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'Onde o Exército sentou na cadeira do Executivo, deu porcaria', diz Katia Abreu

15:30 | Set. 28, 2018
Autor O Povo
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O Povo Jornal
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Tipo Notícia
A senadora Katia Abreu (PDT) disse nesta sexta-feira, 28, que o Brasil não pode eleger um militar para a Presidência da República, em referência à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas de intenção de voto nas eleições 2018. Para a candidata a vice na chapa de Ciro Gomes (PDT), um militar "jamais" deixaria sua "obediência irrestrita" às Forças Armadas para virar um "grande democrata".

"O autoritarismo não pode prevalecer", disse Katia Abreu, após o debate entre candidatas a vice-presidentes em São Paulo. "Onde o Exército sentou no Executivo, deu porcaria. Me dê um exemplo diferente que não tenha virado ditadura. No Brasil, inclusive. Espanha, França, Alemanha, aqui no Chile... Não deu certo em lugar nenhum."

Katia chegou a chamar Bolsonaro de "fascistoide" durante o evento. "E aí vamos caminhar para a beira do abismo e eleger um militar para uma cadeira democrática da política? Eles são bem informados para fazer defesa nacional. E é um princípio do Exército a obediência plena e irrestrita. Agora, você acha que uma pessoa vai deixar esse sentimento e essa escola para trás para sentar na cadeira de presidente e virar um grande democrata e que não vai ser autoritário? Jamais."

Durante o debate, Katia Abreu também criticou o PT, dizendo que o adversário Fernando Haddad (PT) precisa "terminar o Ensino Médio" antes de "fazer a graduação", em referência ao fato de o petista ter perdido a tentativa de se reeleger prefeito de São Paulo em 2016 e agora ser candidato à Presidência. Ela também afirmou que ao governo de Dilma Rousseff (PT) faltou diálogo.

"A polarização (entre esquerda e direita) é nociva ao País. O PT não aprendeu que podemos ganhar e não levar. Brinca na beira do abismo. Dilma é uma mulher séria e trabalhadora, mas não tinhas as condições globais de experiência política na gestão política e de Estado. Faltou diálogo", disse. "Haddad também. Foi reprovado no primeiro turno (nas eleições municipais de 2016, em que perdeu para João Doria, do PSDB). Não por sua pessoa, porque tenho certeza que ele tinha ótimas intenções. Mas não dá para fazer graduação antes de terminar o Ensino Médio."

Agência Estado

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