Presidente da Pfizer no Brasil manifesta preocupação com movimento antivacina
Ao ser questionada, Díez evitou falar sobre o atraso do governo federal em comprar doses da vacina contra a covid-19
A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, afirmou que o movimento antivacina impacta e preocupa a sociedade. Em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira, 17, diz que a questão também é impacta profissionais de saúde e da área da infectologia.
"Impacta e preocupa, não só como empresa, mas como sociedade. As pessoas que trabalham na saúde pública e na infectologia claramente estão preocupadas com esse fenômeno, que é mundial, não é brasileiro. No Brasil ele é limitado em comparação com outros países. É mais próprio de países desenvolvidos, um paradoxo", disse a presidente.
É + que streaming. É arte, cultura e história.
Ao ser questionada, Díez evitou falar sobre o atraso do governo federal em comprar doses da vacina contra a covid-19. "As vacinas claramente foram parte da melhora da pandemia, mas também tem outros fatores como se é inverno ou verão em cada país, diferentes medidas contra pandemia, como lockdown. A sociedade deve tirar suas próprias conclusões, mas temos que olhar a situação que temos hoje", comentiou.
Em 2020, o gerente-geral da Pfizer na América Latina e ex-presidente da empresa no Brasil, Carlos Murillo, disse à CPI da Covid do Senado que a farmacêutica norte-americana fez várias ofertas de venda de vacina contra covid-19 ao governo brasileiro. As primeiras negociações, explicou, foram iniciadas em março de 2020, mas o contrato com a farmacêutica foi concretizado um ano depois, em 21 de março de 2021.
Neste final de semana, a Pfizer entregou mais 1,2 milhão de doses da vacina pediátrica comprada pelo Ministério da Saúde. A entrega do segundo lote de imunizantes foi antecipada pela empresa, já que as vacinas só chegariam ao Brasil no dia 20 de janeiro. A antecipação permitirá que os estados recebam as doses até terça-feira, 18.