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Gabinete da PGR fala em investigação barulhenta da CPI, mas reconhece abundância de provas, diz jornal

Os senadores membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, entregaram, na última quarta-feira, 27, o relatório final dos trabalhos a Augusto Aras
11:05 | Out. 28, 2021
Autor Vítor Magalhães
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Vítor Magalhães Jornal
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Tipo Notícia

Membros do gabinete do procurador-geral da República, Augusto Aras, consideraram que houve muito barulho durante as investigações conduzidas pela CPI da Covid no Senado, mas também alegaram haver uma “abundância de provas” coletadas ao longo de seis meses, em especial ao que refere-se às quebras de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico.

Auxiliares da Procuradoria-Geral da República (PGR) foram ouvidos pelo jornal Folha de S.Paulo sob a condição de anonimato. Segundo a reportagem, eles consideram as conclusões “temerárias” devido à pandemia de Covid-19 ainda estar em curso, e que “a atuação dos senadores foi barulhenta e destinada a produzir notícias”.

Apesar da crítica, o gabinete da PGR considera que a comissão avançou na investigação e deve alimentar procedimentos; alguns deles já arquivados. A suposta prevaricação por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no caso da vacina indiana covaxin teria avançado de forma superior ao trabalho feito pela Polícia Federal na visão desse grupo.

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Na ocasião, Bolsonaro teria sido avisado que o contrato para compra do imunizante, no valor de R$ 1,6 bilhão, estava cheio de irregularidades. Segundo depoimentos colhidos pela CPI, o presidente teria prometido acionar a Polícia Federal sobre a questão, o que não ocorreu. A PGR é quem avaliará eventuais medidas relacionadas a autoridades com foro privilegiado. 

Os senadores membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, entregaram, na última quarta-feira, 27, o relatório final dos trabalhos a Augusto Aras. O encontro foi realizado na sede da PGR, em Brasília. A ida ao órgão foi o primeiro ato da comissão após a conclusão dos trabalhos, realizada na última terça-feira, com a votação do relatório (7 a 4 favoráveis).

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