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CPI do Motim adia depoimento de vereador Sargento Reginauro para próxima terça

A oitiva foi remarcada após integrantes da comissão receberem mais informações sobre pagamentos realizados pela Associação dos Profissionais de Segurança (APS)
11:11 | Abr. 06, 2022
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter de Política
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Tipo Notícia

A CPI do Motim na Assembleia Legislativa do Ceará adiou o depoimento do vereador de Fortaleza, Sargento Reginauro (UB) para a próxima terça-feira, 12, às 14h30min. O parlamentar foi chamado a comparecer na comissão na condição de convidado, e se disse tranquilo com o chamado. Em nota, o vereador se colocou à disposição do colegiado para quaisquer esclarecimentos.

Segundo o relator da CPI, deputado Elmano de Freitas (PT), a oitiva foi remarcada para que o grupo analise novos documentos sobre pagamentos realizados pela Associação dos Profissionais de Segurança (APS) por cartão de crédito. Nesta terça-feira, 5, os deputados escutaram o presidente da instituição, o policial Cleyber Barbosa Araújo. Além de vereador, Reginauro é ex-presidente da APS. 

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"Chegaram vários documentos da APS, principalmente demonstrações contábeis de extratos de cartão de crédito que achei prudente analisar esses porque como o vereador Reginauro foi presidente da APS é ruim ele depor hoje à tarde e depois eu querer que ele volte para esclarecer alguma coisa que tenha nesses documentos", disse o petista. 

Para o relator, a partir do que foi apresentado e explanado por Cleyber Barbosa, “não há dúvida em se poder afirmar que a APS é uma pessoa jurídica, braço político de um grupo político-partidário o qual integram o deputado federal Capitão Wagner (União Brasil/CE), o deputado estadual Soldado Noelio (Pros) e o vereador de Fortaleza Sargento Reginauro (Pros)”.

Na oitiva desta terça, Elmano Freitas reforçou ainda que esse grupo tem a “prática de sacar dinheiro na boca do caixa, que os seus diretores abrem empresas que nunca funcionaram” e que no depoimento da testemunha ficou evidenciado que a APS financiou o transporte de policiais para os protestos que geraram o motim no estado do Ceará.

 

Após a repercussão do primeiro depoimento, Wagner, Noelio e Reginauro reagiram às acusações e criticaram a atuação do relator. Segundo Elmano, as criticas devem-se ao avanço das investigações. "São informações que as pessoas não sabiam, então eles estão reagindo porque estão tendo que se explicar. Eu estou falando no que tem em documento, não estou supondo. ‘Está aqui sua assinatura', ‘Você sacou R$ 70 mil’, ‘você sacou 80 mil’, tem uma filmaram aqui fora o Sabino dando dinheiro na mobilização", disse. 

"Então eu acho que na verdade eles estão com preocupação política porque eles sabem que a APS é um braço político deles. Efetivamente é. Agora, parecia ser um braço apenas político, mas caminha para ser um braço político e financeiro", completou o deputado. 

Participaram ainda do depoimento o presidente da CPI, deputado Salmito (PDT), além dos deputados Marcos Sobreira (PDT), Augusta Brito (PT) e Queiroz Filho (PDT).A CPI investiga o destino dos recursos recebidos pelas associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará.

O colegiado é composto por nove titulares: deputado Salmito, como presidente; Queiroz Filho, vice-presidente; Elmano Freitas, relator; Soldado Noelio; Davi de Raimundão (MDB); Romeu Aldigueri; Augusta Brito (PCdoB); Nizo Costa (PT) e Marcos Sobreira (PDT).

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