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No governo Bolsonaro, dois milhões de famílias foram à extrema pobreza

Com renda per capita de até R$ 89 mensais, famílias na extrema pobreza enfrentam o desafio da insuficiência dos programas sociais e a dependência de doações de voluntários e ONGs contra a fome
22:41 | Set. 26, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter Política
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Tipo Notícia

Pelo menos dois milhões de famílias brasileiras tiveram a renda reduzida e caíram para a extrema pobreza entre janeiro de 2019 e junho deste ano. Os dados são do Cadastro Único do governo federal, o chamado CadÚnico, que aponta para um aumento mês a mês de pessoas na miséria desde novembro de 2020.

De acordo com o levantamento realizado pelo portal UOL, em dezembro de 2018, durante o governo Michel Temer (MDB), um total de 12,7 milhões de pessoas estavam na pobreza extrema, ou seja, aquela com renda per capita de até R$ 89 mensais. Com Jair Bolsonaro na Presidência, esse número chegou a 14,7 milhões em junho de 2021.

Geralmente, pessoas em extrema pobreza enfrentam o desafio da insegurança alimentar e vivem nas ruas ou em barracos. Em junho, o número bateu recorde desde o início dos registros disponíveis do Ministério da Cidadania — a partir de agosto de 2012 — e representa 41,1 milhões de pessoas. Outras 2,8 milhões de pessoas estão pobreza, ou com renda per capita de R$ 90 a R$ 178 mensais.

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As cidades de Belo Horizonte, Cuiabá, Maceió, Manaus, São Paulo e Balneário Camboriú (SC), por exemplo, enfrentam o desafio da insuficiência dos programas sociais e a dependência de doações de voluntários e ONGs contra a fome. Uma Pesquisa de Orçamento Familiar, também do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já havia demonstrado um aumento de 33% na insegurança alimentar entre 2017 e 2018.

 


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