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Aliado de Eunício deixa disputa em Caucaia e apoia candidato de Domingos

Ex-prefeito do município, Zé Gerardo afirmou em vídeo que "hoje é um dos dias mais tristes da minha vida"

Carlos Holanda
22:06 | 13/10/2020
Zé Gerardo era candidato a prefeito de Caucaia, mas largou a disputa com queixas do MDB. (Foto:  (Foto: Divulgação))
Zé Gerardo era candidato a prefeito de Caucaia, mas largou a disputa com queixas do MDB. (Foto: (Foto: Divulgação))

O ex-prefeito de Caucaia Zé Gerardo Arruda (MDB) retirou candidatura à Prefeitura de Caucaia para apoiar a reeleição de Naumi Amorim (PSD). Em um vídeo, porém, ele não demonstra satisfação com a escolha. Diz o emedebista que "hoje é um dos piores dias da minha vida". 

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Zé Gerardo então elenca três motivos para que tenha deixado a disputa: a falta de "apoio pessoal e logístico" do MDB, comandado pelo ex-senador Eunício Oliveira, as complicações na Justiça e, por último, o rendimento nas pesquisas. 

A relação de Domingos Filho, presidente do PSD no Ceará, com Eunício Oliveira anda tensionada. O pano de fundo dos desentendimentos é o avanço dos pessedistas pelo Interior, atraindo adesões de prefeitos emedebistas.  

Domingos foi o responsável pela articulação que atraiu o apoio de Zé Gerardo a Naumi. Ao lado do ex-prefeito e do atual para comunicar a nova adesão, Domingos disse que a ideia inicial era de que Livia Arruda (MDB) - filha de Zé Gerardo - fosse novamente vice de Naumi, cargo que ocupa hoje, o que não aconteceu. 

"Infelizmente, não foi possível que a chapa que queríamos, que era Naumi e Lívia, pudesse se consolidar. Mas, a relação de respeito, de benquerença, de luta conjunta, continua presente", disse o ex-vice-governador.

Naumi é apoiado pelo senador Cid Gomes (PDT). O irmão mais velho, Ciro, quer ver Elmano de Freitas (PT) eleito na cidade. O MDB deve adotar algum direcionamento nos próximos dias.

O POVO Online procurou o ex-senador Eunício Oliveira (MDB) para saber quem o partido apoiará e aguarda resposta.

Lei da ficha limpa

A chapa de Zé Gerardo à Prefeitura, composta pela esposa Inês Arruda na vice, já era alvo de questionamentos em razão da lei da ficha limpa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou, em 2010, por crime cometido em 1997, quando gestor do município. Ele recebeu R$ 500 mil do Ministério do Meio Ambiente para construção de açude, mas aplicou a verba em obras de pontes de passagem molhada.