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Bolsonaro, filho e ministro são multados por não usarem máscara em motociata

O uso de máscaras em locais públicos é obrigatório em São Paulo desde maio do ano passado, após decretos do governo estadual.

13:35 | 12/06/2021
Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes participam do evento em São Paulo. (Foto: Divulgação / Twitter / Eduardo Bolsonaro)
Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ministro da Infraestrutura Tarcisio Gomes participam do evento em São Paulo. (Foto: Divulgação / Twitter / Eduardo Bolsonaro)

O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB), multou o presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, pelo não uso de máscara durante motociata realizada na manhã deste sábado, 12, em São Paulo. O valor da multa é de R$ 552,71, para cada um dos autuados.

Segundo autoridades paulistas, os três receberam um auto de infração aponta para a "necessidade da manutenção das medidas preventivas já conhecidas e preconizadas pelas autoridades sanitárias internacionais, como uso de máscara e distanciamento social".

Doria, adversário político de Bolsonaro, já havia alertado esta semana que se o presidente não usasse o equipamento durante a motociata, seria multado por desrespeito às normas vigentes no estado. O uso de máscaras em locais públicos é obrigatório em São Paulo desde maio do ano passado, após decretos do governo estadual.

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O uso do equipamento segue sendo defendido por especialistas e autoridades sanitárias em todo o mundo como uma das medidas para evitar a disseminação da Covid-19. Em diversas ocasiões, Bolsonaro promoveu aglomerações sem utilizar máscara, como ontem no aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, onde esteve para cumprir agenda oficial.

Esta semana, Bolsonaro disse que pediria ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que desobrigasse o uso de máscara para aqueles que já foram infectados ou vacinados contra a doença. Após repercussão negativa, ele informou que a medida seria de responsabilidade do ministro e de governadores.