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Política
NOTÍCIA

"Se urnas são confiáveis, dá um tapa na minha cara", desafia Bolsonaro

Sem apresentar provas até o momento, o presidente defende que a ausência da impressão do voto evidencia que as urnas são fraudáveis

Filipe Pereira
14:55 | 23/07/2021
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro fala durante uma entrevista coletiva no Hospital Vila Nova Star em São Paulo, Brasil, em 18 de julho de 2021. - Bolsonaro recebeu alta médica neste domingo, 18 de julho, após ser tratado por quatro dias por uma obstrução intestinal em um hospital em São Paulo. (Foto de Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP)
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro fala durante uma entrevista coletiva no Hospital Vila Nova Star em São Paulo, Brasil, em 18 de julho de 2021. - Bolsonaro recebeu alta médica neste domingo, 18 de julho, após ser tratado por quatro dias por uma obstrução intestinal em um hospital em São Paulo. (Foto de Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o sistema de urnas eletrônicas em live transmitida nesta quinta-feira, 22, ao dizer que vai "provar" que houve fraude na eleição de 2014, pleito vencido por Dilma Roussef (PT) ante Aécio Neves (PSDB). Na ocasião, o chefe do Executivo nacional propôs um desafio: "se urnas são confiáveis, dá um tapa na minha cara".

“Nós queremos é fazer com que o sistema eletrônico de votação seja confiável e ninguém tenha dúvidas do resultado final. Mas por que estão contra? Quem consegue entender? Por que o ministro [do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso] foi para dentro do Congresso Nacional se reunir com lideranças partidárias, dizendo que as urnas são plenamente confiáveis? Se são, dá um tapa na minha cara”, disse o presidente. 

Sem apresentar provas até o momento, Bolsonaro defende que a ausência da impressão do voto evidencia que as urnas são fraudáveis. As manifestações acontecem em meio a análise da PEC do voto impresso, por meio de uma comissão especial da Câmara dos Deputados. No entanto, a expectativa é que o texto não seja aprovado. Onze presidentes de partidos já se manifestaram contra a matéria.