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Mamede quer PT na oposição a Sarto: "não somos puxadinho dos Ferreira Gomes"

Ex-deputado fez críticas aos que defendem a adesão do partido à nova gestão, como Camilo Santana, José Guimarães e José Airton
20:47 | Jan. 04, 2021
Autor Carlos Holanda
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Carlos Holanda Repórter
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Tipo Notícia

Petista histórico, o ex-deputado estadual e médico Mário Mamede Filho ligou para O POVO no sentido de se somar aos defensores da tese de que o Partido dos Trabalhadores deve fazer oposição na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) ao recém-iniciado governo de José Sarto (PDT). 

Ele combateu falas como a do vice-prefeito Elcio Batista (PSB) que, no dia da posse, 1º, argumentou em breve coletiva que há que haver uma união pelo "bem comum" de Fortaleza. 

Para Mamede, o apelo do ex-secretário do governador Camilo Santana (PT) é "maniqueísta" e "chantagista" por, a seu ver, sugerir que ou o PT se soma à gestão pedetista ou, então, não estará cooperando para o bem da Cidade. 

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O militante ainda criticou o deputado federal José Airton Cirilo (PT) e os demais defensores da tese adesista, como o também deputado federal José Guimarães (PT), além dos deputados estaduais Acrísio Sena, Fernando Santana e Moisés Braz.

Os três operam para demover os vereadores Guilherme Sampaio - presidente do PT de Fortaleza -, Larissa Gaspar e Ronivaldo Maia do caminho da oposição a Sarto. 

O PT, defendeu Mamede, possui convicção ideológica, programa político, tendo assim de se manter altivo. Isso significa, conforme anotou, "não ser um anexo, um puxadinho dos Ferreira Gomes, hoje representado por Sarto em Fortaleza." 

O vereador Ronivaldo Maia (PT) não escondeu a insatisfação com o movimento da instância estadual. Nessa segunda, na edição do O POVO, afirma que o recurso apresentado e acatado para anular a definição de realizar oposição a Sarto, tomada no dia anterior, 29 de dezembro, é politicamente lamentável. (Leia aqui)

José Airton (PT), por sua vez, sugeriu que ocorresse reunião entre vereadores, deputados estaduais e federais com a direção municipal, num modo de viabilizar a construção de uma saída para o impasse.

"Eu acho que também precisamos conversar com o governador, até porque nós precisamos fazer uma repactuação da relação do PT com o governador Camilo (defensor da ida do PT para a base do PDT), e acho que é possível nós, a gente construir uma certa unidade interna em torno de uma posição que seja mais ou menos consensuada."

No recurso apresentado, um dos argumentos centrais é de que a decisão proferida "é afrontosa ao diálogo democrático com as diversas vozes que compõem nosso partido. O PT não tem dono! Deve expressar a primazia de sua diversidade e democracia interna." 

"Intervenção" e "boicote"

Militante do núcleo Américo Barreira (um dos criadores do PT no Ceará e ex-vice de Maria Luiza Fontenele), do qual Mamede faz parte, o militante Hebert Lima escreve que o que se passou foi, sim, uma "intervenção, urdida de forma deliberada e orquestrada, haja vista o recurso interposto ter sido previamente escrito, antes mesmo da deliberação do Diretório Municipal."

Segundo expressa em texto, as forças que apontam não ter havido diálogo foram as mesmas que fugiram ao debate na instância municipal, "boicoitando de forma deliberada a reunião do Diretório Municipal, mesmo após terem sido atendidas no pleito de adiar por duas vezes reunião do Diretório e também terem sido atendidas no pleito de ouvir antes o prefeito eleito que manifestou interesse em conversar com o Partido." 

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