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Renan Calheiros defende que Bolsonaro e mais 13 sejam investigados na CPI

Nesta sexta, o relator da CPI divulgou lista com 14 investigados pela comissão e avalia incluir o nome do presidente Jair Bolsonaro
19:37 | Jun. 19, 2021
Autor Maria Eduarda Pessoa
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Tipo Notícia

Durante coletiva de imprensa na sexta-feira, 18, o relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que avalia incluir o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como investigado da comissão, caso isso seja possível.

"Não podendo investigar, mas, aparecendo, como tem aparecido, fatos óbvios, a CPI vai ter que responsabilizar porque diante de provas não há como não responsabilizar. Seria um não cumprimento do nosso papel. Mas, se puder investigar, se a competência nos permitir, nós vamos investigar, sim", disse o senador.

Na oportunidade, o senador citou diretamente o caso do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, cuja participação nas oitivas classificou como "pífia e ridícula".

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"Tentou dizer na CPI que teria autonomia que faltou a (Nelson) Teich e (Luiz Henrique) Mandetta. Os fatos logo demonstraram o contrário. Ele defendeu vacinação e o presidente, no dia seguinte, disse que encomendaria decreto contra utilização das máscaras", provocou.

Lista de investigados

Na coletiva, Renan anunciou uma lista de 14 pessoas investigadas pela CPI, com maioria ligada ao governo. Entre estes estão os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), e o ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten.

"Com relação a essas pessoas, precisamos mudar o patamar da própria investigação, transformando-os em investigados. Isso é bom para a investigação e para a segurança jurídica do próprio investigado porque a partir da declaração dessa condição ele passa a ter acesso às informações, às provas e indícios juntados na investigação", declarou o emedebista.

Também estão na lista o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; Elcio Franco, ex-secretário do Ministério da Saúde; Mayra Pinheiro, secretária de gestão e trabalho do Ministério da Saúde; Arthur Weintraub, ex-assessor da Presidência; Carlos Wizard, empresário; Francieli Fantinato, coordenadora do Programa nacional de Imunização; Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde; Marcellus Campêlo, ex-secretário de Saúde do Amazonas; Nise Yamaguchi, médica; Paulo Zanoto, médico; e Luciano Dias Azevedo, médico anestesista.

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