Cid e André têm novo encontro e fazem pronunciamento sobre trégua no PDT Ceará
O acordo prevê que o grupo de Cid assume partido agora com a licença de André Figueiredo e apoiará a recondução deste último ao cargo de presidente estadual a partir do ano que vem
O senador Cid Gomes e o deputado federal André Figueiredo voltaram a se reunir nesta sexta-feira, 7, na Assembleia Legislativa do Ceará, e fizeram pronunciamento em conjunto sobre a substituição na presidência do PDT no Ceará. André se licencia por quatro meses e Cid assume a direção do PDT estadual até dezembro, conforme o comunicado. André Figueiredo segue na presidência nacional.
Assista ao pronunciamento:
O deputado se refere ao senador como "principal liderança do Estado" e fala em manter o partido como o maior do Ceará. "O senador Cid é a principal liderança do Estado do Ceará. Eu tenho absoluta certeza de que ele vai conseguir fazer com que o PDT continue sendo o maior partido do Estado do Ceará".
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O acordo prevê que o grupo de Cid apoiará André para a recondução ao cargo de presidente estadual a partir do ano que vem. O comando a ser escolhido conduzirá o PDT nas eleições municipais do ano que vem e no pleito estadual de 2026.
"Graças a Deus está tendo um desfecho feliz. Feliz para o PDT, para que o PDT continue sendo o maior partido do Estado do Ceará. Que se estanque todo tipo de sangramento que, lamentavelmente, desde o ano passado nós todos, pedetistas, viemos sofrendo. E agora é pensar para frente", disse André.
Cid lembrou os oito anos desde que o grupo se filiou. Ele considera que esse é um primeiro momento de divisão num partido que sempre teve unidade interna.
"Nós temos tido ao longo desse tempo uma convivência pacífica, sempre respeitosa de minha parte e, sou testemunha, de sua parte também. E o que nós estamos passando agora é um momento em que acirraram ou passaram a existir algumas visões diferentes no partido. O partido sempre foi uníssono, né? Nesses últimos meses, começou a acontecer visões diferentes. Isso é absolutamente natural, é do princípio da democracia, é do princípio partidário. Ninguém está aqui disputando, nem o André nem eu estamos disputando vaidade nem cargos", disse o senador.
Cid acrescentou sobre o porque da mudança. "O que nós entendemos é que nesse momento, para cumprir um papel de tranquilizar os nossos filiados que vão participar de um processo municipal, que é aquele que envolve mais dramaticamente as células partidárias. O PDT hoje tem cerca de 60 prefeitos, boa parte deles deve pleitear a reeleição, mas as disputas não se resumirão só aos que estão prefeitos. Há várias lideranças que hoje não são perfeitos e que pretendem ser prefeitos. E para essa articulação é sempre muito difícil você deixar cada um por si, que o município A vá resolver lá seus problemas com partidos aliados sozinho com situações diferentes do município B".
Acordo
André sintetizou sobre o acordo: "O senador Cid assume agora a presidência estadual do PDT. Eu tiro licença dessa presidência estadual até dezembro, quando faremos uma convenção, uma convenção acordada para que nós possamos renovar a direção pedetista para os próximos quatro anos, com o compromisso do senador Cid de que estaremos juntos numa chapa sem eventualmente sem divisão entre eu e ele, claro, e os nossos pares e estaria sendo reconduzido à presidência do PDT em dezembro, mas dentro de um processo que vai ser permanente. Um processo de diálogo um processo de construção dos objetivos do PDT".
Cid referendou: "Meu compromisso com André, de modo pessoal, uma demonstração de que eu não estou atrás de cargo e reconhecendo o papel histórico do André no PDT, eu me comprometo com ele de apoiá-lo para ser o presidente do partido, dessa executiva do partido, a partir de 2024".