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"Algo que deve ser condenado", afirma Cid sobre parlamentares contra divisão de emendas para hospital no CE

Em evento sobre as obras da unidade de saúde, o pedetista disse que "algumas pessoas politizam" a questão "como se doença tivesse partido"
14:15 | Nov. 22, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter Política
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Tipo Notícia

O senador Cid Gomes (PDT) criticou, nesta segunda-feira, 22, a decisão de alguns parlamentares da bancada cearense no Congresso Nacional de ir contra o acordo de envio coletivo de emendas para as do novo Hospital da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Em evento sobre as obras da unidade de saúde, o pedetista disse que "algumas pessoas politizam" a questão "como se doença tivesse partido". 

"Algumas pessoa politizam essa coisa como se a doença tivesse partido e como se uma pessoa que precisa de UTI tivesse que apresentar, na hora de ingressar, seu título eleitoral e sua preferência partidária. mesquinar questões como essa é algo que deve ser condenado pela população", disse o senador.

Para Cid Gomes, articulador do processo, cada parlamentar, amparado pela legislação, possui o direito de indicar suas emendas individuais ao município a qual representa. Porém, com relação a emenda de bancada, o parlamentar defende a construção de "uma instância a ser procurada" para a formulação de projetos estruturantes ao Ceará.

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"O que eu defendo, e procurei de todas as formas conversar os colegas, é que isso [emendas de bancada] deve se destinar a projetos estruturantes do estado e fazer com que a bancada seja uma instância a ser procurada", disse o senador. Ele também criticou a decisão de parlamentares contra medida e disse que "algumas pessoa politizam" a questão "como se a doença tivesse partido". 

A base governista tentava articular, sob coordenação do senador Cid Gomes (PDT), o envio de R$ 180 milhões das emendas coletivas para a obra do Hospital, além de repasses para a Prefeitura de Fortaleza e outros órgãos. No entanto, sete deputados rejeitaram a proposta dos governistas, que chegaram a diminuir o pedido para o envio coletivo de R$ 102 milhões.

Após vários dias de discussões em Brasília, os 22 deputados federais e os três senadores do Ceará não conseguiram fechar consenso sobre o destino das emendas de bancada do Estado. Como não houve acordo, os parlamentares dividirão igualmente os cerca de R$ 213 milhões disponíveis para a bancada cearense, em cotas de R$ 8,7 milhões cada.

Segundo reportagem do O POVO, alguns parlamentares preferiram destinar recursos a municípios específicos em que possuem base. "Não tem sentido eles quererem impor como vamos usar nossas emendas. A oposição foi eleita com voto de oposição, como iríamos indicar verba para ações governistas?", disse Danilo Forte (PSDB). Além de Danilo, rejeitaram o consenso os deputados de oposição Capitão Wagner (Pros), (PSL), Jaziel Pereira (PL), Moses Rodrigues (MDB) e Vaidon (Pros), além do governista Zé Airton Cirilo (PT). 

 


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