"É um direito dele", diz André Figueiredo sobre Ciro suspender candidatura

Para Figueiredo, líder do partido no Ceará, Ciro Gomes tem "direito" de fazer a declaração, já que "não recebeu as informações que deveria ter recebido" do partido

O deputado federal André Figueiredo (PDT) repercutiu a decisão de Ciro Gomes de suspender a pré-candidatura à Presidência. Após o episódio da aprovação da PEC dos Precatórios, nesta quinta-feira (4), que contou com apoio dos deputados pedetistas na Câmara, Ciro lançou nota anunciando a suspensão de sua pré-candidatura, até que a sigla pudesse rever o apoio à proposta.

Para Figueiredo, líder do partido no Ceará, seu aliado tem "direito" de fazer a declaração, já que “não recebeu as informações que deveria ter recebido” do partido.

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“Em relação à declaração do Ciro, ele tem o direito de fazer a declaração dele, ele não recebeu as informações que deveria ter recebido, enfim, é um direito dele”, disse o parlamentar ao O POVO. Figueiredo também reforçou que quer conversar com Ciro a fim de explicar o direcionamento tomado pela legenda.

“Esperamos conversar com ele em breve para poder explicar esse posicionamento do PDT, porque, com a história, com a visão que ele tem, provavelmente ele saberá que nós estaremos sempre nas mesmas trincheiras, diferente de outros que ficam aplaudindo agora e depois nos traem pelas costas”, disparou o deputado.

A PEC dos Precatórios permite ao governo Bolsonaro adiar o pagamento de precatórios, dívidas da União já reconhecidas pela Justiça. Desta maneira, a medida abre espaço no Orçamento para viabilizar os custos do programa social Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família em 2022. O Auxílio é uma das apostas de Bolsonaro para garantir a reeleição no pleito que se aproxima.

Votação a favor da PEC dos Precatórios

Sobre o direcionamento do PDT em aprovar a PEC, André Figueiredo explicou que a decisão partiu de um “amplo diálogo”, com a participação não somente da sigla, mas também de dirigentes do Sindicato Apeoc, e representantes de Sindicatos do Norte e Nordeste, em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

“A nossa votação dos Precatórios ontem, eu quero apenas afirmar que isso foi fruto de um amplo diálogo entre vários partidos e que efetivamente participou também a Apeoc do Ceará, a frente dos sindicatos estaduais de professores pelo Fundef, sindicatos do Norte e Nordeste, e que foi construído um acordo com o presidente da Casa e essas forças, esses parlamentares que inclusive defendem a Educação". 

A reunião com Lira resultou num acordo em que ficou firmado que será colocado em votação o Projeto de Lei (PL) 10.880, que destina aos professores 60% do que a categoria tem direito dessas dívidas, porém escalonado em três anos. De acordo com Figueiredo, o PL é “um antigo sonho dos professores que lutam há 15 anos pelo pagamento desses precatórios e não tem segurança jurídica para isso”.

“Nós tiramos do texto original o parcelamento em dez anos, conseguimos fazer com que fosse pago em 40%, 30% e 30% (2022, 2023, 2024), inclusive dialogando com os governadores da Bahia, Pernambuco e Ceará, nós conseguimos fazer com que o Projeto de Lei 10.880 - que é um sonho de toda a categoria - que determina que 60% dos Precatórios do Fundef vão para professores, seja pautada logo em seguida, compromisso do presidente da Casa com as lideranças, seja pautada logo em seguida e aprovada”, argumentou o deputado.

O parlamentar também reforçou a importância da aprovação, que, segundo ele, é "emergencial" pela situação que o Brasil está passando no momento. “O povo brasileiro tá passando fome e não é porque nós somos oposição ao Bolsonaro que a gente vai deixar o povo brasileiro morrer de fome, era a mesma coisa que a gente deixasse morrer pela Covid, se a gente não acelerasse o processo de aquisição das vacinas”, explicou.

André Figueiredo ainda ressaltou que está “pronto para debater o assunto” com quem se contrapôs à decisão do PDT. “São vários pontos que fizeram a gente votar e estou, como eu disse anteriormente, pronto para debater o assunto com qualquer outro que se contraponha. Nós do PDT temos os nossos princípios de defesa da Educação… Eu particularmente, tenho uma história de 37 anos no PDT,” concluiu

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