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Política
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General Santos Cruz critica ameaças de golpe: "falta de responsabilidade"

Para o ex-ministro da Defesa e general da reserva é inadmissível que o Brasil precise discutir ameaças de golpe em meio à pandemia

16:10 | 23/07/2021
General Santos Cruz
 (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
General Santos Cruz (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

O ex-ministro da Defesa e general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz classificou como uma grande "falta de responsabilidade" levantar a possibilidade de golpe no Brasil. No seu entendimento, isso não deveria sequer estar sendo discutido.

"Não tem a mínima condição de ter golpe, nossa sociedade não vai aceitar nunca um absurdo desses. Você não pode considerar que o Brasil ainda se encontra na fase de ter que desviar sua atenção para ficar se preocupando com golpe", disse, em participação no UOL News nesta sexta-feira, 23.

Santos Cruz defende que o país não pode viver "na mediocridade de ameaças", incluindo ataques às eleições, ao sistema eleitoral, ou de insinuações do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), que já afirmou “que irá chamar o Exército”, em referência a um possível golpe militar.

"Esse monte de falta de responsabilidade só traz intranquilidade e não tem nenhuma base real", garantiu.

Sobre a participação de militares no Executivo, Santos Cruz afirmou não ver "problema nenhum", tendo em vista que isso sempre aconteceu. O general da reserva, no entanto, acredita que, atualmente, há uma quantidade excessiva.

“Você não pode colocar uma quantidade como está acontecendo, de maneira proposital, que você deforma a representação social nos escalões do governo. E além disso, a intenção de você transferir o prestígio das instituições militares para o governo, e um governo que não tem uma atuação admirável", ponderou.

O ex-ministro acredita que há um desgaste da imagem do Exército. Ele também criticou o que chamou de "exploração do posto de capitão" por Bolsonaro que, segundo ele, não tem "nenhuma característica militar". Além disso, ressaltou que não é a presença de militares que leva à preocupação de golpe e, sim, o discurso, postura e ameaças adotadas pelo Governo Federal.