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Gabriel Monteiro fiscaliza UPA mesmo com proibição judicial e PM é chamada

O parlamentar já tinha sido proibido pela Justiça Federal de entrar armado em hospitais e outras unidades de saúde da cidade para fazer inspeções e fiscalizações
15:17 | Abr. 14, 2022
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter de Política
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Tipo Notícia

O vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro (PL) realizou, nesta quarta-feira, 13, vistoria na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com  a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o ex-PM usou "comportamento agressivo" e estava acompanhado de quatro assessores, o que fere decisão da Justiça Federal que determina que as visitas sejam feitas com no máximo um assessor.

A informação foi divulgada pelo "Bom Dia, Rio", da TV Globo. O parlamentar já tinha sido proibido pela Justiça Federal de entrar armado em hospitais e outras unidades de saúde da cidade para fazer inspeções e fiscalizações. Na decisão, o juiz Marcelo Barbi Gonçalves acatou pedido do Conselho Regional de Medicina e determinou que a multa para a desobediência do vereador é de R$ 50 mil para cada evento.

Funcionários da unidade de saúde afirmam que o vereador chegou à unidade por volta das 17 horas e permaneceu no local até 18 horas, com a chegada da Polícia Militar. A SMS afirma ainda que, “no momento da visita quatro médicos estavam de plantão na unidade”. Os assessores do parlamentar estiveram presentes filmando a passagem de Gabriel durante sua vistoria. 

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Ainda não há registros da visita nas redes sociais e o vereador ainda não se pronunciou sobre o episódio. A Polícia Militar ainda diz ainda não ter sido acionada pela UPA de Rocha Miranda.

Gabriel Monteiro responde a processo no Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio, acusado por supostos assédios moral e sexual contra assessores e ex-funcionários, por manipulação de vídeos e por infração ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele também foi denunciado pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) por gravar sexo com adolescentes.

O vereador nega ter cometido os crimes e atribui as acusações a adversários políticos, que estariam tentando destruí-lo.

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