Haddad chama Bolsonaro de chefe de milícia e diz que Paulo Guedes é Temer piorado
O candidato faz campanha neste domingo no Maranhão"Não temos compromisso nenhum com as reformas do Temer e lamento que o Bolsonaro só agora tenha falado que o governo Temer não é tão ruim", disse ele, ressaltando que o candidato do PSL já disse que quer manter a equipe econômica do atual presidente, que tem alto nível de impopularidade. Haddad voltou a falar em reformular a reforma trabalhista, ressaltando que é "uma certeza" que isso vai acontecer em seu governo.
O petista foi perguntado por jornalistas sobre a questão de como lidar com a segurança pública, uma das principais bandeiras da campanha de Bolsonaro. Haddad prometeu dobrar o contingente da Polícia Federal. "Muitos policiais federais já reconhecem nossa proposta como o melhor caminho para a segurança publica", disse ele em São Luís.
Ao falar sobre a questão da segurança pública, Haddad criticou Bolsonaro, afirmando que ele "não é um democrata, não sabe conviver com a divergência". "Não é um candidato a presidente, é um chefe de milícia. Depois que você dá o poder para quem anda armado, você não tira mais", afirmou o petista. Haddad disse que os filhos de Bolsonaro "são milicianos, são capangas". "É gente de quinta categoria", completou.
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AssinePara Haddad, só não está com medo de Bolsonaro neste momento "quem está anestesiado pelo estado de coisas que o País está vivendo". Ele citou que a imprensa internacional vem alertando sobre os riscos que uma vitória do ex-capitão do Exército trará ao Brasil, mas banqueiros e empresários fazem de conta que nada está acontecendo. "Enquanto a justiça eleitoral me permitir, vou denunciar o que está acontecendo no Brasil. Só o discurso de Bolsonaro já está fazendo o País ficar mais violento."
Na mesma entrevista, Haddad voltou a falar que reduzirá o preço do gás e afirmou que reajustará o Bolsa Família. Segundo ele, em janeiro "em nenhum lugar do País" o gás custará mais que R$ 49, ante preços atuais de R$ 80 a R$ 85. Sobre o bolsa família, Haddad afirmou que o benefício será elevado em 20%. Ele afirmou que a redução do preço do gás não trará maiores prejuízos para a Petrobras, pois o item responde por apenas 4% do faturamento da empresa. "Ninguém está querendo tratar a Petrobras como uma empresa que não precisa prestar contas a seus acionistas."
Agência Estado
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