Ciro se reúne com Sarto e Roberto Cláudio na sede do PSDB Ceará

Na sede do PSDB Ceará, Ciro se reúne com Sarto e Roberto Cláudio

Recém-filiado ao PSDB, Ciro Gomes organizou encontro com José Sarto, Roberto Cláudio e lideranças tucanas em Fortaleza

O ex-ministro Ciro Gomes, recém filiado ao PSDB, visitou nesta segunda-feira, 9, a sede do partido e se reuniu com os ex-prefeitos de Fortaleza, José Sarto (PSDB) e Roberto Cláudio (União Brasil). Além deste momento, ele também se encontrou com filiados da legenda.

Ciro se filiou ao partido no último dia 22 de outubro, após passar 10 anos no PDT. Junto com Ciro, se filiaram a outros aliados políticos, entre eles, José Sarto.

Após a filiação, Ciro assumiu a presidência da sigla, sendo o ex-governador Tasso Jereissati um dos fiadores da sua filiação. O movimento marcou o retorno de Ciro Gomes a uma legenda na qual já teve papel de destaque no passado. Foi pelo PSDB que ele governou o Ceará entre 1991 e 1994, tornando-se uma das principais lideranças políticas do Estado.

Ao longo da carreira, Ciro passou ainda por partidos como PPS, PSB, Pros e PDT. Sua volta ao PSDB ocorre num contexto de reorganização das forças políticas cearenses, após o rompimento com o grupo de Camilo Santana (PT) que atualmente comanda o Palácio da Abolição, com Elmano de Freitas (PT) na cadeira de governador. 

O afastamento entre Ciro e seu irmão, o senador Cid Gomes (PSB) aconteceu em 2022 após divergências sobre a candidatura ao governo naquele ano. Tornado público em 2023, os dois voltaram divergir sobre alianças para as eleições municipais de 2024. Desde então, os dois têm trilhado caminhos distintos. Cid também deixou o PDT, anteriormente, em busca de rearticular seus aliados em torno do governo estadual,. Já Ciro se aproximou de antigos aliados tucanos e de setores do União Brasil e do PL, em um movimento que redesenha o tabuleiro político local.

Nos bastidores a candidatura de Ciro a candidatura ao Governo do Ceará em 2026, em oposição ao atual governador Elmano de Freitas, é dada como certa. A eventual candidatura teria o apoio do PSDB e de partidos que desejam formar uma frente alternativa ao bloco governista, que vem gerindo a política estadual nos últimos anos. 

A formação da chapa ainda é tema de negociação entre as lideranças tucanas. PSDB busca atrair quadros de outras legendas de centro-direita para fortalecer o projeto. As conversas, segundo dirigentes partidários, devem se intensificar a partir de 2026, com o objetivo de construir uma aliança competitiva e viável para o pleito estadual.

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