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Biden e Putin conversam neste sábado para tentar evitar guerra na Ucrânia

O diálogo ocorrerá por telefone. Enquanto EUA alerta para invasão iminente, russos acusam potências ocidentais de realizar uma "campanha de desinformação" sobre a questão
13:15 | Fev. 12, 2022
Autor Vítor Magalhães
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Vítor Magalhães Repórter de Política
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Tipo Notícia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o líder russo Vladimir Putin devem conversar por telefone na tarde deste sábado, 12, para evitar a escalada das ações que envolvem a crise na Ucrânia. Nas últimas horas a inteligência americana reforçou que os russos estão prontos para atacar os ucranianos e que podem fazê-lo “a qualquer momento”.

De acordo com o Kremlin, a conversa deve ocorrer em algum momento a partir das 11 horas na Costa Leste dos EUA (13h em Brasília). Putin havia solicitado que a conversa ocorresse somente na segunda-feira, 14, mas diante da escalada de tensão na fronteira entre Rússia e Ucrânia, o líder americano solicitou o adiantamento para, novamente, tentar resolver o conflito de maneira pacífica.

Em dezembro de 2021, os líderes americano e russo conversaram em duas oportunidades sobre a tensão na região, mas sem avanços substanciais para a resolução diplomática da crise.

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Os russos estão acusando as potências ocidentais de realizar uma "campanha de desinformação” sobre uma eventual invasão russa na Ucrânia. “Ao final de 2021 e inícios de 2022, o espaço informativo mundial promoveu uma campanha midiática sem precedentes em sua escala e sofisticação, cujo propósito é convencer a comunidade mundial de que a Federação Russa está preparando uma invasão do território da Ucrânia”, argumentou em comunicado público o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Também neste sábado, Putin conversou com o presidente da França, Emmanuel Macron, que esteve em Moscou nos últimos dias para evitar o conflito armado. Macron teria tentando apontar para Putin uma saída a partir do diálogo que garantisse a estabilidade na Europa. Nos últimos dias, governos estão pedindo aos seus cidadãos que deixem o território ucraniano temendo a suposta invasão russa que estaria sendo preparada.

Com informações da AFP

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