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Política
NOTÍCIA

Milhares de manifestantes pró-democracia voltam às ruas de Bangcoc

Os manifestantes se reuniram diante do Monumento da Democracia, no centro da capital, e a intenção era prosseguir até a Casa de Governo, mas o principal acesso foi bloqueado com ônibus e alambrados

07:42 | 14/10/2020
Manifestante pró-democracia segura uma placa para apoiadores monarquistas durante um comício antigovernamental em Bangkok, na Tailândia, em 14 de outubro de 2020 (Foto: AFP)
Manifestante pró-democracia segura uma placa para apoiadores monarquistas durante um comício antigovernamental em Bangkok, na Tailândia, em 14 de outubro de 2020 (Foto: AFP)

Milhares de ativistas pró-democracia protestaram novamente nesta quarta-feira em Bangcoc, em meio a uma grande mobilização policial, um dia após a detenção de 21 21 militantes.

 

Os manifestantes se reuniram diante do Monumento da Democracia, no centro da capital, e a intenção era prosseguir até a Casa de Governo, mas o principal acesso foi bloqueado com ônibus e alambrados. Além disso, o governo mobilizou 15.000 policiais.

 

"Vão acontecer provocações, mas não queremos conflito com ninguém", alertou Anon Numpa, um dos líderes do protesto. "Quando o cortejo real passar, não insultem", pediu o ativista.

 

O rei Maha Vajiralongkorn assistirá a uma cerimônia durante a tarde e seu cortejo passará perto do local da manifestação.

 

Na terça-feira, dezenas de ativistas pró-democracia levantaram três dedos na passagem do veículo do monarca, gesto considerado um desafio à monarquia e sua autoridade. Ao menos 21 pessoas foram detidas.

 

Nesta quarta-feira, centenas de defensores da monarquia também estavam nas ruas.

 

"A monarquia existe há mais de 700 anos. Querem derrubá-la. Viemos mostrar nosso amor ao nosso soberano", declarou à AFP Siri Kasemsawat, guia turístico antes da pandemia.

 

Os manifestantes querem a dissolução do Parlamento com a renúncia do primeiro-ministro Prayut Chan O Cha, a revisão da Constituição de 2017, considerada muito favorável ao exército, e uma revisão do papel e do poder da monarquia, um tema tabu no país.

 

Os protestos conseguiram reunir milhares de pessoas, mas de acordo com analistas o número de ativistas caiu nas últimas manifestações.

 

"Os ativistas podem ter superestimado sua força. O movimento não tem um objetivo e uma agenda claros", destaca Thitinan Pongsudhirak, cientista político da Universidade Chulalongkorn em Bangcoc.