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Política
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Bolsonaro proíbe ministros de atenderem Doria, diz jornal

Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, quem conversar ou fizer "graça" para o governador estará sujeito a receber um "cartão vermelho" de Bolsonaro.

Filipe Pereira
15:37 | 22/01/2021
O presidente Jair Bolsonaro proibiu ministros de atender a qualquer pedido do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político. (Foto: Fotos: Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro proibiu ministros de atender a qualquer pedido do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político. (Foto: Fotos: Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem proibido seus ministros de atenderem a qualquer solicitação que venha do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Segundo informações da repórter Vera Rosa, do jornal O Estado de S.Paulo, a ordem foi reforçada após seu principal adversário político iniciar a vacinação contra a Covid-19 no último domingo, 17.

Segundo o jornal, quem conversar ou fizer “graça” para o governador estará sujeito a receber um “cartão vermelho” de Bolsonaro. O presidente acredita que Doria trabalha em parceria com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no intuito de desgastar a imagem do governo diante a opinião pública e articular um impeachment contra ele. Segundo o Estadão, em conversa recente com aliados, Bolsonaro teria dito que “não vão conseguir me derrubar”.

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Segundo o material, em abril do ano passado, Doria ligou para o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o aconselhou a sair do governo para salvar sua biografia. A reportagem alega que o telefonema aconteceu logo após o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro deixar o governo.

A relação entre Bolsonaro e Doria se acirrou ao longo da pandemia, especialmente por conta da vacina contra a Covid-19. Enquanto Doria trabalhava para comprar vacinas CoronaVac do laboratório chinês Sinovac, e para que o Instituto Butantan pudesse produzir sua própria vacina em parceria com a farmacêutica da China, Bolsonaro desacreditava o imunizante que, hoje, briga para que seja reconhecido como “do Brasil”.

A escalada da disputa política e da retórica de ataques entre o presidente e o governador chegou ao ápice após o início da vacinação contra a covid-19 em São Paulo. Na ocasião, Dória e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, trocaram acusações em diferentes coletivas sobre a vacinação no Brasil. 

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Autoridades do Estado atribuem à tensão política entre os dois dificuldades que têm afetado o andamento de obras no Estado que dependem de aval ou financiamento da União.