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Governo Bolsonaro é avaliado pior que o esperado até entre quem votou no presidente em 2018

Atualmente, 36% dos eleitores do chefe do Executivo Federal em 2018 avaliam o governo pior do que o esperado
16:41 | Jan. 13, 2022
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter de Política
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Tipo Notícia

Dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgados nesta quarta-feira, 12, mostram que, pela primeira vez, a avaliação de que o governo de Jair Bolsonaro (PL) está pior do que o esperado, inclusive, entre os eleitores que votaram no presidente em 2018. A tendência foi se confirmando no segundo semestre de 2020, quando questões relacionadas à economia, como inflação e desemprego, passaram a predominar entre as preocupações do brasileiro. 

Em julho do ano passado, a pesquisa mostrou que 35% dos eleitores que alegaram voto em Bolsonaro na eleição consideravam o governo melhor do que o esperado. O número representa 7 pontos percentuais acima dos 28% que avaliavam a gestão como abaixo de suas expectativas, outros 36% defenderam não estar nem melhor, nem pior.

No início deste ano, porém, a situação se inverteu. Atualmente, 36% dos eleitores do chefe do Executivo Federal em 2018 avaliam o governo pior do que o esperado. Outros 29% afirmam estar sendo positivamente surpreendidos pela gestão e 34% dizem estar nem melhor, nem pior. Assim, a variação foi de 14 pontos percentuais, passando a um saldo de 7 pontos para menos.

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Em julho do ano passado, já predominava a percepção de que o governo era pior do que o esperado, com registro de 48% do público. O índice subiu para 55% em janeiro. Os que avaliaram a gestão melhor do que as expectativas passaram de 19% para 15% dos entrevistados, e aqueles que avaliam a gestão como nem melhor, nem pior do que esperavam oscilou de 31% para 28%, pouco acima da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Os números revelam o desafio de Bolsonaro de recuperar sua boa avaliação de governo a ponto de se viabilizar para as eleições deste ano. Ao contrário, o alto índice de reprovação do seu governo tem dificultado o objetivo de retomar os patamares de intenção de voto que registrava em meados do ano passado.

 

 

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