Lula diz desejar que Bolsonaro tenha a presunção de inocência que ele não teve
Quando Lula diz não ter tido presunção de inocência assegurada, se refere à força-tarefa da Operação Lava Jato e a condenação a nove anos e seis meses de prisão, em sentença assinada pelo ex-juiz federal Sergio Moro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse à rádio Itatiaia desejar que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha a presunção de inocência que ele não teve. O petista afirmou não querer julgar passos futuros que passam pela Justiça brasileira. “O que eu quero é que o Bolsonaro tenha a presunção de inocência, que eu não tive. O que eu quero é que seja investigado e que seja apurado. Quem tiver responsabilidade pelos seus erros, que pague pelos seus erros”, disse Lula.
Lula afirmou não ter condições de tecer comentários sobre a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 8, que mira o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alguns de seus ex-ministros e demais membros de seu governo, entre os quais Augustro Heleno (GSI), Walter Souza Braga Netto (Defesa) e Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública).
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Os generais cearenses Estevam Cals Theóphilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, e Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, também foram alvos de medidas judiciais. O Ceará é um dos alvos em que ações foram cumpridas. Os outros são: Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
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O POVO entrou em contato e a questionou sobre os endereços visitados no Ceará, assim como os postos ocupados pelos alvos da operação que residem no Estado. A PF respondeu: "As informações estão restritas à nota." A Polícia Federal apura organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado para "obter vantagem de natureza política com a manutenção no então presidente da República no poder."
Quando Lula diz não ter tido presunção de inocência assegurada, se refere à força-tarefa da Operação Lava Jato e a condenação a nove anos e seis meses de prisão, em sentença assinada pelo ex-juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância. Moro teve atuação considerada parcial pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo envolvendo Lula e o apartamento tripléx, no Guarujá, no litoral de São Paulo.