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Política
NOTÍCIA

'No meu governo não tem Lava Jato', repete Bolsonaro

Na manhã desta quarta-feira, 4, foi noticiado que o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, foi denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa

12:11 | 04/11/2020
Presidente Jair Bolsonaro e filhos Flávio (esquerda), Eduardo (direita) e Carlos (extrema direita) (Foto: Divulgação)
Presidente Jair Bolsonaro e filhos Flávio (esquerda), Eduardo (direita) e Carlos (extrema direita) (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro voltou a repetir que em seu governo "não tem Lava Jato" porque a sua gestão é livre de corrupção. Em conversa com apoiadores na manhã desta quarta-feira, 4, o chefe do Executivo afirmou: "Até o momento não demos trabalho para a Lava Jato."

"Estamos fazendo o que podemos, com menos recursos, sem desvios, sem corrupção, sem Lava Jato", disse ao citar investimentos na região de Foz do Iguaçu (PR). "No meu governo não tem Lava Jato, se tiver a gente vai encarar, vai ver que tá errado e vai tomar as providências. Mas, até o momento não demos trabalho para a Lava Jato não", declarou o mandatário.

A defesa de que o governo é livre de casos de corrupção é recorrente nos discursos do presidente. Em outubro, ele passou a destacar que a Operação Lava Jato havia acabado visto que sua gestão estaria livre de corrupção. Em outras declarações, Bolsonaro ressaltou que seu governo é composto por "ministros, estatais e bancos oficiais" e ponderou que a operação continuaria para "demais órgãos do Brasil, Estados e municípios".

Na manhã desta quarta-feira, 4, foi noticiado que o filho do presidente Bolsonaro, senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A denúncia se dá no âmbito do Caso Queiroz, como ficou conhecido o processo das "rachadinhas" supostamente praticadas pelo filho do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Além de Flávio, foi denunciado o ex-assessor Fabrício Queiroz, apontado como operador do esquema, e outros 15 ex-assessores. O MP fala ainda em apropriação indébita.

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