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Placar do impeachment de Bolsonaro tem 110 votos a favor e 53 contra; 8 cearenses se posicionam

Sete deputados cearenses se posicionaram a favor e um contra até agora. Os dados são de um perfil no Twitter que, em meio à pressão pelo impeachment do presidente, resolveu monitorar o posicionamento de congressistas nas redes sociais
15:02 | Jan. 19, 2021
Autor Gabriela Feitosa
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Gabriela Feitosa Estagiária do O POVO Online
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Tipo Notícia

Você tem ideia de como o(a) deputado(a) federal que escolheu votaria caso uma eventual votação do impeachment do presidente Jair Bolsonaro acontecesse hoje? Foi o que um perfil no Twitter resolveu contabilizar. A conta tem monitorado, em parceria com a base de dados do Google, posicionamento de congressistas nas redes sociais. A equipe também entra em contato com o deputado, quando necessário. A última atualização até a manhã desta terça, 19, aponta que 110 deputados são favoráveis e 53 são contrários ao impeachment. Ao todo, 350 não se pronunciaram.

O perfil divide os deputados por estado, partido e ainda coloca a publicação onde o congressista se posiciona. No Ceará, o deputado Célio Studart (PV) disse ser a favor da saída de Bolsonaro. Ele escreveu: "Nunca ajudou, não colaborou, tumultuou, agitou e descoordenou! Jamais poderia ser um líder nem de time de várzea! #impeachmentJa".

André Figueiredo (PDT), Denis Bezerra (PSB), Idilvan Alencar (PDT), José Airton Félix (PT), José Guimarães (PT) e Leônidas Cristino (PDT) também mostraram posicionamento favorável ao impeachment.

Já contra, aqui no estado, até o momento é somente Genecias Noronha, do Solidariedade. Outros 14 deputados não se posicionaram. Entre eles está Capitão Wagner (Pros), favorito do presidente nas eleições municipais de 2020 em Fortaleza.

Você pode conferir todas as informações clicando aqui

Conheça o perfil "Placar do Impeachment de Jair Bolsonaro"

Presidência da Câmara em disputa

Já na Câmara dos Deputados, a possibilidade do impeachment de Bolsonaro está sendo considerada. Informações recentes da Agência do Senado apontam que quando foi questionado sobre os pedidos, o presidente da Casa, Rodrigo Maia, afirmou que o momento atual não é de discussão do impeachment e que o foco do Parlamento precisa ser o combate à pandemia e seus efeitos sociais e econômicos.

No entanto, ele ressaltou que essa pode ser uma pauta futura. Maia destacou que não há como fugir da investigação, por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), sobre a desorganização na gestão da saúde no período da pandemia. "É inevitável que tenhamos uma CPI da Câmara ou do Congresso, mais à frente. Certamente, essa investigação vai chegar aos responsáveis por toda essa desorganização, falta de logística", disse o presidente.

A votação para escolher o novo presidente será no dia 1° de fevereiro e será presencial. Há, até o momento, oito candidaturas confirmadas. Os dois nomes favoritos são os de Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Há ainda candidaturas de Luiza Erundina (PSOL), Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG) e Marcel Van Hattem (Novo-RS). Capitão Augusto (PL-SP) e Fábio Ramalho (MDB-MG) também anunciaram a intenção de concorrer ao cargo.

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