Golpe de Bolsonaro teria sido consumado se Freire Gomes concordasse, disse ex-comandante à PF

De acordo com o ex-comandante Baptista Junior, Bolsonaro também questionou se poderia fazer algo contrário ao resultado das eleições

O ex-comandante da Aeronáutica Carlos Baptista Junior, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF), que caso o general Freire Gomes tivesse anuído com a minuta de decreto golpista, o golpe de Estado orquestrado por Jair Bolsonaro (PL) teria se concretizado.

O POVO teve acesso ao depoimento. Confira o que disse Baptista à PF: "Caso o comandante tivesse anuído, possivelmente a tentativa de golpe de Estado teria sido consumado".

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Ele respondeu que o posicionamento do General Freire Gomes foi determinante para que a minuta golpista não fosse adiante. Baptista, também relatou que o ex-comandante chegou a ameaçar prender Bolsonaro caso ele avançasse com o golpe.

Pós-eleição

No depoimento, o ex-comandante da Aeronáutica disse que, em reunião no dia 1° de novembro, juntamente com Freire Gomes, Almir Garnier, comandante da Marinha, Paulo Sérgio Nogueira, então ministro da Defesa, afirmaram a Bolsonaro que não constaram qualquer irregularidade nas urnas eletrônicas.

O ex-presidente então perguntou ao advogado-geral da União, Bruno Bianco, se haveria algum ato que poderia fazer contra o resultado das eleições.

Baptista, citou também que em outro momento com Bolsonaro utilizou uma estratégia para ganhar tempo e evitar que o então presidente assinasse alguma medida de exceção, que subvertesse o Estado Democrático de Direito.

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