Participamos do

Após ataques, Barra Torres diz que permanece aberto ao diálogo com Bolsonaro

O chefe do Executivo e o presidente da Anvisa entraram em rota de colisão por conta da vacinação para o público infantil
16:06 | Jan. 13, 2022
Autor Filipe Pereira
Foto do autor
Filipe Pereira Repórter de Política
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou, nesta quinta-feira, 13, acreditar na superação do seu "conflito" com o presidente Jair Bolsonaro (PL), após os ataques públicos feitos contra ela pelo mandatário. Durante entrevista a Andréia Sadi, exibida hoje pela GloboNews, ele disse esperar, pelo menos, que o caso não interfira na relação de gestor entre ambos.

"Eu não acredito em ponto sem retorno em nenhuma relação interpessoal. Vamos usar um clichê, um jargão: 'Enquanto há vida, há esperança'. Nós temos uma trajetória de vida, cada um pode rever seus conceitos, contatos, reafirmar. Agora é importante frisar que não é necessário que os gestores nutram um pelo outro algum tipo de relação de amizade", disse Torres.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Ao encerrar o assunto, o diretor-presidente disse que, a depender dele, o canal para o diálogo com o chefe do Executivo Federal está aberto: "Peço a Deus que ele (Bolsonaro) tenha a visão de que pode conversar, sim, porque nós precisamos nessa luta. A Anvisa é a autoridade máxima brasileira nesse cenário. Anseio pelo momento em que o presidente reveja o conceito que ele emitiu". 

O chefe do Executivo e o presidente da Anvisa entraram em rota de colisão por conta da vacinação para o público pediátrico. O órgão regulador liberou a imunização infantil após parecer de técnicos especialistas e embasamento de sociedades médicas.

Nesta quarta-feira, 12, Bolsonaro cobrou da agência "um antídoto" para o que chamou de "possíveis efeitos colaterais" da vacina contra covid-19 em crianças entre 5 e 11 anos de idade. Na semana passada, o presidente questionou "o que está por trás" da decisão da Anvisa ao autorizar a vacinação de crianças.

 

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags