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Dilma diz que China é "uma luz" contra a "decadência das sociedades ocidentais"

Os comentários da ex-presidente Dilma Rousseff foram feitos durante o evento de lançamento do livro "China, o socialismo do Século 21".
11:13 | Nov. 23, 2021
Autor Alice Araújo
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Tipo Notícia

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) elogiou o modelo chinês de sociedade e expressou sua admiração pelo gigante asiático, durante evento de lançamento do livro “China, o socialismo do Século 21” (Boitempo), de Elias Jabbour e Alberto Gabriele, nesta segunda-feira, 22.

"A China representa uma luz nessa situação de absoluta decadência e escuridão que é atravessada pelas sociedades ocidentais", disse a ex-presidente, em concordância com o tema debatido na ocasião. O livro de Jabbour (Uerj) e Alberto Gabriele (ex-economista da Unctad, agência da ONU para comércio e desenvolvimento) analisa o processo de desenvolvimento chinês, e a influência do Estado e do partido comunista nesse crescimento.

O fato da China ser um regime de partido único, onde não há um sistema democrático, no entanto, não entrou na pauta de temáticas do evento de lançamento da obra. O país não respeita a liberdade de expressão, e também promove a perseguição de minorias.

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Para Dilma, contudo, existe uma discriminação “ocidental” contra a nação oriental, além de desinformação sobre o Partido Comunista chinês. "Há toda uma gama de preconceito e sujeito oculto no caso do desenvolvimento da China, pelo menos da perspectiva dos países ocidentais. Temos que entender a relação entre o partido e os instrumentos de Estado da superação da pobreza”, disse.

Continuando a expressar sua admiração para com a China, Rousseff complementou: “Não se pode deixar de admirar um país que sai do feudalismo, do mais brutal controle colonialista, para se tornar a segunda maior economia do mundo e a primeira em paridade de poder de compra. E tudo indica que, até o final da década, poderemos ver a China se transformar na maior economia do mundo”.

A ex-presidente citou ainda o desempenho da China no combate à pandemia. Conforme dados da plataforma Our World in Data, o país registrou, até o momento, menos de 5.000 mortes pelo coronavírus.
"Foi importante assistir o uso de uma política de Estado e o uso de inteligência artificial no combate à pandemia. Isso explica por que um país de 1,4 bilhão de habitantes teve esse resultado (em número de mortes)”, disse.


Dilma também fez elogios à capacidade chinesa de ter construído um modelo econômico alternativo ao Consenso de Washington, como ficou conhecido o conjunto de medidas de caráter liberal instituídas a partir do anos 1990.

Os comentários de Dilma Rousseff não foram os únicos acenos do PT a regimes ditatoriais de esquerda. No último dia 10, a legenda emitiu uma nota de saudação ao ditador nicaraguense, Daniel Ortega, reeleito para o quarto mandato consecutivo. O partido chamou a vitória de “uma grande manifestação popular e democrática”. O pleito, que não é reconhecido pelas principais democracias ocidentais, foi realizado sem a presença de opositores, que foram presos. Após gerar polêmica, a nota foi excluída do site oficial do PT.

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