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Lula diz que "como chefe de Estado" é pró-aborto, mas pessoalmente é contra

"Não tenho vergonha de dizer que eu, Lula, pai de 5 filhos, sou contra o aborto. Mas, enquanto chefe de Estado, tenho que tratar o assunto como saúde pública", disse durante participação em podcast
18:30 | Set. 10, 2021
Autor Maria Eduarda Pessoa
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Maria Eduarda Pessoa Jornal
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O ex-presidente Lula (PT) afirmou ter duas posições quando se trata de aborto. Pessoalmente, o petista disse ser contra, mas "como chefe de Estado" ele defende que se trata de uma questão de saúde pública e um direito da mulher.

Em entrevista ao podcast Mano a Mano, do rapper Mano Brown, o ex-presidente falou que opiniões individuais não devem interferir nas decisões administrativas quando se está governando um país. "Sou católico como ser humano, mas quando você vira chefe de Estado tem que ser todas as religiões. Você não tem que ter preferência enquanto chefe de Estado. É como o aborto", afirmou.

"Não tenho vergonha de dizer que eu, Lula, pai de 5 filhos, sou contra o aborto. Mas, enquanto chefe de Estado, tenho que tratar o assunto como saúde pública", explicou. Para ele, o assunto "é um direito da mulher" e, por isso, é preciso garantir o acesso, a segurança e a dignidade para mulheres que assim decidirem.

A interrupção da gravidez no Brasil é permitida apenas em casos específicos, como risco à saúde da mãe, em casos de feto anencéfalo (problemas no desenvolvimento do crânio ou cérebro) ou quando a gestação é fruto de um abuso sexual. Recentemente, a prática foi descriminalizada no Argentina e o México.

Lula disse que a maior inserção das mulheres na política é algo positivo, mas ressaltou problemas estruturais difíceis de serem revertidos. "A coisa está avançando, mas ainda é difícil mexer com a cultura. Qual era a cultura? Posso falar porque tenho mais idade, a minha cultura antes do PT e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) era a machista, de peão de fábrica", lembrou.

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Boletim médico relata "recuperação satisfatória" de Pelé

18:23 | Set. 10, 2021
Autor Gazeta Esportiva
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O boletim médico do Hospital Albert Einstein informou nesta sexta-feira, 10, que Pelé se recupera de "maneira satisfatória" após cirurgia para retirada de tumor no cólon direito, no intestino. A intervenção ocorreu no último sábado e ele segue na UTI.

"O paciente Edson Arantes do Nascimento vem se recuperando de maneira satisfatória, encontra-se consciente, conversando ativamente e mantendo sinais vitais dentro da normalidade. Permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)", diz o boletim.

O hospital não emitia um boletim desde segunda-feira. Nas redes sociais, Pelé demonstrou otimismo.

"Meus amigos, a cada dia que passa eu me sinto um pouco melhor. Estou ansioso para voltar a jogar, mas ainda vou me recuperar por mais alguns dias. Enquanto estou por aqui, aproveito para conversar muito com minha família e para descansar. Obrigado novamente por todas mensagens de carinho. Logo mais estaremos juntos novamente!", escreveu o Rei Pelé, aos 80 anos.

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Manifestação de 12 de setembro contra Bolsonaro: últimas notícias de hoje, 10

Manifestações
18:21 | Set. 10, 2021
Autor Redação O POVO
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As manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) marcadas para o próximo domingo, 12,  se aproximam e deve reunir partidos de espectros políticos diversos em Fortaleza. A intenção é fazer oposição e pressionar pelo impeachment do chefe do Executivo nacional. Confira abaixo o tempo real em torno da mobilização para o ato e as últimas notícias de hoje, sexta-feira, 10 de setembro (10/09). 

O Movimento Brasil Livre (MBL), o Vem Pra Rua e o Juventude Livre organizam o super protesto contra o presidente. O ato começou a ser convocado nas redes sociais nos mês passado com a hashtag “#12SetForaBolsonaro”. Em Fortaleza, manifestantes irão se concentrar na Praça Portugal, às 15h, rumo à Avenida Beira-Mar. Organizadores convocam lideranças locais de partidos que devem aderir aos protestos a nível nacional.

O protesto também será uma resposta aos atos com pautas antidemocráticas e discursos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) por parte de Bolsonaro, que ocorreram no feriado da Independência, 7 de setembro, pelo país.

Manifestação de 7 de setembro pró-Bolsonaro: confira tudo que aconteceu

Manifestação de 12 de setembro contra Bolsonaro ao vivo: tempo real de hoje, 10

 

Manifestação contra Bolsonaro em 12 de setembro: entenda movimento

Em Fortaleza, ato é organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) o Vem Pra Rua e o Juventude Livre. O chamado começou a ser feito nas redes sociais nos mês passado com a hashtag “#12SetForaBolsonaro”. O protesto também será uma resposta aos atos com pautas antidemocráticas e discursos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) por parte do presidente Jair Bolsonaro, que ocorreram no feriado da Independência, 7 de setembro, pelo país.

Antes, o grupo havia adotado o slogan “Nem Lula, nem Bolsonaro” para chamar os atos. Em nota oficial na quarta-feira 8, o MBL mudou o tom e convocou “todos os partidos, lideranças civis e agremiações, desde que respeitem a necessidade de deixarem suas pautas particulares e suas preferências eleitorais fora do ato para nos unirmos pelo impeachment”. 

Em Fortaleza, manifestantes irão se concentrar na Praça Portugal, às 15h, rumo à Avenida Beira-Mar. Organizadores convocam lideranças locais de partidos que devem aderir aos protestos a nível nacional.

Manifestação do dia 7 de setembro: divisão entre partidos

O ato unificado marcado para 12 de setembro dividiu a opinião de representantes tanto da esquerda como da direita em Fortaleza. As manifestações, organizadas pelos dois movimentos, têm como objetivo unir forças para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com a participação de partidos do centro e de esquerda, além das siglas de direita.

Partidos de esquerda como o PCdoB, PDT, PSB e grupos de esquerda se uniram ao MBL para ato na capital. Com a participação de partidos do centro e de esquerda, além das siglas de direita, objetivo é criar uma frente ampla, unindo forças para pedir o impeachment do presidente. Porém, a adesão não fui unânime. PT e Psol não participarão do ato e já articulam a realização de outros atos contra o presidente da República.

 

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Internações por covid-19 deixam de cair em São Paulo

Saúde
18:17 | Set. 10, 2021
Autor Agência Brasil
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Desde metade de junho, já na 24ª Semana Epidemiológica, o estado de São Paulo vinha apresentando queda constante no número de novas internações por covid-19. Na semana passada, entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro (35ª Semana Epidemiológica), o estado registrou a sua menor taxa de internação por covid-19 do ano, com média de 639 novas internações por dia. Mas essa tendência de queda parou de ocorrer nesta semana.

De acordo com os dados apresentados, ainda não se pode falar em um novo aumento de internações. Mas a tendência de queda foi interrompida e tem havido uma estabilização nos números, o que preocupa o Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, apesar do número de casos e de mortes continuarem em queda. O aumento das internações pode significar uma piora na pandemia no estado.

Em suas redes sociais, o coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, escreveu ontem (9) que essa reversão na tendência de queda nas internações pode indicar “os primeiros sinais da disseminação da variante Delta em São Paulo, o que deverá ser agravado por aglomerações recentes e relaxamento no uso de máscaras”. 

A variante delta foi identificada inicialmente na Índia e é mais transmissível, o que vem provocando aumento de casos em todo o mundo, mesmo em locais com alta taxa de vacinação. Na capital paulista, a variante Delta já se mostra predominante em 69,7% das amostras analisadas.

A plataforma InfoTracker, feita por pesquisadores das maiores universidades de São Paulo, e que usa dados oficiais como base, informa que o número de pessoas internadas vinha em queda constante em São Paulo. Mas nesta semana essa curva começou a se reverter. Até o dia 6 de setembro, haviam 5.601 pessoas internadas em todo o estado, sendo que 2.788 delas estavam em estado grave, em leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). Ontem (9), o número de internados chegou a 5.675.

Para João Gabbardo, o estado vai precisar acelerar a aplicação da segunda dose de vacinas e ampliar o número de pessoas com o esquema vacinal completo para tentar evitar que as internações por covid-19, provocados pela variante Delta, possam crescer em São Paulo. Estudos em todo o mundo têm demonstrado que duas doses de vacina contra a covid-19 são eficazes contra a variante Delta.

No entanto, tem faltado vacina para a aplicação da segunda dose nas pessoas que tomaram o imunizante da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. Desde segunda-feira (6), há falta de doses desse imunizante em todo o estado. O governo de São Paulo cobrou o Ministério da Saúde a falta de doses do imunizante, mas o ministério respondeu que o estado não cumpriu o estabelecido no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e não reservou a vacina para a segunda dose, utilizando-as para adiantar o seu cronograma de primeira dose.

O governo do estado estuda adiantar a segunda dose da vacina Pfizer/BioNTech para quem tomou a primeira dose desse imunizante, diminuindo o intervalo de três meses para dois meses. Mas também não há doses suficientes dessa vacina para que o intervalo seja diminuído. 

“Infelizmente não temos Pfizer e AstraZeneca para isso, mesmo assim continuaremos sem recuar na meta de vacinar o maior número de pessoas, com as vacinas disponíveis”, escreveu Gabbardo, no Twitter.

O governo do estado começou esta semana a aplicação de uma terceira dose, iniciando por pessoas com idade acima dos 90 anos, em razão da resposta imune de idosos e imunossuprimidos estar sendo baixa, e diminui após seis meses da segunda aplicação. Esse grupo, no geral, tomou a vacina CoronaVac/Butantan/Sinovac.

O governo de São Paulo já estuda a aplicação de uma quarta dose.

Desde o dia 17 de agosto, o governo de São Paulo colocou um fim às restrições de funcionamento do comércio e serviços, acabando com o limite de horário e de capacidade de atendimento. A medida recebeu muitas críticas de especialistas, que avaliaram que o número de pessoas que havia completado o seu esquema vacinal ainda era pequeno e a variante Delta consegue escapar da proteção conferida apenas pela primeira dose.

O governo já aplicou mais de 55 milhões de doses de vacina contra a covid-19, sendo que 78,8% da população tomou a primeira dose e apenas 43,9% completou o seu esquema vacinal. 

A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva em São Paulo está em 33%.

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K-pop: B.I, ex-membro do Ikon, é sentenciado após envolvimento com drogas

Polêmica
18:16 | Set. 10, 2021
Autor Clara Menezes
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O rapper e compositor B.I, ex-integrante do grupo sul-coreano Ikon, foi setenciado nesta sexta-feira, 10, após envolvimento de drogas. A justiça da Coreia do Sul demandou que o artista cumpra quatro anos de condicional, 80 horas de serviço comunitário, 40 horas de curso anti-drogas e multa de 1,5 milhão de won (aproximadamente R$ 6.745).

A situação começou após o portal de notícias Dispatch vazar conversas em que ele tentava comprar maconha e LSD em 2016. Posteriormente, também houve alegações de que o rapper teria utilizado essas drogas. Ele admitiu algumas acusações, mas, em maio deste ano, seu teste toxicológico deu negativo para o uso das substâncias.

“O que ele fez não pode ser visto como um crime que ocorreu por simples curiosidade. E uma celebridade que usa drogas tem grande impacto na sociedade por enfraquecer a consciência dos adolescentes sobre drogas”, afirmou a corte. As informações foram divulgados pelo Soompi, site especializado em cultura sul-coreana.

B.I fazia parte do grupo de k-pop Ikon, ao lado dos membros Jay, Song, Bobby, DK, Ju-ne e Chan. Ele saiu em 2019 por causa das polêmicas envolvendo drogas.

A banda tem várias músicas famosas com milhões de visualizações, como “Love Scenario”, “Killing Me”, “Rhytm Ta” e “Bling Bling”.

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Por que obras de arte podem ser tão caras?

Comércio
18:15 | Set. 10, 2021
Autor Carolina Parente
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Em geral, famosas obras de artistas que marcam uma época são mantidas em museus para a apreciação pública. Elas raramente estão à venda e por serem tão importantes para a história têm um preço inestimável.

Segundo Guinness World Records, o quadro Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, tem o maior valor de seguro da história para uma pintura, tendo sido avaliada em US$ 100 milhões em 1962, vindo a custar hoje, considerando a inflação, em torno de US$ 790 milhões. O quadro está em exibição permanente no Louvre, em Paris.

Também atribuída a Da Vinci, a obra mais cara já vendida, Salvator Mundi, que representa Jesus Cristo no estilo renascentista a dar uma bênção, foi leiloada em 2017 pela sede da Christie's, uma casa de leilões artísticos e negócios afins, em Nova York por US$ 450,3 milhões.

Arte e dinheiro caminham de mãos juntas

As dez obras mais caras da história foram todas compradas por mais de US$ 100 milhões e ainda que sejam poucas as peças que valham tanto assim, o mercado de arte movimenta fortunas anualmente. Segundo um relatório da Art Basel, feira internacional em Miami Beach, as transações artísticas somaram US$ 64 bilhões em 2019.

Em 2020, por causa da pandemia da Covid-19, o comércio de arte encolheu 22%. Por outro lado, as vendas online aumentaram e compuseram 25% dos negócios feitos no ano passado. As informações também são da Art Basel.

Mas, curiosamente, o valor de uma obra tem pouca relação com a sua complexidade ou material utilizado. Por exemplo, as icônicas flores de metal do americano Jeff Koons que, mesmo simples, custam US$ 50 milhões, ou mesmo composições artísticas do brasileiro Vik Muniz que, feitas com lixo, chegaram a custar 28 mil libras em 2015.

Também é preciso entender que as cifras tampouco remetem à habilidade do artista. Em 2019, na cidade de Miami, o artista italiano Maurizio Cattelan, conhecido na arte contemporânea pelo sarcasmo nos trabalhos, grudou na parede com uma fita adesiva uma banana. Essa obra, chamada de “Comedian”, foi vendida por US$ 120 mil.

Afinal, o que determina o valor de uma obra de arte?

Hoje, o mercado que movimenta bilhões é dominado por galerias de arte que representam o trabalho dos artistas, levando as obras para exposições internacionais ou entregando-as para casas de leilões. No caso de Comedian, tanto a Art Basel quanto Cattelan têm renome para aceitar a suposta valiosidade de toda peça que expõe.

Ou seja, são os especialistas em mercado de arte que determinam o valor de um trabalho em um dado momento. Caso uma obra seja exibida em alguma mostra importante, como a Bienal de Veneza, o seu preço tende a subir consideravelmente.

As instituições e seus profissionais dão um selo de aprovação às peças do artista, de modo que o seu nome fique reconhecido, tornando seus feitos objetos de consumo de um seleto grupo de pessoas que podem pagar por produtos caros. A fama do artista é, portanto, primordialmente definida pelo trio de galerias e instituições de arte conhecidas e leilões.

Assim, o fator mais importante é a reputação do artista, a marca que sua assinatura confere à obra. É como obter a camisa 10 da seleção brasileira: ela destaca o comprador que a veste como sendo parte de uma tribo, diferenciando-o dos demais. Em relação à arte, a lógica não muda, mas, antes, o artista precisa “fazer seu nome”.

Porém, mais importante ainda é que haja alguém disposto a desembolsar uma determinada quantia pela obra, atestando que os profissionais estavam certos sobre a relevância da peça adquirida, ainda que seja somente uma banana na parede.

Arte como investimento

Por melhor que seja a obra, o nome de um artista não se torna grife sem o intermédio de críticos de arte e de profissionais especializados em lançamento de marcas e gerenciamento de valores. Se o artista tornar-se reconhecido, quem tiver comprado a obra na baixa terá excelentes lucros ao vendê-la anos depois.

Assim, revelar um novo talento pode ser um negócio rentável. No entanto, não é fácil tornar um artista parte de um diminuto circuito de pintores e escultores renomados, de maneira que a possibilidade de a carreira de uma pessoa não vingar exista. Investir requer riscos.

Se um artista se transforma em uma grife reconhecida, o mercado passa a legitimar tudo o que ele apresenta, transformando qualquer peça sua em um bom investimento. Isso explica o fato de uma escultura de Michael Jackson feita por Koons custar US$ 5,6 milhões. Com a etiqueta do artista o objeto é valorizado e, ainda que não seja uma excelente peça decorativa, atesta a riqueza de quem a adquire.

Obras de arte: outros fatores também importam

Usualmente, coisas raras custam caro. Isso é válido para pedras preciosas, alimentos, carros, obras de arte etc. Pintores como o italiano Caravaggio, um dos grandes nomes do Barroco italiano, morreu aos 38 anos, deixando somente 90 quadros. Como sua obra é limitada em termos de quantidade, todo item com a sua assinatura se torna valioso, como um diamante.

Já no caso de obras reprodutíveis em série, como as latas das sopas de tomate Campbell e as fotos coloridas de Marilyn Monroe, idealizadas por Andy Warhol na década de 1960, não são tão valiosas quanto uma pintura de Caravaggio. De fato, são importantes do ponto de vista da cultura e da história da arte, pois são gravuras que marcaram uma época.

Além disso, a moda é outro fator que influencia no preço da arte. Se um determinado artista está em evidência, isso gera interesse nos mercados globais, inflacionando o preço dos trabalhos feitos por essa pessoa.

Banksy, artista de rua anônimo, vendeu em 2021 um desenho por US$ 20 milhões. Há peças de artistas renomados que, ainda que sejam caras, estão à venda por muito menos. Isso não quer dizer que Banksy seja mais importante do que gênios como o espanhol Pablo Picasso, que tem obras avaliadas em muito menos. Significa somente que o mercado está aquecido e as pessoas interessadas no artista anônimo.

No caso de trabalhos conceituais, como Comedian, o que vale é a ideia do artista, de modo que os investidores comprem o Certificado de Autenticidade, documento que dá ao comprador a posse daquela ideia. A banana vai apodrecer, a fita vai perder a cola. Mas, seguindo instruções específicas do artista, a composição pode ser remontada.

O negócio da arte e sua história

Em 900 a.C, muito antes do estabelecimento da noção moderna de liberalismo econômico baseado nas leis da oferta e da procura, a arte já era comercializada na Grécia Antiga. Os mercadores passavam pelas rotas do Mar Mediterrâneo transportando em barcos os famosos vasos gregos, esculturas, jóias e cerâmicas para vender.

Nos séculos 15 e 16, durante o Renascimento na Itália, personagens hoje muito conhecidos, como Leonardo Da Vinci, Michelangelo e Rafael, recebiam comissões de mecenas, comerciantes ricos que patrocinavam trabalhos de artistas para obter prestígio na sociedade.

O crítico de arte Michael Baxandall conta em seu livro “O Olhar Renascente" como funcionava essa relação. “Ao contrário do que se pensa, o mecenas não dava simplesmente o dinheiro e o artista tinha liberdade de escolher o que pintaria. Esses patrocinadores decidiam quase tudo sobre os quadros, desde o tema da pintura até os tipos de materiais.”

Era uma espécie de trabalho freelancer e o pagamento era feito com base na complexidade do projeto, pelo tempo levava para ficar pronto e pelo tamanho da obra. Depois de pronto, a pintura ou a escultura passava a integrar a coleção particular do mecena ou era doada para a Igreja.

No século 19, as formas tradicionais de vender arte mudaram e o mercado de arte se tornou parecido com o que existe hoje. O mecenato ficou em segundo plano, hoje dificilmente obras são patrocinadas no estilo renascentista, e deu lugar a um mercado dinâmico que se desenvolvia com a consolidação do capitalismo financeiro baseado no interesse das pessoas e na opinião de entendedores de arte.

Promover o nome de artistas passou a ser, fundamentalmente, o papel realizado pelo pessoal de galerias e feiras que surgiam. Mas, atualmente, com o advento das mídias digitais, redes sociais podem funcionar como vitrine de trabalhos de fotógrafos, pintores, escultores, estilistas etc que não teriam a chance de expor suas obras em eventos tradicionais. O mercado de arte está em constante adaptação.

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