Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

Gleisi Hoffmann diz que PT não comparecerá a atos que critiquem Lula e o partido

A senadora disse que o PT se reuniu na última semana com 10 partidos para a organização de novas manifestações contra o presidente da República e em defesa da democracia. Os atos ocorrerão no primeiro final de semana de outubro e no dia 15 de novembro
13:56 | Set. 13, 2021
Autor Filipe Pereira
Foto do autor
Filipe Pereira Repórter Política
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, disse nesta terça-feira, 13, que o partido apoiou as manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do último domingo, 12, mas que não comparecerá às que tiverem como pauta também críticas ao PT e a Lula. Ontem, protestos organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e Movimento Vem Pra Rua pediram impeachment do chefe do Executivo, criticaram Lula e defenderam uma "terceira via".

"Não iremos em nenhum manifestação que ataque Lula e o PT (...) Temos consciência que a democracia é vital para que a sociedade brasileira debata e construa seus rumos. O foco é tirar o Bolsonaro", disse Gleisi Hoffmann ao Uol News. Ela informou que o PT não foi convidado para os atos deste domingo.

LEIA MAIS l Sem participação do PT, manifestação contra Bolsonaro tem baixa adesão em Fortaleza

Atos do dia 12 de setembro contra Bolsonaro têm baixa adesão pelo País; saiba os motivos

A senadora disse que o PT se reuniu na última semana com 10 partidos para a organização de novas manifestações contra o presidente da República e em defesa da democracia. Os atos ocorrerão no primeiro final de semana de outubro e no dia 15 de novembro. Além do PT, outros partidos devem fazer parte, como o PCdoB, PSB, PDT, Solidariedade, Rede, Novo, PV e Cidadania. Segundo ela, PSDB e MDB não aderiram à reunião, mas serão convidados para os atos.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Acompanhe as últimas notícias do governo Bolsonaro nesta segunda, dia 13

Governo Federal
16:32 | Set. 13, 2021
Autor Redação O POVO
Foto do autor
Redação O POVO Autor
Ver perfil do autor
Tipo

Com 2 anos e 9 meses de gestão, o governo do presidente da República Jair Bolsonaro já foi marcado por inúmeros episódios polêmicos durante seu curso. Entre os principais recortes, estão os fatos relacionais ao enfrentamento da Covid-19 no Brasil, a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia e as manifestações populares pró-governo e a favor do impeachment do chefe do Executivo nacional.

Confira todos os fatos e notícias que envolvem o Palácio do Planalto:  

Governo do presidente Jair Bolsonaro: tempo real de hoje, 13 de setembro

Governo do presidente Jair Bolsonaro: CPI da Covid

Em abril de 2021, por determinação Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado Federal abriu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ações e omissões no combate à pandemia pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Isso só foi possível após senadores apresentarem mandado de segurança à Corte em que argumentavam que a presidência da Casa vinha ignorando o requerimento para instalação da CPI, mesmo com os requisitos formais sendo atendidos.

Para o comando da CPI, prevaleceu o acordo informal costurado pela maioria dos membros, com a escolha do senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) como vice e Renan Calheiros (MDB-AM) como relator. Os repasses da União feitos para estados e municípios também estão na mira dos parlamentares. 


Governo do presidente Jair Bolsonaro: o retorno de Lula e a ameaça para 2022

Em março deste ano, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou todos as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas às investigações da Operação Lava Jato. Com a decisão, o petista recuperou os direitos políticos e volta a ser elegível.

Deste então, Lula tem se reinserido no cenário político brasileiro, inclusive se consolidando como o principal adversário e alvo do presidente Jair Bolsonaro. Desde que saiu da prisão, Lula aparece crescendo nas pesquisas de intenção de votos, enquanto o mandatário lidera em impopularidade. 

Governo do presidente Jair Bolsonaro: desgastes, ataques antidemocráticos e manifestações do 7 de setembro

Marcado por sucessivos desgastes em função das investigações da CPI da Covid e da abertura de inquéritos contra o governo, e da volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o embate político de 2022, o presidente Jair Bolsonaro intensificou seus ataques aos Poderes da República. Reunindo todas essas pautas, o chefe do Executivo apostou no 7 de setembro como um dia em que tentou fazer uma demonstração de força nas ruas juntos aos seus apoiadores. 

No dia dos atos, Bolsonaro e seus interlocutores reforçaram suas investidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a exemplo do pedido de impeachment apresentado contra Alexandre de Moraes e rejeitado por Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Também houve novas críticas ao sistema de urnas eletrônicas, apesar da pauta da reforça eleitoral ter sido derrotada no Congresso Nacional.

LEIA MAIS l Manifestação de 7 de setembro pró-Bolsonaro ao vivo: saiba tudo que que aconteceu 

Governo do presidente Jair Bolsonaro: 12 de setembro e a tentativa de resposta da oposição

Em resposta aos atos bolsonaristas e com diversas pautas contra o governo federal, a oposição do presidente mobilizou uma manifestação no último próximo domingo, 12. Organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua, a intenção foi pressionar pelo impeachment do chefe do Executivo nacional.  O protesto também foi uma resposta aos atos com pautas antidemocráticas e discursos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) por parte de Bolsonaro. 

LEIA MAIS l Manifestação de 12 de setembro contra Bolsonaro: confira o que aconteceu

Contudo, apesar de reunir representantes de diversas correntes ideológicas, os atos racharam a oposição e não tiveram participação do Partido dos Trabalhadores, principal legenda de oposição a Bolsonaro no Congresso Nacional. No dia, a manifestação teve um número bastante reduzido de participantes

 

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Post engana ao comparar ação da vacina contra febre amarela e da covid-19

COMPROVA
16:19 | Set. 13, 2021
Autor Projeto Comprova
Foto do autor
Projeto Comprova Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Enganoso: Tuíte força uma relação do imunizante usado para prevenir a febre amarela com as vacinas contra a covid-19. A publicação ignora também que há diferenças nos modos de transmissão das duas doenças - a febre amarela é transmitida por mosquitos infectados, enquanto a covid passa de uma pessoa contaminada para outra, principalmente, por via oral ou nasal - e que nem mesmo a vacina contra a febre amarela tem 100% de eficácia.

Conteúdo verificado: Tuíte que questiona as vacinas contra a covid comparando seus efeitos aos da febre amarela.

Esta checagem foi originalmente publicada no site do Projeto Comprova, do qual O POVO faz parte

É enganoso um tuíte que faz referência à vacina da febre amarela para gerar desconfiança nos imunizantes contra a covid-19. Afirma o post: “Não conheço ninguém que tomou a vacina contra febre amarela e contraiu febre amarela”.

De acordo com a doutora em Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jordana Graziella Alves Coelho dos Reis, a família dos coronavírus possui características que são mais contagiosas. “Essa diferença no contágio e reinfecção entre o Sars-Cov-2 e do vírus da febre amarela está associada com as diferenças intrínsecas de cada um dos vírus. A família coronavírus é conhecida por ter uma facilidade na transmissão e também na reinfecção”, salienta Jordana.

A comparação feita na publicação, mesmo que implícita, é incorreta. A pandemia foi decretada em março do ano passado e as vacinas começaram a ser aplicadas no mundo em 8 de dezembro de 2020 – o primeiro país foi o Reino Unido; no Brasil, a imunização foi iniciada em janeiro. Já a febre amarela existe há muito mais tempo: nos primeiros anos do século XX, o médico e cientista Oswaldo Cruz já tentava combater a doença. A vacina começou a ser produzida no Brasil em 1937.

Além disso, a febre amarela é transmitida por mosquitos infectados, enquanto a covid passa de uma pessoa contaminada para outra, principalmente, por via oral ou nasal – ou seja, a chance de transmissão é maior.

Procurado, o perfil autor do post não respondeu até a publicação deste texto. O conteúdo aqui verificado foi classificado como enganoso pelo Comprova por levar a uma interpretação equivocada sobre as vacinas.

Como verificamos?

Consultamos publicações nos sites de órgãos como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na América, e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Também entrevistamos Jordana Graziella Alves Coelho dos Reis, citada acima, e Julio Croda, infectologista, pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Como o perfil que publicou o tuíte verificado aqui não aceita o envio de mensagens privadas, publicamos um comentário no post, pedindo para que ele entrasse em contato, mas não obtivemos resposta.

O Comprova fez esta verificação baseado em informações científicas e dados oficiais sobre o novo coronavírus e a covid-19 disponíveis no dia 13 de setembro de 2021.

Verificação
Eficácia e transmissão

Como qualquer tratamento de saúde, a vacina da febre amarela também não tem 100% de eficácia. Segundo o Instituto Paulista de Vacinação, o imunizante tem de 98 a 99% de eficácia e, de acordo com a Fiocruz, sua proteção “é demonstrada por meio de observações de mais de 60 anos no Brasil e em outros países da América do Sul, sendo muito rara a ocorrência da doença em pessoas vacinadas”.

Ainda segundo a Fiocruz, “a imunização durante surtos resulta em rápido desaparecimento dos casos” e, “no Brasil, a doença está sob controle por meio da vacinação sistemática da população sob risco, com poucos casos relatados”.

Além das vacinas contra a febre amarela serem aplicadas há mais tempo, a doença tem outra diferença importante em relação à covid: a forma de transmissão, que também torna a disseminação da primeira muito mais difícil do que a da segunda.

No caso da febre amarela, o vírus é passado para as pessoas via picada de mosquitos das espécies Haemagogus, Sabethes e Aedes (Haemagogus e Sabethes em áreas silvestres e do Aedes em áreas urbanas). Eles podem ser infectados ao picarem humanos ou macacos contaminados.

Como informa a OPAS, “a doença não pode ser transmitida de um macaco para um humano, tampouco de uma pessoa para outra nem entre macacos; só pelo mosquito”.

Já o Sars-CoV-2 é transmitido “principalmente por três modos: contato, gotículas ou por aerossol”, como informa o Ministério da Saúde. A contaminação também pode ser indireta, como quando tocamos em uma superfície infectada e, em seguida, levamos a mão aos olhos, à boca ou ao nariz. Ou seja, é mais facilmente transmissível do que a febre amarela.

De acordo com o infectologista Julio Croda, a vacinação contra febre amarela, covid-19 ou qualquer outra doença é um ato individual e coletivo. Conforme o especialista explica, a imunização previne casos graves e combate contaminações e até mesmo variantes no caso do coronavírus.

“No sentido individual, ela previne hospitalizações e casos graves, e no coletivo, diminui a taxa de transmissão da doença. Quanto mais pessoas vacinarmos, mais diminuímos os casos de contaminação, reinfecções e variantes”, salienta Croda.

No entanto, ele ressalta que, mesmo com a vacinação, ainda é possível que algumas pessoas adoeçam. “A vacinação é uma garantia muito segura e nossa principal arma contra as doenças que enfrentamos todos os dias, mas isso não significa que não irão aparecer alguns casos.”

Febre amarela: é possível ser reinfectado?

O Comprova consultou a microbiologista Jordana Alves sobre a possibilidade de reinfecção da febre amarela. Atualmente, o esquema vacinal da febre amarela no Brasil pode ser refeito ao longo da vida da população: é feita uma dose inicial aos nove meses, com reforço aos quatro anos; caso existam pessoas de cinco a 59 anos que não tenham recebido a vacina, podem tomar uma dose única a qualquer momento da vida.

Por conta dos períodos entre uma dose e outra, o que pode acontecer, segundo a microbiologista, é uma baixa na imunidade desenvolvida pela vacina ou a não soroconversão – quando os anticorpos dos indivíduos não fazem o efeito desejado –, após a dose da vacina tomada antes dos cinco anos.

No entanto, é mais provável que pessoas vacinadas contra a doença sejam infectadas quando a vacinação aconteceu na infância ou quando a imunidade desenvolvida pelo imunizante foi baixa.

Quanto à possibilidade de reinfecção, a especialista afirma que os registros desses casos na literatura médica são raríssimos. O que costuma ser mais comum são casos de pessoas que começam a apresentar um quadro de hepatite anos após ter contraído a febre amarela, o que não é considerado uma reinfecção.

Eficácia das vacinas contra a covid-19

Tanto os imunizantes contra a covid-19 quanto os da febre amarela estão disponíveis para a vacinação da população brasileira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a eficácia geral de uma vacina seja de, ao menos, 50%. A taxa de eficácia mostra a capacidade de uma vacina em diminuir os riscos de uma pessoa que foi imunizada contrair a doença.

Atualmente, no Brasil, quatro vacinas possuem autorização para aplicação no combate à covid-19: a Astrazeneca, com eficácia de 63,09%; Pfizer com 95% de eficácia; a Coronavac com 50,38%; e a Janssen com 66,9%. Já na imunização contra a febre amarela, existem dois principais produtores da vacina que é disponibilizada no Brasil: a Fiocruz, por meio do laboratório Bio-Manguinhos, que produz a vacina distribuída no Sistema Único de Saúde; e a Sanofi, indústria privada da França, que distribui o imunizante para clínicas particulares.

Questionado sobre a eficiência da vacina contra a covid-19, o pesquisador da Fiocruz, Julio Croda, esclarece que o imunizante age de forma parecida com a vacina da gripe.

“A vacina contra a covid-19 é parecida com a da gripe: ela foi desenvolvida para prevenir hospitalizações e casos graves. Isso não significa que ela não funciona, significa que está cumprindo aquilo que foi proposto quando desenvolvida em laboratório e além, porque ela também é capaz de imunizar, as vacinas disponíveis variam de 50% a 95% de eficácia contra a doença”.

Croda ainda explica que a vacina contra o coronavírus é nova e os cientistas estão acompanhando dia após dia os resultados do imunizante.

“Devemos nos lembrar de que a vacina é nova, ainda não sabemos ao certo quanto tempo ela mantém o indivíduo imunizado, estamos acompanhando com o passar do tempo, como ela está reagindo a cada organismo, o que sabemos é que a imunização é o caminho mais seguro para combatermos o vírus e as vacinas foram desenvolvidas para isso”, finalizou.

O Comprova recentemente verificou publicações que induzem ao entendimento que as vacinas disponíveis contra a covid-19 não são eficazes, pois não impedem o contágio da população (aqui e aqui). Conteúdo semelhante também foi publicado recentemente pelo Estadão Verifica.

O perfil

“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, slogan de Jair Bolsonaro (sem partido), sobre foto do presidente está na imagem de capa do perfil @TrumpMargareth, autor do post, no Twitter. Na descrição da bio, “sonhando em ucranizar o Brasil”.

O perfil publica, com tons de ironia e ataques, conteúdos de apoio ao chefe do Executivo federal. Em 6 de setembro, por exemplo, dia em que Bolsonaro assinou uma medida provisória para limitar a remoção de conteúdos falsos nas redes sociais, a página tuitou: “Como ditador, o presidente é muito fraco!!! Como pode assinar a MP da liberdade de expressão?”. Na mesma data, outro post, referindo-se a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e alvo de ataques do presidente: “O cabeça de ovo vai mandar prender todos que falarem biscoito; segundo ele, o correto é bolacha”.

A reportagem tentou contatar o perfil, mas não recebeu resposta.

Por que investigamos?

Em sua quarta fase, o Comprova verifica conteúdos suspeitos sobre pandemia, políticas públicas do governo federal e eleições. O tuíte verificado aqui teve mais de 6,4 mil curtidas e 1,3 mil compartilhamentos até 13 de setembro.

Conteúdos que tentam desacreditar as vacinas ou minimizar os riscos da pandemia são perigosos porque podem levar a população a colocar a saúde em risco.

O Comprova já publicou diversos conteúdos sobre imunização, como o do médico que engana ao afirmar que as vacinas não funcionam contra a variante delta, o de post que desinforma afirmando que o CDC e Anthony Fauci não acreditam nos imunizantes e o de médica que engana ao afirmar que vacinas são experimentais.

Enganoso, para o Comprova, é o conteúdo retirado do contexto original e usado em outro de modo que seu significado sofra alterações ou que usa dados imprecisos ou que induz a uma interpretação diferente da intenção de seu autor.

Este conteúdo foi investigado por Correio do Estado, Gaúcha Zero Hora e Folha. A investigação foi checada por Correio, A Gazeta, revista piauí, UOL, correio de carajás, Correio Braziliense e Rádio Band News.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Deputado protocola requerimento de CPI para apurar atos antidemocráticos no 7 de setembro

EMBATE
15:23 | Set. 13, 2021
Autor Maria Eduarda Pessoa
Foto do autor
Maria Eduarda Pessoa Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O deputado e vice-líder da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), protocolou nesta segunda-feira, 13, um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar a convocação e o financiamento dos atos de caráter golpista contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, ocorridos no último 7 de setembro.

Em fase de coleta de assinaturas, o documento justifica a necessidade de uma CPI para descobrir quem são os responsáveis por trás das manifestações, bem como se houve investimento de recursos públicos.

“Vejo como algo extremamente necessário e relevante a criação desta CPI, para que possamos investigar a fundo os atos golpistas em comemoração do Dia da Independência, com vistas a se apurar eventuais irregularidades e/ou ilegalidades. Precisamos prestar contas à população brasileira e esperar que mudanças benéficas possam surtir com os trabalhos dessa comissão”, justifica Guimarães.

O documento também resgata um pedido de subprocuradores-gerais da República, feito no
último dia 17 de agosto, para apurar suposta convocação feita por Bolsonaro para o ato do feriado do Dia da Independência.

O pedido foi baseado em uma reportagem de Guilherme Amado, no site Metrópoles. De acordo com a publicação, Bolsonaro enviou um texto por WhatsApp a apoiadores incitando a ida às ruas para um "contragolpe" . Os subprocuradores afirmavam que o presidente extrapolava os limites da mera liberdade de expressão e que a suspeita surgia na "sequência de uma escalada de sucessivas ameaças às instituições democráticas".

Para instauração da comissão, o deputado precisa agora coletar o mínimo de 171 assinaturas, equivalente a um terço da Câmara dos Deputados.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Em último mês de atividades, CPI da Covid deve votar relatório em 29 de setembro

Comissão
15:00 | Set. 13, 2021
Autor Filipe Pereira
Foto do autor
Filipe Pereira Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Após reunião realizada neste domingo, 12, a cúpula da CPI da Covid definiu que o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) deverá ser apresentado até o próximo dia 23 e votado pelos senadores no dia 28 ou 29 de setembro. Por videoconferência, os parlamentares da comissão definiram ajustes na agenda de depoimentos nos últimos dias de atividades. 

Nesta terça-feira, 14, a CPI deve ouvir o depoimento de Marcos Tolentino. O juiz Francisco Codevila, da 15ª Vara da Justiça Federal em Brasília, determinou que o advogado receba uma intimação para comparecer à oitiva. Caso ele se recuse a depor, poderá ser conduzido coercitivamente.

O depoente Marconny Albernaz Faria está previsto para a quarta-feira, 15. Acusado de fugir de depoimento, ele é apontado como lobista influente, com bom trânsito no Ministério da Saúde, e de laços estreitos com parentes e pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na quinta-feira, 16, no entanto, a CPI não mais ouvirá a advogada Karina Kufa. No lugar dela, será convocado Danilo Trento, da Precisa. Ele foi mencionado pelo empresário José Ricardo Santana, suspeito de ter participado de ações para fraudar licitações de compra de testes rápidos para Covid-19 ao Ministério da Saúde no valor de R$ 1 bilhão, assim como no envolvimento em episódios de tentativas de venda de vacina ao órgão

Na sexta-feira (17), segundo Randolfe, a intenção dos senadores é chamar alguém para falar sobre a atuação da operadora de saúde Prevent Senior. O senador disse que, até o meio desta semana, o colegiado vai avaliar se convocarão, de fato, Karina Kufa, que é advogada da família Bolsonaro, e deliberarão ainda sobre a convocação de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente.

 

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Líderes de centro-esquerda traçam plano para atrair PT contra Bolsonaro

Protestos
13:16 | Set. 13, 2021
Autor Filipe Pereira
Foto do autor
Filipe Pereira Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Líderes dos partidos de centro-esquerda que estiveram presentes nas manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro convocados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Pra Rua começam a traçar estratégias para atrair o Partido dos Trabalhadores nos próximos atos. O objetivo é evitar uma nova mobilização sem o partido, um dos mais fortes da esquerda contra Bolsonaro no Congresso Nacional, e, consequentemente, outro fracasso de público.

LEIA MAIS l Atos do dia 12 de setembro contra Bolsonaro têm baixa adesão pelo País; saiba os motivos

Segundo as lideranças partidárias, os nomes petistas e os movimentos sociais em torno da legenda são peças fundamentais na luta pró-impeachment do presidente da República. Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que há uma reunião prevista para a quarta-feira, 15, com cerca de 10 partidos e o tema principal é união contra o governo.

"A gente tem que ter capacidade de superar nossas diferenças e olhar em primeiro lugar o Brasil e deixar para o segundo o plano projetos político-eleitorais", disse Lupi. O dirigente destacou que, para um primeiro ato, a quantidade de pessoas não foi ruim. Porém, ele disse que é preciso a adesão de todas as forças partidárias contra o chefe do Executivo nacional.

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, também adiantou que a sigla participará das reuniões em busca de união. Porém, critica o PT pela decisão de não aderir aos atos, considerada equivocada por ele. Freire defende que os petistas devem integrar as próximas manifestações, previstas para outubro, "até por soberba" de mostrar que conseguem atrair mais público.

Tendo como foco principal o julgamento político de Bolsonaro, as manifestações reuniram representantes de diversas correntes ideológicas, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua, reuniu alguns presidenciáveis, entre eles Ciro Gomes (PDT) e o senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

LEIA MAIS l Manifestação de 12 de setembro contra Bolsonaro: confira o que aconteceu

Porém, a articulação acabou rachando a oposição a Bolsonaro e, como já esperado, não contou a adesão do PT e outros partidos, movimentos e centrais sindicais que orbitam em torno da sigla. O resultado foi que a mobilização não superou a investida bolsonarista do Dia da Independência.

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags