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Política
NOTÍCIA

Girão pede que Camilo reveja limite de horário em estabelecimentos após decreto

Em ofício, senador afirma ser gravíssimo impacto que a medida vem impondo à manutenção dos postos de trabalho, futuramente prejudicados pela queda de faturamento das empresas

Filipe Pereira
18:18 | 05/02/2021
O senador defende que a extensão do horário de funcionamento pode evitar o acúmulo de clientes (Foto: Mauri Melo/O POVO)
O senador defende que a extensão do horário de funcionamento pode evitar o acúmulo de clientes (Foto: Mauri Melo/O POVO)

O senador Eduardo Girão (Podemos) encaminhou um ofício na sexta-feira, 5, ao governador Camilo Santana (PT) solicitando a revisão do limite de horário imposto ao comércio, restaurantes, bares e similares. A medida foi decretada na última terça-feira, 2, proibindo o funcionamento após as 20 horas de serviços não essenciais em todo o Ceará.

No documento, o parlamentar afirma ser "gravíssimo o impacto que a medida vem impondo à manutenção dos postos de trabalho". Sobre o ramo de bares e restaurantes, Girão usa dados que apontam o fechamento acima de 300 mil estabelecimentos, com a metade (53%) dos donos desses empreendimentos considerando que suas empresas operam no prejuízo. Os números são da Associação Brasileira de Bares e Restaurante (Abrasel). 

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Sem usar de fontes oficiais, o senador também critica a aplicação das políticas de bloqueio da sociedade presentes em vários países. "Tais medidas de lockdown impostas têm sido criticadas por inúmeros estudiosos por não se mostrarem meios eficazes para o controle da pandemia", afirma em ofício. Segundo ele, haverá "consequências devastadoras" no "aumento do desemprego, da fome, da miséria e na saúde física e mental da sociedade". 

O parlamentar defende ainda que a extensão do horário de funcionamento pode evitar o acúmulo de clientes até o limite máximo permitido. Ele avalia já ser suficiente a limitação ao número de clientes atendidos simultaneamente nos estabelecimentos afetados.

Entre as novas medidas de combate à Covid-19 na Capital, as atividades não essenciais têm o funcionamento restrito entre 6h e 20 horas, até o dia 17 de fevereiro. A nova medida resultou em protesto, nesta quinta-feira, 4, com forte articulação da Abrasel em frente à Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE).