PUBLICIDADE
Política
NOTÍCIA

Cid acusa governo Bolsonaro de usar PEC Emergencial para "chantagear" senadores

Aprovado na noite desta quarta-feira pelo Senado, o texto cria medidas de controle de gastos públicos e autoriza o pagamento de até R$ 44 bilhões no novo auxílio emergencial em R$ 250

Carlos Mazza
23:25 | 03/03/2021
FORTALEZA, CE, BRASIL, 29.11.2020: Cid Gomes, senador. Segundo turno das eleições municipais.  (Fotos: Fabio Lima/O POVO) (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 29.11.2020: Cid Gomes, senador. Segundo turno das eleições municipais. (Fotos: Fabio Lima/O POVO) (Foto: FÁBIO LIMA/O POVO)

Cid Gomes (PDT-CE) acusou o governo Jair Bolsonaro de ter utilizado a votação do texto base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial para "chantagear" senadores. Aprovado na noite desta quarta-feira pelo Senado, o texto cria medidas de controle de gastos públicos e autoriza o pagamento de até R$ 44 bilhões no novo auxílio emergencial em R$ 250.

“O Senado acaba de aprovar o auxílio emergencial para atender à população mais prejudicada pela pandemia. Uma necessidade urgente. Mas o governo usou o projeto para chantagear os senadores e tirar dinheiro da educação, da ciência e do serviço público. Uma vergonha!”, publicou Cid nas redes sociais.

O texto aprovado contou com votos favoráveis de 62 senadores e ainda terá destaques avaliados pela Casa. A PEC causou polêmica pois, inicialmente, relatório de Márcio Bittar (MDB-AC) incluía na medida proposta que extinguia os valores mínimos a serem gastos pelo governo com saúde e educação, hoje em 12% e 25%.

Por conta da polêmica, os pontos acabaram sendo removidos do relatório. A oposição do governo Bolsonaro, no entanto, denuncia que a medida sinalizaria interesse do governo em minar medidas legais de financiamento do serviço público brasileiro.