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Política
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Eleições em São Paulo: com 0,39% de apuração, PT desiste de se pronunciar

O PT aguarda o resultado da votação à Câmara Municipal para saber qual será o tamanho de sua bancada de vereadores

21:55 | 15/11/2020
São Paulo - o candidato à prefeitura Jilmar Tatto (PT) desiste de se pronunciar hoje

 (Foto: JOSE CRUZ)
São Paulo - o candidato à prefeitura Jilmar Tatto (PT) desiste de se pronunciar hoje (Foto: JOSE CRUZ)

Atualizada às 22h32min.

Após o atraso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na divulgação dos resultados das eleições à Prefeitura de São Paulo, o candidato Jilmar Tatto (PT) decidiu não se pronunciar na noite deste domingo, 15. A expectativa era que ele falasse no Diretório Municipal do PT assim que houvesse um resultado claro da apuração das urnas.

No momento, 57,7% das seções da capital paulista foram apuradas. Até agora, espera-se que aconteça um segundo turno entre Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), que carregam 32,81% e 20,35% dos votos, respectivamente. Márcio França (PSB) fica em terceiro lugar na disputa com 13,65%.

Ainda, Jilmar Tatto soma 8,79% dos votos atrás de Celso Russomano (Republicanos), candidato apoiado pelo presidente Bolsonaro, que acumula 10,44% e Arthur do Val Mamãe Falei (Patriota), com 9,74%.

O PT aguarda o resultado da votação à Câmara Municipal para saber qual será o tamanho de sua bancada de vereadores e, assim, saber em quais termos seria acertado um apoio a Guilherme Boulos (PSOL). "Não vamos fazer um balanço agora", disse o presidente do diretório municipal do PT, Laércio Ribeiro. O PT também vive um momento de divisão neste domingo, após uma declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a disposição de parte do partido para apoiar a candidatura de Boulos.

Mais cedo, Lula confirmou que Tatto foi abordado nas últimas semanas por dirigentes do PT que o perguntaram sobre a possibilidade de desistir da corrida em favor de Boulos. Lula disse que a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, procurou Tatto para saber se ele deixaria a disputa. "Acho que foi uma atitude soberana dele de dizer que não ia retirar a candidatura", disse Lula na manhã deste domingo, 15, logo após votar em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. "Ninguém poderia dizer o que ele poderia fazer, era uma coisa dele."

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