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Comandante da Polícia Militar do DF diz que órgão "não é bolsonarista"

Coronel Márcio Cavalcante Vasconcelos comentava a atuação da corporação na manifestação pró-Bolsonaro do 7 de Setembro, que avaliou como a mais "emblemática e simbólica" situação desde que assumiu o comando da PM do DF
04:43 | Nov. 30, 2021
Autor Maria Eduarda Pessoa
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Tipo Notícia

Na análise do coronel Márcio Cavalcante Vasconcelos, comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a corporação da capital federal não é bolsonarista. A fala foi feita durante entrevista à TV Brasília.

O coronel comentava a atuação da corporação na manifestação pró-Bolsonaro do 7 de Setembro, que avaliou como a mais “emblemática e simbólica” situação desde que assumiu o comando da PM do DF, em 5 de abril. Márcio Vasconcelos destacou o diálogo que vinha sendo construído às vésperas da manifestação entre as forças de segurança do DF e os organizadores do movimento, para que tudo corresse bem.

“Vínhamos construindo uma tratativa de como seria a dinâmica no dia. Acabamos tendo, na véspera, uma tentativa de descumprir o acordo feito com as lideranças, que culminou na invasão parcial (da Esplanada dos Ministérios). Se não tivéssemos feito as barreiras de contenção até a altura do Itamaraty, a consequência poderia ter sido diferente”, avaliou o comandante.

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Em relação ao suposto apoio da PMDF ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já revelou apreço pela corporação em diferentes situações, o coronel justificou que a polícia do DF é “formada por pessoas, que têm as suas convicções políticas independente da farda que vestem. Como instituição, não podemos afirmar (que é bolsonarista), de jeito nenhum”, defendeu.

Para o coronel, a PMDF é uma "polícia de Estado, com valores que devem ser representados como instituição pública.” O comandante acredita que a corporação tem se pautado “pela legalidade e respeito ao cidadão.” “Atuamos como a polícia sempre atuou, independente do momento político, de partidos ou movimentos no poder, sejam de esquerda ou direita. Vamos sempre respeitar o direito de se manifestar, que é constitucional, e atuar dentro dos limites da legalidade”, defendeu.

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