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Barroso: Há coisas erradas acontecendo no País e todos precisamos estar atentos

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, refutou declarações e ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Judiciário. Na mesma linha do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, Barroso disse que ameaça à realização das eleições é conduta antidemocrática e que há "coisas erradas acontecendo no País" às quais todos precisam estar atentos.
Durante discurso de abertura dos trabalhos do TSE para o segundo semestre, Barroso, apesar de não mencionar o nome de Bolsonaro em nenhum momento, disse que trata com a indiferença possível os ataques pessoais. Na manhã desta segunda-feira, 2, Bolsonaro voltou a criticar o magistrado a apoiadores, disse que ele é defensor das drogas, do aborto e que gostaria de facilitar a manipulação das eleições.
"As referências pessoais a mim tratei com a indiferença possível. Eu escolhi para a minha vida ser um agente do processo civilizatório e empurrar a história na direção certa. Se eu parar para bater boca, eu me igualo a tudo que quero transformar. Vivo para o bem e para fazer um País melhor e maior. Ódio, mentira, agressividade, grosseria, ameaças, insultos são derrotas do espírito. O universo me deu a bênção de não cultivar estes sentimentos e atitudes", disse Barroso. "Obsessão por mim não faz qualquer sentido e, sobretudo, não é correspondida", completou.
Segundo Barroso, o País superou "ciclos de atraso institucional" apesar de "retardatários" que gostariam de voltar ao passado. "Uma das manifestações do autoritarismo no mundo contemporâneo é precisamente o ataque às instituições, inclusive às instituições eleitorais que garantem processo legítimo de condução aos mais elevados cargos da República", disse o magistrado.
O ministro também afirmou que outras democracias do mundo se encontram sob pressão e criticou os líderes populares que, eleitos pelo voto popular, desconstroem pilares da democracia. Segundo Barroso, o projeto democrático é o da soberania popular e eleições livres.
No início da sessão, Barroso prestou solidariedade às vítimas da covid-19 no País. De acordo com o Consórcio de Imprensa, o Brasil registra até esta segunda-feira 557.359 mortes em decorrência da doença.
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Bolsonaro lança programa que levará água potável a escolas do Nordeste

Política
20:08 | Ago. 02, 2021
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O governo federal lançou nesta segunda-feira (2) o Programa Água nas Escolas, que prevê, na primeira etapa, a construção de 2 mil cisternas em estabelecimentos de educação nas zonas rurais e de periferia. A expectativa é atender mais de 100 mil alunos em cerca de 350 cidades da Região Nordeste.

O programa terá investimento de R$ 60 milhões e será realizado em parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e a Fundação Banco do Brasil.

O acordo de cooperação técnica foi assinado em cerimônia no Ministério da Cidadania. Na cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro ressaltou a importância do programa para a população da região que será beneficiada.

“Nós, aqui, às vezes não damos muito valor à água, temos em abundância. Lá, quando você vê um velho nordestino, uma senhora de idade, com pele enrugada, entrando debaixo de uma bica d’água, não tem preço a alegria daquela pessoa, parece que ganhou na Mega-Sena”, disse o presidente, ao ressaltar a importância da água para a população no Nordeste do país.

Segundo o ministro da Cidadania, João Roma, o Censo Escolar revelou que há 3 mil escolas onde falta água na Região Nordeste.

“São alunos, professores e funcionários sem acesso à rede pública de abastecimento, a poço artesiano ou a cisterna. Por meio de tecnologia e sistema de abastecimento, o Programa Água nas Escolas vai mudar essa situação e garantir a oferta de água potável”, disse o ministro.

João Roma acrescentou que, com melhores condições de infraestrutura, haverá ganhos na qualidade de ensino, no rendimento dos alunos e no dia a dia das famílias.

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Bolsonaro se opõe a imposto sobre grandes fortunas e tabelamento de preços

ECONOMIA
17:54 | Ago. 02, 2021
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) descartou, nesta segunda-feira, 2, a possibilidade de instituir imposto sobre grandes fortunas, tabelamento de preços ou aumento de carga tributária no Brasil.
"Alguns querem que eu taxe grandes fortunas no Brasil. É um crime agora ser rico no Brasil. Alguns querem que se aumente a carga tributária, que se tabele preços. Nós somos aquilo que nós produzimos", disse em discurso na cerimônia do lançamento do programa Água nas Escolas.
Apesar das afirmações contra o aumento de impostos, a proposta de reforma tributária apresentada pelo Planalto prevê cobrança de 20% sobre lucros e dividendos, o que incidiria sobre os ganhos de empresários e acionistas do País.
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'Harmonia e independência dos Poderes não implicam impunidade', diz Fux

POLÍTICA
16:22 | Ago. 02, 2021
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No discurso de reabertura das atividades do Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, reagiu aos ataques dos últimos dias desferidos pelo presidente Jair Bolsonaro e, em tom contundente, disse que "os juízes precisam vislumbrar o momento adequado para erguer a voz diante de eventuais ameaças". Fux não citou o nome de Bolsonaro, mas o recado foi claro quando ele cobrou respeito às instituições e afirmou que a manutenção da democracia exige permanente vigilância.
"Harmonia e independência entre os Poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições", afirmou Fux nesta segunda-feira, 2. A intervenção de Fux ocorre num momento de crise institucional entre os Poderes, na esteira de acusações de Bolsonaro contra a urna eletrônica e ameaças golpistas de que não haverá eleições se não houver voto impresso.
O presidente do STF vinha sendo cobrado a se posicionar diante das ameaças golpistas de autoridades do governo federal. Como antecipou o Estadão, Fux se dedicou nos últimos dias a redigir o discurso lido na tarde de hoje. Em resposta, o ministro sinalizou que punições aos excessos não estão fora do escopo da Corte: "Nós, do Supremo Tribunal Federal, ainda quando nossas atuações tenham que ser severas, jamais abdicaremos os nossos deveres e responsabilidades".
"Os Poderes em geral atuam independentes e harmônicos, sem que haja superpoderes entre aqueles instituídos pela ordem constitucional", afirmou. "Permanecemos atentos aos ataques de inverdades à honra dos cidadãos que se dedicam à causa pública. Atitudes desse jaez deslegitimam veladamente as instituições do País; ferem não apenas biografias individuais, mas corroem sorrateiramente os valores democráticos consolidados ao longo de séculos pelo suor e pelo sangue dos brasileiros que viveram em prol da construção da democracia de nosso país".
Sem citar nominalmente o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, a mensagem de Fux foi entregue de forma clara aos destinatários, que também inclui os comandantes das Forças Armadas. Como revelou o Estadão, o general que chefia a pasta da Defesa mandou um interlocutor avisar aos Poderes que os militares não estariam dispostos a permitir a realização de eleições em 2022 se não fosse aprovado o voto impresso. O recado chegou ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que cobrou de Bolsonaro respeito à democracia. O parlamentar alagoano ainda teria dito que não está disposto a pactuar com rupturas institucionais.
Em discurso afinado com o do presidente da Câmara, Fux afirmou que a manutenção da democracia exige vigilância permanente e pressupostos indissociáveis à estabilidade das instituições. "Numa sociedade democrática, momentos de crise nos convidam a fortalecer - e não deslegitimar - a confiança da sociedade nas instituições. Afinal, no contexto atual, após trinta anos de consolidação democrática, o povo brasileiro jamais aceitaria que qualquer crise, por mais severa, fosse solucionada mediante mecanismos fora dos limites da Constituição", afirmou.
Na quinta-feira, 30, porém, o presidente Jair Bolsonaro voltou a subir o tom contra as instituições e a ameaçar a estabilidade democrática. O político realizou uma transmissão ao vivo que prometia ser o desfecho do tumulto histórico de ilações de fraude eleitoral. Bolsonaro, porém, entregou aos espectadores duas horas de notícias falsas, vídeos datados e fora de contextos e análises enviesadas sobre o processo de auditagem das urnas.
"É de sabença que o relacionamento entre os Poderes pressupõe atuação dentro dos limites constitucionais, com freios e contrapesos recíprocos, porém com atuação harmônica e alinhamento entre si em prol da materialização dos valores constitucionais", afirmou. "O regime democrático necessita ser reiteradamente cultivado e reforçado, com civilidade, respeito às instituições e àqueles que se dedicam à causa pública. Ausentes essas deferências constitucionais, as democracias tendem a ruir".
Ao fim do discurso, entretanto, Fux voltou a cobrar a temperança e o respeitos às instituições. Segundo o magistrado, a Corte trabalha para que onde haja hostilidade, no lugar, tenha respeito, e reforçou "nunca é tarde para o diálogo e para a razão". "O Supremo Tribunal Federal, seja nos momentos de calmaria, seja nos momentos de turbulência tem cumprido seu papel de salvaguardar a Constituição, atuando em prol da estabilidade institucional da nação da harmonia entre Poderes e proteção da democracia, sempre pelo povo e para o povo brasileiro", disse.
Fux ainda destacou que "o tempo da Justiça não é o tempo da política" e que a sociedade não espera do magistrado o comportamento de atores políticos. Ele também destacou que "o brasileiro de hoje não quer polarização exagerada, quer emprego e vacina".
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"Esquerda e direita têm medo de mim", diz Ciro Gomes

Eleições 2022
14:45 | Ago. 02, 2021
Autor Vítor Magalhães
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O ex-ministro e provável presidenciável Ciro Gomes (PDT) divulgou vídeo nesta segunda-feira, 2, nas redes sociais, onde reforçou seu distanciamento da esquerda e da direita no País. Criticando ambos os espectros políticos que, segundo ele, tentam impedi-lo de se tornar presidente, Ciro alegou que ambos “têm medo” do seu projeto político.

“Há muito tempo tentam impedir que eu chegue à presidência. Me colocam todo tipo de armadilha e eu mesmo caminhei ingenuamente para alguma delas. Por que fazem isso?”, questiona, já respondendo na sequência: “Porque tanto a extrema direita quanto a extrema esquerda temem meu projeto. Esquerda e direita têm medo de mim”.

Na peça, Gomes diz ainda que os grupos não conseguem acusá-lo de três coisas: ser “corrupto”, “incompetente” e de “não ter propostas” de governo. “A esquerda e a direita sabem que, se eleito, minha forma de governar vai mudar a régua estreita que mede as velhas ideologias”.

A ênfase no distanciamento de ambos os lados reforça tentativa do pedetista de se firmar como nome da chamada terceira via eleitoral para 2022. Concorrendo a esse posto estão ainda nomes do PSDB, como os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS).

Ciro Gomes vem postando ao longo deste ano diversas peças com críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois melhores colocados, até então, nas pesquisas eleitorais sobre a eleição presidencial do ano que vem.

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A dupla ameaça de Mourão e Bolsonaro é jogo para a plateia

11:55 | Ago. 02, 2021
Autor O Povo
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O presidente Jair Bolsonaro, naquele seu linguajar tosco, deixa no ar a possibilidade de não candidatar-se à reeleição em 2022 (o que faria com que a sua única promessa de campanha fosse cumprida). O general Hamilton Mourão, no seu jeito educado, ao modo media training, lança o balão de ensaio de que pode renunciar à vice-presidência.

Partido Militar
Ambos falam para a plateia. Bolsonaro para a sua horda de fanáticos, pronta a obedecer o "duce", esperando apenas a ordem para entrar em ação, qualquer que seja ela.

Mourão fala para o “Partido Militar” que, segundo o coronel Marcelo Pimentel, não quer largar o osso, com ou sem Bolsonaro. Para os generais, segundo o coronel, o presidente seria uma “peça descartável”, pois o objetivo principal dos fardados é a manutenção do poder. Para Pimental, o partido militar nunca deixou de existir, apenas esteve "adormecido" depois da Constituição de 1988, tendo voltado ao poder usando Bolsonaro como instrumento.

Renúncia
A meu ver, existe sim a possibilidade de Mourão renunciar, ou chutar o pau da barraca, passando a fazer oposição aberta a Bolsonaro. Mas não seria agora. Ele pretende esperar o desenrolar dos acontecimentos para ver até onde vai a queda de Bolsonaro para tomar sua decisão.

“Terceura via”
Mourão pode até ser candidato (a presidente ou a vice) na chamada "terceira via", que tem o apelido de "centro", mas é a velha direita brasileira. E esta, do mesmo modo que não se peja em apoiar um candidato de extrema direita, não contará pipoca para aninhar em seus braços o Partido Militar. Ou seja, seria a solução militar sem Bolsonaro.

Abandonado
Assim, abandonado, com uma “terceira via” competitiva e mais um candidato forte (Lula), haveria o risco de Bolsonaro ficar fora do segundo turno. Em assim sendo, ele anunciaria em uma “motociata” que não participaria da eleição, chamando a horda que o segue para criar um “problema pior” do que aconteceu nos Estados Unidos, segundo sua própria declaração.

A desculpa, claro, seria a ausência do "voto impresso e auditável", a realidade é que nessa situação, sem a possibilidade de vencer a eleição, só restaria a Bolsonaro apelar para o aprofundamento do caos. Isso explica seus discursos cada vez mais estrambóticos, ainda que desagrade o seu mais novo amigo de infância, o Centrão.

*
PS. Quem quiser saber mais sobre o coronel da reserva Marcelo Pimentel, crítico severo do governo e da atuação das Forças Armadas na política, pode pesquisar no Youtube. Em vários vídeos, ele expõe o que pensa sobre o assunto.

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