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Política
NOTÍCIA

Nova fase da Lava Jato: PF investiga lavagem de dinheiro em imóveis e obras de arte

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as ordens judiciais visam apreender mais de 100 obras de arte dos investigados. Os mandados judiciais foram expedidos pela 13ª Vara Federal em Curitiba

Gabriela Feitosa
08:42 | 12/01/2021
Sede da Polícia Federal em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Sede da Polícia Federal em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira, 12, 11 mandados de busca e apreensão em nova fase da Lava Jato. Dessa vez, são investigadas pagamentos de propina na Petrobras e Transpetro e operações de lavagem de dinheiro por meio de imóveis e obras de arte.

Segundo a PF, são três mandados no Rio de Janeiro, dois mandados em Brasília, dois em São Luis do Maranhão, dois em São Paulo e um em Angra dos Reis. As informações são do portal G1.

O jornal apurou que mandados são cumpridos nos endereços de Márcio Lobão e Edison Lobão Filho, filhos do ex-ministro Edison Lobão. O pai dos investigados não é alvo da operação desta terça.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as ordens judiciais visam apreender mais de 100 obras de arte dos investigados. Os mandados judiciais foram expedidos pela 13ª Vara Federal em Curitiba. Esta é a 79° Operação da Lava Jato.


Investigações

As investigações apuram fraudes em licitações por meio de pagamento de propina a executivos da Petrobras e da Transpetro. Os crimes investigados aconteceram entre 2008 e 2014, segundo a PF, com pagamento de R$ 12 milhões em propinas.

Ainda conforme o G1, as investigações apontam que a propina era paga em espécie e a lavagem do dinheiro acontecia por meio da compra de obras de arte e imóveis.

Uma das transações investigadas foi a compra de um apartamento de alto padrão em 2007 por R$ 1 milhão e vendido menos de dois anos depois por R$ 3 milhões. Uma valorização que, de acordo com a PF, não correspondia com as condições do mercado financeiro da época.

Na lavagem de dinheiro por meio das obras de arte, segundo as investigações, notas fiscais e recibos eram emitidos à Receita Federal com valores menores do que eram efetivamente praticados. Segundo a PF, a diferença entre o valor pago e o declarado variava de 167% a 529%.

Em uma fase anterior da operação, segundo a PF, já foram encontradas obras de arte na casa de um dos investigados que apresentavam variações significativas entre o preço de aquisição declarado e o valor de mercado, em patamares de até 1.300%.

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