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Decreto que cancela título de cidadão de Bolsonaro em Iguatu deve ser votado nesta terça

A expectativa é que a matéria seja lida nesta terça-feira, 11, e depois, caso tenha pedido de urgência aprovado, vá para plenário, onde precisa ter aprovação de dois terços dos vereadores.
14:29 | Mai. 11, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter de Política
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Tipo Notícia

A Câmara Municipal de Iguatu, no interior do Ceará, deve votar nesta terça-feira, 11, o decreto legislativo  que revoga o projeto 026/2021, que concede o título de cidadão iguatuense ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O texto, que já conta com a assinatura de cinco parlamentares, deve ser lido durante sessão remota, a partir das 17 horas. 

Segundo o vereador Bandeira Jr (PSD), autor da proposta, a expectativa é que, após leitura do texto, seja pedido regime de urgência para que o decreto seja analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e depois ser apreciado em plenário virtual, caso passe pela comissão. Para ser aprovado, a matéria precisa ter aprovação de dois terços dos vereadores, ou seja, 12 destes. 

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Na última terça-feira, 4, um decreto para conceder a Bolsonaro o título de cidadão de Iguatu, de autoria do vereador e vice-presidente da Casa, Rubenildo Cadeira (Republicanos), foi aprovado. A reportagem tentou contato com o vereador para falar sobre a tentativa de revogação do seu projeto, mas não obteve retorno. A presidente da Câmara de Iguatu, Eliane Braz (PSD), também foi contatada, mas não atendeu às ligações. 

Após repercussão negativa, cinco parlamentares desistiram do voto e assinam o decreto a fim de revogar a ação. São eles: Banderia Jr, Alysson Barreto (Republicanos), Dr Zilfran (Republicanos), Pedro Uchôa (PSB), Diego Felipe (Republicanos). Caso vá para plenário, o voto destes devem se somar a outros cinco que já foram contrários ao decreto inicial: Sávio Sobreira (PDT), João Torres (PP), Eudisvan (sem partido), Marciano Baião (Solidariedade) e Lindovan (PSB). 

Os vereadores desistentes negam alguma pressão partidária para mudança de posição. "Não teve nenhuma interferência partidária. O que nos move na questão da revogação é a manifestação popular. Infelizmente, eu votei, porém, mais pela questão de cordialidade, porque título de cidadão nunca tinha sido rejeitado. Eu não sou adepto à política de Bolsonaro, votei em Ciro Gomes. A população não aceitou, e como somos agentes públicos, vimos a repercussão e desistimos, e entramos com o requerimento", disse o vereador Diego Felipe. 

Já o vereador Alyson Barreto defende que, "por ser novato", não entendeu a votação e errou sua posição. Ele afirma que "nunca votou em Jair", mas que ficou calado durante a apuração em sessão. "Quem alertou a gente foi o povo. O voto é livre, a gente não seguiu opinião de nenhum superior. Pessoas da minha família me pediram para repensar. No outro dia, perguntei ao pessoal da Câmara e eles disseram que eu poderia revogar o voto. Consequentemente, outros colegas somaram", diz. 


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