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'Harmonia e independência dos Poderes não implicam impunidade', diz Fux

Autor - Agência Estado
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Tipo Notícia

No discurso de reabertura das atividades do Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, reagiu aos ataques dos últimos dias desferidos pelo presidente Jair Bolsonaro e, em tom contundente, disse que "os juízes precisam vislumbrar o momento adequado para erguer a voz diante de eventuais ameaças". Fux não citou o nome de Bolsonaro, mas o recado foi claro quando ele cobrou respeito às instituições e afirmou que a manutenção da democracia exige permanente vigilância.
"Harmonia e independência entre os Poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições", afirmou Fux nesta segunda-feira, 2. A intervenção de Fux ocorre num momento de crise institucional entre os Poderes, na esteira de acusações de Bolsonaro contra a urna eletrônica e ameaças golpistas de que não haverá eleições se não houver voto impresso.
O presidente do STF vinha sendo cobrado a se posicionar diante das ameaças golpistas de autoridades do governo federal. Como antecipou o Estadão, Fux se dedicou nos últimos dias a redigir o discurso lido na tarde de hoje. Em resposta, o ministro sinalizou que punições aos excessos não estão fora do escopo da Corte: "Nós, do Supremo Tribunal Federal, ainda quando nossas atuações tenham que ser severas, jamais abdicaremos os nossos deveres e responsabilidades".
"Os Poderes em geral atuam independentes e harmônicos, sem que haja superpoderes entre aqueles instituídos pela ordem constitucional", afirmou. "Permanecemos atentos aos ataques de inverdades à honra dos cidadãos que se dedicam à causa pública. Atitudes desse jaez deslegitimam veladamente as instituições do País; ferem não apenas biografias individuais, mas corroem sorrateiramente os valores democráticos consolidados ao longo de séculos pelo suor e pelo sangue dos brasileiros que viveram em prol da construção da democracia de nosso país".
Sem citar nominalmente o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, a mensagem de Fux foi entregue de forma clara aos destinatários, que também inclui os comandantes das Forças Armadas. Como revelou o Estadão, o general que chefia a pasta da Defesa mandou um interlocutor avisar aos Poderes que os militares não estariam dispostos a permitir a realização de eleições em 2022 se não fosse aprovado o voto impresso. O recado chegou ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que cobrou de Bolsonaro respeito à democracia. O parlamentar alagoano ainda teria dito que não está disposto a pactuar com rupturas institucionais.
Em discurso afinado com o do presidente da Câmara, Fux afirmou que a manutenção da democracia exige vigilância permanente e pressupostos indissociáveis à estabilidade das instituições. "Numa sociedade democrática, momentos de crise nos convidam a fortalecer - e não deslegitimar - a confiança da sociedade nas instituições. Afinal, no contexto atual, após trinta anos de consolidação democrática, o povo brasileiro jamais aceitaria que qualquer crise, por mais severa, fosse solucionada mediante mecanismos fora dos limites da Constituição", afirmou.
Na quinta-feira, 30, porém, o presidente Jair Bolsonaro voltou a subir o tom contra as instituições e a ameaçar a estabilidade democrática. O político realizou uma transmissão ao vivo que prometia ser o desfecho do tumulto histórico de ilações de fraude eleitoral. Bolsonaro, porém, entregou aos espectadores duas horas de notícias falsas, vídeos datados e fora de contextos e análises enviesadas sobre o processo de auditagem das urnas.
"É de sabença que o relacionamento entre os Poderes pressupõe atuação dentro dos limites constitucionais, com freios e contrapesos recíprocos, porém com atuação harmônica e alinhamento entre si em prol da materialização dos valores constitucionais", afirmou. "O regime democrático necessita ser reiteradamente cultivado e reforçado, com civilidade, respeito às instituições e àqueles que se dedicam à causa pública. Ausentes essas deferências constitucionais, as democracias tendem a ruir".
Ao fim do discurso, entretanto, Fux voltou a cobrar a temperança e o respeitos às instituições. Segundo o magistrado, a Corte trabalha para que onde haja hostilidade, no lugar, tenha respeito, e reforçou "nunca é tarde para o diálogo e para a razão". "O Supremo Tribunal Federal, seja nos momentos de calmaria, seja nos momentos de turbulência tem cumprido seu papel de salvaguardar a Constituição, atuando em prol da estabilidade institucional da nação da harmonia entre Poderes e proteção da democracia, sempre pelo povo e para o povo brasileiro", disse.
Fux ainda destacou que "o tempo da Justiça não é o tempo da política" e que a sociedade não espera do magistrado o comportamento de atores políticos. Ele também destacou que "o brasileiro de hoje não quer polarização exagerada, quer emprego e vacina".
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"Esquerda e direita têm medo de mim", diz Ciro Gomes

Eleições 2022
2021-08-02 14:45:00
Autor Vítor Magalhães
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Tipo Noticia

O ex-ministro e provável presidenciável Ciro Gomes (PDT) divulgou vídeo nesta segunda-feira, 2, nas redes sociais, onde reforçou seu distanciamento da esquerda e da direita no País. Criticando ambos os espectros políticos que, segundo ele, tentam impedi-lo de se tornar presidente, Ciro alegou que ambos “têm medo” do seu projeto político.

“Há muito tempo tentam impedir que eu chegue à presidência. Me colocam todo tipo de armadilha e eu mesmo caminhei ingenuamente para alguma delas. Por que fazem isso?”, questiona, já respondendo na sequência: “Porque tanto a extrema direita quanto a extrema esquerda temem meu projeto. Esquerda e direita têm medo de mim”.

Na peça, Gomes diz ainda que os grupos não conseguem acusá-lo de três coisas: ser “corrupto”, “incompetente” e de “não ter propostas” de governo. “A esquerda e a direita sabem que, se eleito, minha forma de governar vai mudar a régua estreita que mede as velhas ideologias”.

A ênfase no distanciamento de ambos os lados reforça tentativa do pedetista de se firmar como nome da chamada terceira via eleitoral para 2022. Concorrendo a esse posto estão ainda nomes do PSDB, como os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS).

Ciro Gomes vem postando ao longo deste ano diversas peças com críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois melhores colocados, até então, nas pesquisas eleitorais sobre a eleição presidencial do ano que vem.

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Pacheco envia LDO hoje e Bolsonaro tem até dia 23 para decidir 'fundão'

Política
2021-08-02 00:30:00
Autor Agência Estado
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Tipo Notícia

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), enviará hoje o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovado no último dia 15, para sanção presidencial. A informação foi confirmada pela assessoria do chefe do Legislativo à reportagem.

Com isso, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) terá até dia 23 de agosto para sancionar ou vetar o aumento do fundo eleitoral para R$ 5,7 bilhões em 2022. Além disso, terá de se posicionar sobre a possibilidade de o Congresso aumentar as verbas do Orçamento de 2022, ano eleitoral, por meio das emendas de relator, que estão no centro do chamado "orçamento secreto".

Nos últimos dias, Bolsonaro anunciou veto ao aumento do fundo eleitoral. Ele admitiu, porém, uma despesa de R$ 4 bilhões para irrigar as campanhas eleitorais no ano que vem, o dobro do gasto em 2020.

O valor é o patamar mínimo exigido pelos partidos representados no Congresso. O bloco do centrão, que apoia Bolsonaro, encabeça o movimento para turbinar a verba eleitoral em 2022. O veto ainda poderá ser derrubado pelo Congresso, mas, nesse caso, depende da rejeição aberta de 257 deputados e 41 senadores que precisarão colocar a "digital" na proposta.

Se Bolsonaro vetar o dispositivo aprovado na LDO, o valor final do fundo eleitoral ficará aberto. A despesa só será efetivamente colocada em outro projeto, o da Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser enviado pelo governo ao Congresso até o dia 31 de agosto e pode ser alterado pelos parlamentares.

Pela legislação em vigor, a despesa tem que ser calculada com base na arrecadação de impostos oriunda da extinção da propaganda partidária, calculada em cerca de R$ 800 milhões, mais um porcentual não definido das emendas de bancada, que podem chegar a R$ 8 bilhões no ano que vem.

Na prática, ao enviar a previsão orçamentária para as despesas em 2022, no fim de agosto, o presidente já terá de ter tomado a decisão de sancionar ou vetar o aumento para R$ 5,7 bilhões. Conforme nota da Consultoria do Senado, o fundo eleitoral vai tirar um total de R$ 4,93 bilhões de obras e serviços de interesse dos próprios parlamentares no ano que vem, se o dispositivo da LDO for sancionado.

O valor terá de ser retirado da verba reservada às emendas de bancada, indicadas todos os anos pelo conjunto de deputados e senadores de cada Estado. O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou à reportagem que a decisão sobre o fundo eleitoral ainda não está tomada e dependerá da articulação política a partir desta semana.

O novo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-AL), deve tomar posse no cargo na quarta-feira, 4, e participar das negociações, que também envolvem o Ministério da Economia e a cúpula do Legislativo. Nogueira é um dos caciques do centrão, bloco que articulou o aumento das verbas eleitorais.

Um grupo de parlamentares acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a votação da LDO e proibir o aumento do fundo eleitoral. A ministra Rosa Weber pediu esclarecimentos da Câmara do Senado e da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o pedido. A cúpula do Congresso vai defender a aprovação do projeto e negar que a votação tenha atropelado as normas regimentais e constitucionais, como alegam os parlamentares contrários ao aumento do "fundão". 

Ao aprovar o projeto, no último dia 15, o plenário da Câmara deixou de votar de forma nominal e aberta um destaque apresentado pelo partido Novo para retirar o aumento do fundo eleitoral da proposta. Isso porque os líderes partidários articularam uma votação nominal do texto-base da LDO anteriormente, o que impediu uma nova votação aberta para o destaque na sequência.

O pedido de verificação inicial foi feito por líderes do PT, MDB, Solidariedade e PSDB. A manobra foi criticada por Bolsonaro, que atacou o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que presidiu a sessão. A base do governo no Congresso, porém, participou da articulação e não apoiou o destaque do Novo.

Orçamento secreto

No mesmo projeto que aprovou o aumento do fundo eleitoral, o Congresso incluiu a previsão de indicação das emendas de relator e de comissões no Orçamento de 2022. Na prática, essas duas categorias aumentam os recursos federais com a digital dos parlamentares. A Constituição e o projeto encaminhado originalmente pelo governo preveem o pagamento apenas das emendas individuais, aquelas indicadas por cada deputado e senador, e das bancadas estaduais, colocadas pelo conjunto de parlamentares de cada Estado.

Conforme o Estadão revelou, as emendas de relator foram usadas pelo governo Bolsonaro para comprar apoio político no Congresso ao direcionar a verba para redutos eleitorais de deputados e senadores aliados, incluindo a compra de equipamentos com preço acima do estipulado pelo próprio Executivo.

As indicações do relator turbinaram as emendas parlamentares nos dois últimos anos. Em 2020, as verbas somaram R$ 20 bilhões. Para 2021, está previsto um total de R$ 16,9 bilhões. A LDO aprovada pelo Congresso permite a mesma estratégia no Orçamento de 2022, ano eleitoral. Além disso, obriga o governo federal a empenhar todas as emendas de relator em seis meses no ano que vem, obedecendo a indicação de beneficiários feitas pelo Congresso. Parlamentares esperam que Bolsonaro vete as emendas de relator na LDO, mas já se articulam para derrubar o veto na sequência.

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Cláudio Couto: Reformas numa hora destas?

2021-08-02 00:00:00
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Tipo Opinião

Como ocorre quase todo ano antes de eleições, novamente discutimos reformas políticas. A ideia de uma "reforma política" é frequentemente brandida como panaceia para os males da nossa democracia. Corrupção? Falta de representatividade? Governo ruim? Reforma política neles!

Antes de supor que "a" reforma (ou "alguma" reforma) seja solução dos problemas, cabe perguntar: quais problemas e quais reformas? Mesmo porque, "reforma" é termo que comporta inúmeras possibilidades. Pode-se derrubar paredes ou construir novas, expandindo ou dividindo os ambientes. É preciso saber qual necessidade para definir a reforma.

Em 2017 a chamada "minirreforma eleitoral", que de mini pouco teve, tentou corrigir com atraso dano que o STF infligiu ao sistema partidário, tornando-o o mais fragmentado da história das democracias.

Em 2006 a Suprema Corte derrubou a cláusula de barreira em eleições proporcionais, aprovada 11 anos antes, visando frear a multiplicação de legendas.

Sob a alegação de que prejudicava pequenos partidos (ora, se é para reduzir o número de partidos, são os pequenos que sucumbem), o STF derrubou a regra.

Agora, antes mesmo que a reforma de 2017, instituindo cláusula de desempenho (mais amena que de barreira) e proibindo coligações em eleições proporcionais (anabolizante para partidos nanicos), surge o presidente da Câmara, Arthur Lira, capitaneando duas propostas desastrosas.

Uma, o "distritão", que embora intuitivo na forma de eleger parlamentares, destrói o pouco que temos de identidades partidárias, encarece eleições e desperdiça votos, piorando a representação.

Outra, o semipresidencialismo, que apesar de méritos intrínsecos, surge como tramoia para impedir que, se eleito, um candidato presidencial indesejado por alguns (Lula? Bolsonaro?) tenha poderes para governar. Isso depois de dois plebiscitos que já rechaçaram avassaladoramente o parlamentarismo e suas variantes por aqui.

Sem menos partidos e partidos mais fortes, que a reforma de 2017 ajuda a gerar, o semipresidencialismo é temeridade. Gera presidente com voto, mas sem maioria Congressual, contraposto ao risco de inviabilizar maiorias parlamentares necessárias para escolher primeiros-ministros; sob medida para impasses.

Não bastassem os problemas que já temos, alguns trabalham para criar outros, ainda piores.

 

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Frases da semana

2021-08-01 00:30:00
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Tipo Notícia

 

"Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás"


“A saúde mental é mais importante... Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos

SIMONE BILES, estrela da ginástica olímpica, ganhadora de quatro medalhas de ouro, ao desistir de disputar finais em Tóquio

Adriano Imperador quando atuava pela Inter de Milão(Foto: AFP)
Foto: AFP Adriano Imperador quando atuava pela Inter de Milão

“... sei exatamente o que está passando e não deixe as pessoas te crucificarem... Passei por isso e até hoje sou questionado”

ADRIANO IMPERADOR, ex-jogador que abandonou o futebol precocemente por problemas emocionais

Rayssa Leal, a Fadinha, conquista medalha de prata na categoria skate street nas Olimpíadas de Tóquio (Foto: JEFF PACHOUD / AFP)
Foto: JEFF PACHOUD / AFP Rayssa Leal, a Fadinha, conquista medalha de prata na categoria skate street nas Olimpíadas de Tóquio

“Skate é, sim, pra todo mundo. Qualquer outro esporte. A gente tá podendo provar que felizmente não é só pra meninos”

RAYSSA LEAL, 13, medalhista de prata no skate em Tóquio

Ítalo Ferreira é ouro em Tóquio e 1º campeão olímpico no surfe(Foto: )
Foto: Ítalo Ferreira é ouro em Tóquio e 1º campeão olímpico no surfe

“Eu queria que a minha avó estivesse viva para ver isso, ver o que e tornei, o que fiz pelos meus pais”

ÍTALO FERREIRA, medalha de ouro no surfe na Olimpíada de Tóquio

Rebeca Andrade conquistou a medalha de prata na ginástica artística(Foto: Lionel BONAVENTURE/AFP)
Foto: Lionel BONAVENTURE/AFP Rebeca Andrade conquistou a medalha de prata na ginástica artística

“Mesmo sem a medalha, teria feito história pelo meu processo de chegar até aqui. Não desistam, acreditem no sonho de vocês”

REBECA ANDRADE, medalha de prata em Tóquio, ao falar da sua trajetória

“Estou feliz demais. Passei por tanta coisa e coloquei essa Olimpíada como objetivo, mas o meu objetivo aqui era fazer o meu melhor, brilhar da melhor maneira possível, e acho que brilhei. Consegui nossa primeira medalha”

REBECA ANDRADE, em entrevista coletiva, após ficar com a medalha de prata no individual geral da ginástica artística, a primeira

 

“A primeira medalha na ginástica feminina é de uma negra, de origem humilde. Tem uma representatividade muito grande”

DAIANE DOS SANTOS, campeão mundial de ginástica artística

 

“Queremos ter certeza que todas se sintam confortáveis e mostramos a todas elas que podem usar o que quiserem e ter uma aparência incrível”

SARA VOSS, 21, da equipe alemã de ginástica feminina. Ela e as companheiras Pauline Schaefer-Betz, Elizabeth Seitz e Kim Bui usaram collants longos, cobrindo o corpo inteiro, nas classificatórias das Olimpíadas de Tóquio, em protesto contra a sexualização do corpo feminino no esporte

Cantora Pink anunciou apoio à equipe e criticou as regras sexistas da Federação Europeia de Handebol (IHF)(Foto: divulgação)
Foto: divulgação Cantora Pink anunciou apoio à equipe e criticou as regras sexistas da Federação Europeia de Handebol (IHF)

“É a Federação Europeia de Handebol que deveria ser multada por sexismo. Muito bem, senhoras, ficarei feliz em pagar a multa por vocês. Continuem assim”

PINK, cantora norte-americana, ao se oferecer para pagar a multa de R$ 9,2 mil imposta como punição à seleção feminina de handebol de praia da Noruega, por quebra o regulamento que obriga as atletas a usarem biquini. A equipe decidiu usar shorts no Campeonato Europeu de Handebol de Praia

 

“É chocante termos que pagar para não jogar de biquíni”

TONJE LERSTAD, 24, goleira da seleção norueguesa de handebol de praia, em entrevista à BBC. Ele disse que a atitude de Pink as surpreendeu e as impactou. “É uma mensagem muito importante e agradecemos”

 

“Eu tô usando máscara desde o começo da pandemia... Não custa, não atrapalha em nada. Foi uma coisa que me adaptei”

LUCÃO, jogador de vôlei, sobre usar máscara durantes as partidas

Marta tenta jogada contra a marcação da defesa do Canadá(Foto: Philip FONG / AFP)
Foto: Philip FONG / AFP Marta tenta jogada contra a marcação da defesa do Canadá

“O peso de quem não trouxe medalha não é das jogadoras. É de quem não investe no futebol feminino brasileiro”

MARTA, jogadora da seleção brasileira de futebol, após a derrota para o Canadá e a eliminação das olimpíadas

 

“Precisamos usar o espírito de unidade da Olimpíada para acabar com a pandemia”

TEDROS GHEBREYESUS, diretor-geral da OMS, justificando o apoio aos Jogos Olímpicos, ante às críticas e ao aumento inédito de casos da Covid-19 registrado no Japão nos últimos dias. Disse que as olimpíadas revelam ‘a determinação do mundo em lutar contra o vírus que sequestrou o planeta’

 

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“Os que me acusam de não apresentar provas eu devolvo a acusação, apresente prova de que não é fraudável”

JAIR BOLSONARO (Sem partido), presidente da República, em coletiva sem direito a perguntas dos jornalistas, na qual prometeu apresentar prova de fraude nas eleições de 2018 e disse não ter “como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas”. Atacou o ministro Luís Roberto Barroso e voltou a defender o voto impresso

 

“’Se eu perder, houve fraude’ é um discurso de quem não aceita a democracia, porque a alternância no poder é um pressuposto dos regimes democráticos”

LUÍS ROBERTO BARROSO, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

 

“Prova mesmo é que temos um presidente dado a paranoias e teorias da conspiração”

BRUNO ARAÚJO, presidente do PSDB

 

“Vamos deixar Bolsonaro atacar as eleições como se não fosse nada demais?”

KIM KATAGUIRI (DEM-SP), deputado federal, repercutindo a fala de Bolsonaro e a falta de prova sobre fraude nas eleições

 

“Absolutamente criminosa a live do Bolsonaro. Num país sério sairia preso... Povo brasileiro ainda tem muito por fazer para se livrar desse mal”

IVAN VALENTE (PSOL-SP), deputado federal, sobre a fala de Bolsonaro

 

“Bolsonaro tem que parar de se comportar como um irresponsável”

RANDOLFE RODRIGUES (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, após a transmissão ao vivo do presidente Bolsonaro para fazer ilações sobre o sistema eleitoral e criticar o STF

 

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“Se eu estivesse coordenando a pandemia, não teria morrido tanta gente”

JAIR BOLSONARO (Sem partido), presidente da República, defendendo o tratamento precoce e reforçando que teve os poderes tolhidos na tomada de ações para combater a pandemia da covid-19

 

“O STF não proibiu o Governo Federal de agir na pandemia! Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!”

PUBLICAÇÃO no Supremo Tribunal Federal (STF) em seu perfil oficial no Twitter para rebater o presidente Jair Bolsonaro

 

“Bolsonaro teve TODOS OS PODERES para coordenar a pandemia... Não fez, deu maus exemplos e adiou o quanto pode a compra de vacinas, porque tinha motivações obscuras. Não minta, presidente. Ninguém te proibiu de nada”

LUIZ HENRIQUE MANDETTA (DEM), ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro


“É bastante esquisita a história dela”

JAIR BOLSONARO (sem partido), presidente da República, sobre as agressões físicas que a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) sofreu

 

“Eu não posso receber essa deputada? Foi eleita democraticamente na Alemanha. Se eu for ver a ficha de cada um para ser atendido, vai demorar horas para atender”

JAIR BOLSONARO (Sem partido), presidente da República, ao justificar seu encontro com Beatrix von Storch, deputada do partido Alternativa para a Alemanha, investigada por propagar ideias neonazistas

 

 

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“Como não podem dizer que sou corrupto ou incompetente, alguns dizem que eu sou destemperado”

CIRO GOMES (PDT-CE), presidenciável, em campanha nas suas redes sociais

Maria Bethânia(Foto: Jorge Bispo/Divulgação )
Foto: Jorge Bispo/Divulgação Maria Bethânia

"O que me move como artista é a mesma raiz, a mesma criança dentro. Vontade, desejo, insegurança, amor, tesão, paixão, pânico, tudo misturado. Não mudou absolutamente nada. Apenas a vida que traz suas glórias, alegrias, surpresas extraordinárias. E suas grandes dores" MARIA BETHÂNIA, cantora, em entrevista à Folha de S. Paulo

 

 

“O pessoal não vai morrer por causa disso”

MARCOS PONTES, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações sobre o apagão no sistema Lattes do CNPq. Ele disse que há backup

 

 

"O estado que recebemos a cinemateca é uma das heranças malditas do governo apocalíptico do petismo"

MÁRIO FRIAS, secretário especial de Cultura, culpando o PT pelo incêndio no galpão da Cinemateca, em São Paulo, na última quinta-feira, 29

Fernanda Montenegro(Foto: divulgação)
Foto: divulgação Fernanda Montenegro

"O incêndio da Cinemateca nossa, em São Paulo, foi uma tragédia anunciada. Toda a nossa cultura das artes sofre um cala boca. Mas vamos renascer, tenho certeza. Das cinzas vamos renascer. É sagrado o eterno retorno. Da cultura das artes, então! O País não existe sem cultura" FERNANDA MONTENEGRO, atriz, sobre o incêndio da Cinemateca em São Paulo

 


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Bolsonaro e a irracionalidade como método

2021-08-01 00:30:00
Autor Carlos Mazza
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Tipo Opinião

Acuado entre pesquisas cada vez mais negativas para o governo e o avanço de escândalos de corrupção, Jair Bolsonaro tem apelado cada vez mais para o irracional. Sem provas, acusa todo o sistema eleitoral brasileiro - aquele mesmo que elegeu ele, os filhos e vários de seus ministros por décadas - de ser imprestável. Para sustentar "denúncia" tão grave, não se dá nem muito trabalho e apresenta, como fez na última semana, meia dúzia de vídeos catados no YouTube - quase todos já desmentidos há vários anos pela Justiça.

Acuado entre as mesmas pesquisas e avanço dos mesmos escândalos, Jair Bolsonaro tem apelado cada vez mais para o racional. Nos últimos meses, se agarrou como nunca no chamado "centrão" - aquele mesmo que ele próprio chamava de "a alta nata de tudo o que não presta no Brasil" até dia desses. Distribuição de cargos e emendas parlamentares, orçamento secreto e, na última semana, indicação do senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do centrão e alvo de inquéritos da Lava Jato, para a Casa Civil. A ideia é clara, garantir base para o governo e, quem sabe, aprovar PEC para o retorno do voto impresso.

No fim das contas, a impressão é que Bolsonaro só parece - ou quer parecer - irracional. Na prática, o presidente avança a cada dia na intenção de colocar em xeque as eleições brasileiras. Ciente de que tem poucas chances de vencer uma disputa hoje, tenta como pode derrubar o sistema como um todo. E o pior: Tem conseguido. Em pesquisas recentes, cresce a cada dia o índice de desconfiança nas urnas eletrônicas. Onde isso vai parar, só o tempo dirá.

 

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