida (moyo) e do universo (luyalungunu). Afirma o pensador congolês Bunseki Fu-Kiau tratar-se essa energia originária do “sim” (yinga) como presença. Uma pessoa kongo diz kalunga, quando se quer dizer presente. Kalunga é, portanto, a dimensão integral de ser (kala). Ainda, segundo Fu-Kiau em African cosmology of the bantu-kongo — principles of life and living: “O mundo, [nza], tornou-se uma realidade física, flutuando em kalunga (na água infinita dentro do espaço cósmico)”. O caráter líquido de kalunga justifica a sua acepção como “oceano” em kikongo. Mesmo a ideia de uma justificação está em kalunga, haja vista a palavra alunga ser aquilo que é “justificado” ou “completo”” .

 

"Uma maneira simples de explicar tudo o que acabei de apresentar anteriormente é dizer que a cosmopercepção africana é composta de dois Mundos: o Mundo-Visível e Mundo-Invisível."

 

De Fu-Kiau e Tigana aprendemos que Kalunga é a força ontológica matriarcal. Kalunga, para mim, seria a Comunidade-Ntu, a Vida-Plena-em-Movimento, o Noun-Maat dos antigos egípcios, a Comunidade-Orun-Aiye dos yoruba, ou seja, Ubu-Ntu: o Ser-Sendo, que o filósofo congolês Tshamalenga Ntumba denomina de Realidade total, processual, multiforme e global. Chamo isso do Nós-Cósmico. Esse é composta de três Comunidade-Particulares-de-Vida: Comunidade-Sagrado-Ancestral, Comunidade-Universo-Natureza e a Comunidade-Bantu.

Uma maneira simples de explicar tudo o que acabei de apresentar anteriormente é dizer que a cosmopercepção africana é composta de dois Mundos: o Mundo-Visível e Mundo-Invisível. Na realidade o que se quer explicar é a Ontologia africana, a Realidade processual africana. Essa é composta de duas Realidade complementar e interdependente: Orun-Aiyé, Noun-Maat, Mundo-dos(as)-Ancestrais (Comunidade-Sagrado-Ancestral) e Mundo dos Vivos (Comunidade-Universo-Natureza e Comunidade-Bantu).

Sendo que esse último mundo se origina do primeiro e retorna a ele de uma forma processual e cíclica. Viver, não somente para o ser humano mas também para todos seres viventes, inclusive as divindades, ancestrais e seres do universo-natureza, nesse sentido significa buscar sempre o Equilíbrio, isto é saber Yingar/Gingar na linha do Tempo-Espaço de Kalunga. O que quer dizer saber se equilibrar na linha de Kalunga que une o Mundo-Visível com o Mundo-Invisível. Ter a sabedoria de marcar a presença no mundo: Kala. Na Filosofia africana contemporânea o tema de Yingar, portanto, nos leva ao debate de “Estar com a Vida ou a Comunidade-Ntu”. Voltarei sobre esse assunto e outros nas próximas publicações.

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UE multa Amazon em 746 milhões de euros por violações relacionadas à publicidade

ECONOMIA
2021-07-30 11:39:52 Autor Agência Estado Tipo Notícia

A Comissão Nacional de Luxemburgo para Proteção de Dados, órgão regulador de privacidade da União Europeia (UE), multou a Amazon em 746 milhões de euros no dia 16 de julho, de acordo com uma nota enviada nesta sexta-feira, 30, pela empresa à Securities and Exchange Commission (SEC). A multa é acompanhada de uma exigência de revisão de práticas relacionadas à publicidade da Amazon que teriam infringido as regras de proteção de dados da UE. "Acreditamos que a decisão do CNPD carece de mérito e pretendemos nos defender com vigor nesta matéria", diz a Amazon no documento.
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Políticos, ministros e especialistas criticam Bolsonaro por live que não trouxe provas sobre fraude eleitoral

Política
2021-07-30 11:39:00 Autor Vítor Magalhães Tipo Noticia

A transmissão ao vivo feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última quinta-feira, 29, em que ele disse que apresentaria provas sobre suposta "fraude" nas eleições, mas não trouxe nada de concreto além de fake news, gerou críticas de políticos da oposição e, nos bastidores, de autoridades eleitorais do País. Durante a live, Bolsonaro admitiu não ter provas de fraudes no sistema de urnas eletrônicas do Brasil e falou em “indícios” sem apontar nada concreto.

O deputado federal José Guimarães (PT-CE), destacou trecho da transmissão na qual Bolsonaro diz não ter provas de fraude. Parte também destacada pelo líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ). “Por essas e outras (Bolsonaro) é o presidente eleito com menos credibilidade da história do Brasil”, escreveu o parlamentar cearense.

O ex-ministro e provável adversário de Bolsonaro nas eleições de 2022, Ciro Gomes (PDT), apontou que o atual governo estabeleceu a mentira como uma de suas práticas. “Além de não apresentar uma única prova da vulnerabilidade das urnas eletrônicas, o mentiroso mor da república soterrou qualquer possibilidade de uma modernização do sistema”, escreveu Ciro, que já neste ano defendeu o voto impresso auditável.

Correligionário de Gomes, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) disse que “após o show de horrores de ontem não há dúvidas de que o presidente está desequilibrado e desesperado”. O parlamentar reforçou que Bolsonaro está atrás em pesquisas eleitorais e apontou para levantamento que mostra a elevada rejeição a Bolsonaro.

O presidente e seus apoiadores aproveitaram para subir as críticas contra o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. “É justo quem tirou o Lula da cadeia, quem o tornou elegível, ser o mesmo que vai contar o voto numa sala secreta do TSE?”, questionou Bolsonaro.

Apoiador do presidente, o deputado federal Dr. Jaziel (PL-CE) fez postagem de trecho nas redes sociais onde endossa fala de Bolsonaro contra Barroso. “Um juiz imparcial que se articula com partidos de oposição para tentar barrar a vontade popular”, escreveu.

Nos bastidores, parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE classificaram a live de Bolsonaro como "patética" e que o presidente aparenta estar desesperado devido a perda de popularidade na esteira das suspeitas de irregularidades e corrupção na compra de vacinas por parte do governo federal. A informação é da Folha.

Paula Vieira, cientista política vinculada ao Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (Lepem-UFC) analisa que Bolsonaro quer reforçar o discurso de fraude para "fomentar a dúvida". "Tendo ou não tendo prova, é isso que ele quer. Uma dúvida contra o sistema e contra o processo eleitoral".

O pensamento é compartilhado pelo advogado criminalista Augusto Botelho, que diz que as “mentiras” contadas pelo presidente “colaram” para os apoiadores do seu governo. “A mentira de que houve fraude nas eleições colou. A mentira de que as urnas são inseguras também. Tudo tem um propósito: pavimentar uma ruptura institucional diante da provável derrota nas eleições”, pontuou.

Na live, Bolsonaro limitou-se a reforçar acusações, sem provas, que faz desde que foi eleito em 2018 e voltou a divulgar relatos de eleitores já desmentidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como o número de países que utilizam urnas eletrônicas e detalhes do processo de apuração apuração.

"Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas. São indícios. Crime se desvenda com vários indícios", disse, durante live nas redes sociais. "É uma certeza? Não é uma certeza. Mas é um indício fortíssimo", disse Bolsonaro sem apresentar qualquer comprovação das acusações.

Nas redes sociais, a Justiça Eleitoral divulgou vídeos que desmentem afirmações do presidente.

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Mãe e marido de Paulo Gustavo serão homenageados por escola de samba em 2022

"Minha Vida é Uma Peça"
2021-07-30 11:35:00 Autor Tipo Noticia

Direto da Marquês de Sapucaí, Paulo Gustavo será tema da escola de samba São Clemente no Carnaval 2022. “Minha Vida é Uma Peça” apresentará a história do humorista enquanto desfila pela Avenida. Thales Bretas, esposo do ator, os filhos e Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, também serão homenageados.

"Demorou 42 anos pra chegar a este palco/passarela — portanto, nada de chororô, aproveitem este 'rir é resistir'. E ao terceiro sinal, no caso uma sirene, quando a cortina (que é um portão) abre, e os holofotes acendem para o Prólogo da Peça, tem confete, serpentina, fantasia preta-amarela, num delírio total: nossa estrela chega no céu, em festa", diz a sinopse.

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Em 2013, o ator desfilou para a São Clemente caracterizado de "Dona Hermínia". No Carnaval 2022, a personagem ganhará um setor inteiro para apresentar o sucesso de "Minha Mãe É Uma Peça" no cinema brasileiro.

A família do artista aprovou o projeto que também conta com o setor “céu de Paulo Gustavo”, onde o ator se reúne com outras lendas da comédia nacional. "O céu de Paulo é um paraíso do bem, da fraternidade, da bondade e da esculhambação. Sim, ele pega nos peitos de Dercy, imita Golias, rodopia com Otelo e aos aplausos de Costinha, PG exclama feliz: 'isso aqui parece quando desfilei na São Clemente!'", está escrito na sinopse.

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O resumo se divide em cinco partes: o céu, Dona Hermínia, casamento com Thales Bretas e os filhos, os amigos e a mãe, Dea, que se mistura à Santa Dulce dos Pobres e em um discurso sobre a diversidade. Paulo Gustavo faleceu no dia 4 de maio por complicações decorrentes da Covid-19, deixando o legado de que rir é um ato de resistência.

Podcast Vida&Arte
O podcast Vida&Arte é destinado a falar sobre temas de cultura. O conteúdo está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts e Spreaker.

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