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"Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!", diz STF ao rebater fake news de Bolsonaro

No último sábado, 24, o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que foi impedido pela Corte de agir na pandemia

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quarta-feira, 28, nas suas redes sociais um vídeo em que tenta mais uma vez desmentiu uma fake news divulgadas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores de que a Corte teria proibido o governo federal de combater a pandemia.

No vídeo, o Supremo explica a decisão tomada pela corte na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6341, que reconheceu a competência concorrente de estados, Distrito Federal, municípios e União na luta contra a pandemia da Covid-19. "O STF não proibiu o governo federal de agir na pandemia! Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!", diz o curto texto que acompanha o vídeo, que tem 29 segundos de duração", diz o material.

No último sábado, 24, Bolsonaro voltou a dizer, durante uma transmissão em uma rede social do deputado federal Eduardo Bolsonaro, seu filho, que foi impedido de agir na pandemia. "Se eu tivesse coordenando a pandemia, não teria morrido tanta gente", afirmou o presidente.

No início do ano, por meio de sua Secretaria de Comunicação Social (Secom), o STF já havia desmentido o discurso presidencial. Na ocasião, a Corte ressaltou o fato de que desde o início da crise da Covid-19 está claro que todos os entes da federação têm a responsabilidade de agir contra a doença, incluindo a União.

"Na verdade, o Plenário decidiu, no início da pandemia, em 2020, que União, estados, Distrito Federal e municípios têm competência concorrente na área da saúde pública para realizar ações de mitigação dos impactos do novo coronavírus. Ou seja, conforme as decisões, é responsabilidade de todos os entes da federação adotarem medidas em benefício da população brasileira no que se refere à pandemia", diz a nota.

Confira o vídeo:

O STF criou em seu portal uma seção chamada #VerdadesdoSTF, com checagens de notícias falsas divulgadas sobre a corte. O objetivo é alertar sobre a importância da verificação de informações suspeitas. Com informações da assessoria de imprensa do STF.

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Em relatório anual ao Congresso, Fed destaca riscos econômicos relativos à covid

INTERNACIONAL
2021-07-29 14:43:34 Autor Agência Estado Tipo Notícia
O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) divulgou, nesta quinta-feira, 29, relatório anual endereçado ao Congresso dos Estados Unidos referente a 2020. No documento, cujos dados mais atualizados são de fevereiro deste ano, a autoridade monetária avalia que a pandemia de coronavírus segue pesando sobre a maior economia do planeta.
"Embora estímulos fiscais e monetários sem precedentes e um relaxamento de rigorosas restrições de distanciamento social apoiaram uma recuperação rápida do mercado de trabalho dos EUA no verão passado no Hemisfério Norte, o ritmo de ganhos desacelerou e o emprego continua bem abaixo dos níveis pré-pandemia", destaca.
O Fed lembra ainda que, após o primeiro choque da covid-19, os preços de ativos financeiros despencaram, mas se recuperaram logo em seguida. "Em particular, os preços de ações, títulos corporativos e mercados imobiliários residenciais retornou ou ultrapassou os níveis pré-pandêmia, impulsionados em parte por notícias positivas relacionadas à vacina, estímulo fiscal adicional e dados econômicos melhores do que o esperado", pontua.
A instituição acrescenta que as vulnerabilidades relativas ao endividamento de famílias e empresas cresceram em 2020. Também ressalta que o sistema bancário se mostrou resiliente durante o ano passado, ajudado pelas reformas implementadas no período subsequente à crise financeira de 2008.
"Quando a pandemia intensificou-se em março, grandes colchões de capital permitiram que os bancos atendessem ao aumento substancial da demanda de empréstimos das empresas ao fornecer alívio de pagamento e outros tipos de tolerância para as famílias", explica.
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Tóquio: top 10, Sátila tem melhor resultado do país na canoagem slalom

Esportes
2021-07-29 14:43:18 Autor Agência Brasil Tipo Notícia

O Brasil começou bem a madrugada desta quinta-feira (29) com a atleta Ana Sátila chegando pela primeira vez na história à uma final olímpica da canoagem slalom. A medalha na prova da canoa (C1) nos Jogos de Tóquio (Japão) não veio: a mineira terminou na 10ª posição (tempo de 164s71), após ser punida por não ter cruzado uma das 25 balizas do circuito. O ouro ficou com a australiana Jessica Fox (105s04), a prata com a britânica Mallory Franklin (108s68) e o bronze com a alemã Andrea Herzog (111s13). 

Tóquio bate novo recorde de casos diários de covid em meio às Olimpíadas

INTERNACIONAL
2021-07-29 14:38:04 Autor Agência Estado Tipo Notícia
Em meio às Olimpíadas, a capital do Japão e sede dos Jogos, Tóquio, registrou pelo terceiro dia consecutivo um novo recorde de casos de covid-19 em um só dia desde o início da pandemia. Nesta quinta-feira, 29, foram 3.865 pessoas infectadas com o novo coronavírus em últimas 24 horas. Na quarta-feira, 28, foram 3.177 pessoas diagnosticadas com a doença.
"Nunca experimentamos um aumento nas infecções dessa magnitude", disse o chefe de gabinete do governo, Katsunobu Kato, conforme noticiou a Associated Press. Novos casos não dispararam apenas em Tóquio, mas em todo o país, observou ele.
O Japão manteve seus números de casos e mortes abaixo de muitos outros países, mas sua média de sete dias está subindo e é de 28 por 100 mil pessoas em todo o país e 88/100 mil em Tóquio, de acordo com o Ministério da Saúde.
Diante do aumento de casos no mundo, impulsionados pela disseminação da variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, a China montou estações para aumentar os testes de trabalhadores em portos chineses, depois de uma onda de casos. As 171 novas infecções da variante são modestas em comparação com a Índia e alguns outros países, mas as contaminações rastreadas até o Aeroporto Internacional de Nanjing se espalharam para pelo menos dez cidades.
Segundo a Associated Press, os primeiros casos ocorreram entre funcionários e pessoas que passaram pelo aeroporto de Nanjing, que atende 30 milhões de passageiros por ano. Autoridades citadas pela mídia chinesa dizem que os funcionários do aeroporto podem ter sido infectados pelo manuseio impróprio do lixo, mas não disseram como o vírus pode ter chegado lá.
No combate ao vírus, o executivo da AstraZeneca, Ruud Dobber, afirmou, à Reuters, que a empresa farmacêutica está explorando novas opções para o futuro de sua vacina contra a covid-19. Segundo o executivo, a companhia terá melhor previsão sobre as mudanças no final de 2021.
Enquanto isso, a fábrica da Emergent BioSolutions recebeu aval do departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) para retomar a produção da vacina da Janssen. "Estamos orgulhosos de retomar a produção de lotes de vacinas covid-19", disse Robert Kramer, presidente-executivo da Emergent, em comunicado.
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Justiça manda prender líder dos Entregadores Antifascistas por incendiar estátua de Borba Gato

POLÊMICA
2021-07-29 14:32:00 Autor Vítor Magalhães Tipo Noticia

O líder do movimento Entregadores Antifascistas, Paulo Roberto da Silva Lima, o Galo, foi preso na última quarta-feira, 28, suspeito de ter participado do incêndio à estátua do bandeirante Borba Gato, na cidade de São Paulo, em ação realizada no último sábado, 24. O homem apresentou-se voluntariamente à polícia para prestar depoimento e acabou tendo a prisão temporária decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Galo, que se autodenomina como entregador antifascista, ganhou visibilidade no ano passado ao expor a realidade de trabalho dos entregadores de aplicativos durante a pandemia de Covid-19. Sobre o incêndio do monumento, ele disse que o objetivo era “abrir um debate” sobre a estátua de um "genocida e abusador de mulheres".

"O ato foi para abrir um debate. Em nenhum momento foi feito para machucar alguém ou querer causar pânico. Que as pessoas agora decidam se querem ter uma estátua de 13 metros de altura que homenageia um genocida e um abusador de mulheres", afirmou.

Borba Gato é questionado pelo histórico de violência dos bandeirantes, de escravização e perseguição a indígenas e perseguição de africanos e descendentes que fugiam do cativeiro.

Grupos de ativistas defendem a remoção da estátua que, segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), terá sua restauração custeada por um empresário, cuja identidade não foi divulgada.

A prisão de Galo foi decretada pela juíza Gabriela Marques da Silva Bertoli, do TJ-SP, que também determinou a prisão de Géssica Barbosa, esposa do entregador. O advogado do entregador, Jacob Filho, se disse surpreso com a prisão da esposa de Galo. "O telefone utilizado pelo Paulo está em nome da esposa. Ela não tem ligação nenhuma”, disse.

A juíza autorizou ainda busca e apreensão na residência do casal e a quebra do sigilo telemático de ambos. Galo havia comparecido ao 11º DP (Santo Amaro) para prestar depoimento e já no local ficou sabendo que seria detido. Já Géssica alega não ter participado da ação, e diz que compareceu ao DP porque um número de telefone que está em seu nome foi utilizado para contratar frete para o grupo que participou do ato.

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Ministério decide cancelar contrato para aquisição da vacina Covaxin

Saúde
2021-07-29 14:28:34 Autor Agência Brasil Tipo Notícia

O contrato do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech, será cancelado. A informação é dos ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e Marcelo Queiroga (Saúde) que concederam entrevista coletiva, nesta quinta-feira (29), no Palácio do Planalto, em Brasília.

A medida foi tomada depois que uma auditoria da CGU para analisar questões relativas à legalidade do processo de contratação e importação da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde demonstrou irregularidades em documentos apresentados pela Precisa Medicamentos. A empresa era representante do laboratório indiano no Brasil, na negociação com o ministério. De acordo com Wagner Rosário, foram detectadas suspeitas de fraudes em dois documentos.

Um deles, entregue pela Precisa à pasta, era supostamente uma procuração da Bharat Biotech autorizando a representante a concluir a negociação e venda do imunizante ao governo federal. Essa suposta adulteração seguirá para investigação da Polícia Federal.

"A posição do Ministério da Saúde acerca dos fatos apurados pela CGU será de cancelamento do contrato. Todavia, em face da própria lei das licitações, temos que notificar a empresa contratada para que ela apresente defesa nos autos, mas o objeto que era a contratação de vacinas foi perdido", disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Durante apresentação do relatório da CGU, os ministros ressaltaram que foi empenhado R$ 1,6 bilhão, mas nenhum centavo chegou a ser gasto na compra da vacina. O valor, segundo Wagner Rosário, obrigatoriamente deve ser realocado para a compra de outro imunizante.

A CGU também negou irregularidades nas invoices - espécie de fatura de compras internacionais - que previam pagamento adiantado referente 4 milhões de doses. De acordo com Rosário, os erros foram corrigidos e as invoices não chegaram a ser encaminhadas ao setor de pagamentos da Saúde.

Preço

A auditoria apontou ainda que não há relação com possíveis casos de corrupção ou desvio de dinheiro com a compra da Covaxin. Não houve, segundo a CGU, oferta de preço inferior a US$ 15, por vacina.

“A primeira e única proposta é de US$ 15. Não existe contrato de US$ 10, mas uma reunião que comenta que tem alvo de produção de vacina que fique em torno de US$ 10. Assistimos à reunião gravada e em nenhum momento há oferta de preço de US$ 10. Em outra reunião e, oficialmente, por documentos, o preço fechado apresentado sempre foi US$ 15. As contratações hoje a nível mundial são entre US$ 15 e US$ 18”, destacou Wagner Rosário.

A análise da CGU confirma a versão apresentada por Emanuela Medrades, da Precisa, em depoimento à CPI da Pandemia do Senado. A CGU também descartou que o valor acordado tenha sido 1.000% maior do que o anunciado inicialmente pela Bharat Biotech.

Doses

Sobre a quantidade de doses, a oferta inicial da empresa foi de 12 milhões, mas as negociações avançaram para 20 milhões. Em relação aos prazos, não houve, segundo a CGU, celeridade indevida no processo.

Histórico

Produzido pelo laboratório indiano Bharat Biotech, o imunizante foi oferecido ao governo federal pela Precisa Medicamentos, então representante da farmacêutica no Brasil. O contrato da Covaxin se tornou alvo da CPI da Pandemia no Senado e do Ministério Público Federal, depois que o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram “pressão atípica” dentro da pasta pela celeridade na compra da vacina.

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