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Eduardo Bolsonaro diz que general Santos Cruz "mais parece um petista"

Carlos Santos Cruz teceu críticas a Pazuello por participar em ato político, sendo um general de divisão em exercício
21:51 | Mai. 24, 2021
Autor Lara Vieira
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Tipo Notícia

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou, em suas redes sociais, o ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, Carlos Santos Cruz. Segundo Eduardo, o general da reserva teria "características que mais parecem de um petista". A crítica se refere a reprovação de Santos Cruz à participação de Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em ato político no último domingo, 23.

"De soldado a general tem que ser as mesmas normas e valores. O presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso. Desrespeitam a instituição. Um mau exemplo, que não pode ser seguido. Péssimo para o Brasil", escreveu Santos Cruz sobre a participação de Pazuello na manifestação.

O ato promovido pelo presidente Jair Bolsonaro, na cidade do Rio de Janeiro, provocou aglomeração ao reunir milhares de motoqueiros bolsonaristas. Na ocasião, Bolsonaro e Pazuello fizeram discurso em cima de um carro de som e não utilizaram máscara de proteção. Por conta da aglomeração, o ato vai contra o atual decreto de distanciamento imposto no Estado.

Além disso, Santos Cruz fez menção a atual função de Pazuello como general de divisão. De acordo com o decreto nº 4.346/02, do Regulamento Disciplinar do Exército, a participação de militares na ativa em atos políticos é proibida e classificada como transgressão.

O “filho 03” de Bolsonaro usou sua conta no Twitter para responder às críticas. De acordo com Eduardo Bolsonaro, o general Carlos Santos Cruz, ao não concordar com o perigo das aglomerações, não estaria parecendo um militar.

No domingo, Jair Bolsonaro também criticou as medidas de contenção do vírus da Covid-19, impostas por governadores. "Desde o começo eu disse que tínhamos dois grandes problemas: o vírus e o desemprego. Muitos governadores e prefeitos simplesmente ignoraram a grande maioria do povo brasileiro, e sem qualquer comprovação científica, decretaram lockdown, confinamento e toque de recolher”, disse o presidente durante discurso.

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