PUBLICIDADE
Política
NOTÍCIA

Lewandowski: Nem animais para o matadouro se leva como foi levado Lula

O placar é de 2x2 até o momento. Kássio Nunes deve desempatar, mas há ainda a possibilidade de que Carmém, neste debate pró-Moro, mude o voto

Carlos Holanda
18:28 | 09/03/2021
 Ministro do STF Ricardo Lewandowski integrando maioria da 2ª Turma do STF que rejeita recurso da Lava Jato contra acesso de Lula a mensagens da Spoofing
 (Foto: Imagem: Reprodução)
Ministro do STF Ricardo Lewandowski integrando maioria da 2ª Turma do STF que rejeita recurso da Lava Jato contra acesso de Lula a mensagens da Spoofing (Foto: Imagem: Reprodução)

O ministro Ricardo Lewandoski inclinou o voto na direção de apontar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro na condução de processos envolvendo o ex-presidente Lula (PT). Em um dos trechos da leitura do voto, ele disse, referindo-se à condução coercitiva do petista: "Nem animais para o matadouro se leva da forma como foi levado um ex-presidente da República.

E emendou: "(Lula) Só não foi embarcado num pequeno avião em direção a Curitiba porque outras forças intervieram."

VEJA TAMBÉM: Segunda Turma do STF julga suspeição de Moro; assista ao vivo

O placar da votação na Segunda Turma do STF é de 2x2: Edson Fachin e Carmén Lúcia votam para que Moro não seja considerado suspeito.

Já Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski direcionaram os argumentos no sentido de que Moro seja tido como suspeito. Kássio Nunes Marques deve desempatar. Ele pediu vistas - mais tempo para analisar o processo.

É possível ainda que Carmén Lúcia reveja voto. Se isso ocorrer, o voto de Nunes Marques passa a não ser decisivo.

"O ex-juiz extrapolou a mais não poder os limites das função jurisdicional da qual estava investido, neutra e imparcial por definição, ao assumir o papel de verdadeiro coordenador dos órgãos de investigação e acusação, em paralelo às funções de julgador", adicionou Lewandowski no voto.

"Em outras palavras", ele continuou, "ficou patenteado o abuso de poder."

Lewandowski também reconheceu que as mensagens veiculadas pelo The Intercept Brasil na série de reportagens intitulada Vaza Jato são fidedignas.